O fotó­gra­fo norte-​americano Patrick Struys teve a ideia de foto­gra­far pes­so­as a ver fil­mes por­no­grá­fi­cos depois de repa­rar nas expres­sões dos ami­gos duran­te as cenas de sexo de fil­mes comuns.

As rea­ções vari­a­vam de for­ma drás­ti­ca de pes­soa para pes­soa e Struys achou aqui­lo tudo fas­ci­nan­te. Fotografar as expres­sões seria um pro­je­to con­sis­ten­te com a sua pai­xão «em reve­lar nar­ra­ti­vas escon­di­das da vida»  atra­vés da foto­gra­fia. Nos meses seguin­tes, dedicou-​se ao pro­je­to.

Começou por recru­tar os ami­gos, mas aca­bou por colo­car um anún­cio onli­ne pedin­do às pes­so­as para par­ti­ci­par numa «expe­ri­ên­cia soci­al». Nunca reve­lou aos can­di­da­tos que teri­am de entrar numa cabi­ne seme­lhan­te às que nos enfi­a­mos quan­do vamos tirar fotos para o pas­se. E que a expe­ri­ên­cia con­sis­tia em ver cin­co minu­tos e meio de cenas por­no­grá­fi­cas para todos os gos­tos e sexu­a­li­da­des.

E assim, com­ple­ta­men­te às escu­ras, sem terem tido tem­po para se pre­pa­rem emo­ci­o­nal­men­te para o que iam ver, as pes­so­as foram pre­sen­te­a­das com sequên­ci­as para mai­o­res de 18 enquan­to a câma­ra ia cap­tan­do as suas rea­ções. O resul­ta­do, como podem ver, é hila­ri­an­te.

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Patrick Struys notou um por­me­nor inte­res­san­te duran­te as ses­sões de foto­gra­fia: as mulhe­res e os homens gays que con­cor­da­ram em fazer par­te da expe­ri­ên­cia mostraram-​se mais à von­ta­de em mos­trar inte­res­se no que esta­vam a ver ou em expres­sar a sua sexu­a­li­da­de dian­te do homem que sabi­am estar por detrás da câma­ra. Os hete­ros­se­xu­ais, não.

Os homens hete­ros­se­xu­ais, por outro lado, mostraram-​se qua­se todos des­con­for­tá­veis duran­te as ses­sões: «Diziam pia­das, riam-​se, fala­vam mui­to, tudo para dis­far­çar o fac­to de se sen­ti­rem pou­co à-​vontade por verem um fil­me por­no­grá­fi­co dian­te de outro homem», con­ta Struys. Basta ver algu­mas das fotos para notar que alguns pare­cem ter aca­ba­do de ver o bicho papão.

De uma manei­ra geral, recor­da o fotó­gra­fo, todas as pes­so­as se riam mui­to duran­te os pri­mei­ros dois minu­tos. «Só a par­tir daí é que habi­tu­al­men­te con­se­guia cap­tar rea­ções mais hones­tas».

Marco Santos

­Marco Santos

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