Quem acom­pa­nha este blo­gue há mais tem­po conhe­ce as mix­ta­pes que andei a fazer duran­te vári­os meses e às quais cha­mei (um pou­co pom­po­sa­men­te, admi­to) Rádio Bitaites – sequên­ci­as das músi­cas de que gos­to, com os mais vari­a­dos rit­mos, épo­cas e géne­ros.

Esta série que apre­sen­ta­va regu­lar­men­te no Bitaites cri­a­va alguns pro­ble­mas legais, por razões óbvi­as, mas tam­bém téc­ni­cos: alo­jar todos esses fichei­ros aca­ba­va por ocu­par dema­si­a­do espa­ço no ser­vi­dor. Tal como o tem­po, espa­ço tam­bém é dinhei­ro.

Já conhe­cia o ser­vi­ço Mixcloud há bas­tan­te tem­po. Tem a gran­de van­ta­gem de pode­mos fazer o uplo­ad do que dese­jar­mos por­que o ser­vi­ço paga os direi­tos de autor aos artis­tas. Não podia dese­jar mais.

Contudo, algu­mas embir­ra­ções com o seu fun­ci­o­na­men­to deixaram-​no em modo de espe­ra duran­te todo este tem­po: o seu wid­get mul­ti­co­lo­ri­do e a impos­si­bi­li­da­de de o per­so­na­li­zar via CSS era um dos prin­ci­pais obs­tá­cu­los para o usar como ser­vi­ço de par­ti­lha. Algumas falhas na play­list tam­bém me fize­ram desis­tir.

Os tem­pos foram pas­san­do e o Mixcloud evo­luiu bas­tan­te. Já ofe­re­ce um player decen­te e for­mas mais intui­ti­vas de cri­ar a lis­ta de fai­xas – sen­do assim, pos­so par­ti­lhar estas com­pi­la­ções outra vez.

Adoro fazer mix­ta­pes. Eu, con­su­mi­dor, tenho mais de três mil CD que fui com­pran­do ao lon­go dos tem­pos. Eu, pira­ta, tenho outros tan­tos gra­va­dos no com­pu­ta­dor. Passo a vida a ouvir músi­ca. E ado­ro revi­ver este velho espí­ri­to de «gra­var cas­se­tes» para outra pes­soa ouvir.

Neste caso, mui­tas.

Querem embarcar? Play!

Esta série a que cha­mei sim­ples­men­te Notas de Viagem é para ser ouvi­da com aus­cul­ta­do­res, pre­fe­ren­ci­al­men­te à noi­te, e foi fei­ta com cin­co obje­ti­vos:

mos­trar a melhor músi­ca pos­sí­vel da for­ma mais agra­dá­vel pos­sí­vel; mostrá-​la diver­si­fi­ca­da, sem pre­con­cei­tos quan­to a géne­ros; ter um cui­da­do manía­co nas tran­si­ções entre fai­xas; man­ter a flui­dez entre pas­sa­gens, mes­mo quan­do a um géne­ro musi­cal suce­de outro com­ple­ta­men­te dife­ren­te; ser cal­mi­nha e cari­nho­sa, como um bei­ji­nho na ore­lha.

Quem gos­tar o sufi­ci­en­te das mix­ta­pes a pon­to de dese­jar obter o fichei­ro ori­gi­nal – WAV+CUE – pode entrar em con­tac­to comi­go.