De vez em quan­do é bom obser­var este tipo de tra­ba­lhos para tomar­mos cons­ci­ên­cia da nos­sa insig­ni­fi­can­te posi­ção no Universo e de como este «páli­do pon­to azul» é tor­na­do ain­da mais pre­ci­o­so pela sua fra­gi­li­da­de. O ilus­tra­dor norte-​americano Roberto Ziche colo­cou o Sol e res­pe­ti­vos pla­ne­tas no chão da sala, para poder­mos ava­li­ar o tama­nho do nos­so mun­do e o de outros. Vejam a ima­gem em glo­ri­o­sa reso­lu­ção.

Neste jogo cós­mi­co do Sistema Solar, a Terra é um peque­no ber­lin­de habi­ta­do por cri­a­tu­ras antro­po­cên­tri­cas que um dia vis­lum­bra­ram o gran­de aba­fa­dor, o Sol, como um gigan­te que anda­va à nos­sa vol­ta, sem­pre ao nos­so ser­vi­ço. E mes­mo este cor­po gigan­tes­co não é mais do que um ber­lin­de per­to de Eta Carinae, uma estre­la azu­la­da a 7500 anos-​luz, 250 vezes mai­or e um milhão de vezes mais bri­lhan­te.

Mas Eta Carinae é uma anã com­pa­ra­da com a VY Canis Majoris, uma estre­la hiper­gi­gan­te ver­me­lha a 5000 anos-​luz e 1540 vezes mai­or do que o Sol: se fos­se colo­ca­da no lugar da nos­sa estre­la, ocu­pa­ria todo o espa­ço até Saturno.

A VY Canis Majoris, por seu tur­no, é um pon­to insig­ni­fi­can­te na nos­sa galá­xia, a Via Láctea, que tem um diâ­me­tro de 100 mil anos-​luz e cer­ca de 200 mil milhões de estre­las. E esta Via Láctea tão gigan­tes­ca e ina­ces­sí­vel às nos­sas naves espa­ci­ais bebés está para a super­ga­lá­xia elíp­ti­ca IC 1101 como a Terra para o Sol. A IC 1101, a mil milhões de anos-​luz de dis­tân­cia, tem um diâ­me­tro de cer­ca de seis milhões de anos-​luz e 100 biliões de estre­las. Mas a monu­men­tal IC 1101 é ape­nas uma entre as mais de 170 mil milhões de galá­xi­as no Universo obser­vá­vel. Podemos vol­tar a res­pi­rar?

Marco Santos

­ Marco Santos

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