Teotihuacan está envol­ta em mis­té­rio. Não se sabe quem a cons­truiu e os pró­pri­os Aztecas não con­ti­ve­ram a estu­pe­fac­ção quan­do deram com aque­la cida­de, geni­al­men­te cons­truí­da e ali­nha­da con­for­me os astros conhe­ci­dos na épo­ca. Com que objec­ti­vo? Podemos ape­nas con­jec­tu­rar. Talvez o mes­mo que levou à cons­tru­ção das pirâ­mi­des do Egipto.

Haverá uma expli­ca­ção cien­tí­fi­ca para o modo atra­vés do qual estes sím­bo­los de gran­des civi­li­za­ções per­di­das foram eri­gi­das, embo­ra seja de espan­tar o avan­ço civi­li­za­ci­o­nal, tec­no­ló­gi­co e espi­ri­tu­al que levou à intros­pec­ção míti­ca e à mate­má­ti­ca neces­sá­ri­as. Poderá ser jus­ti­fi­cá­vel com a ado­ra­ção, regis­ta­da e com­pro­va­da há mui­to, dos cor­pos celes­tes.

Sabe-​se, por exem­plo, que o cul­to solar, impreg­na­do em vári­os povos, deu ori­gem a pra­ti­ca­men­te todas as reli­giões orga­ni­za­das, de uma for­ma ou de outra:

O deus Ra era con­si­de­ra­do o “Deus Sol” para os egíp­ci­os; Gnowee é a Deusa Sol para algu­mas tri­bos abo­rí­ge­nes aus­tra­li­a­nos, trans­por­tan­do a sua tor­cha duran­te o dia, na pro­cu­ra eter­na pelo seu filho per­di­do. É uma rari­da­de, pois as deu­sas cos­tu­mam sim­bo­li­zar mais fre­quen­te­men­te a lua. Estes são só alguns exem­plos.

Os sacri­fí­ci­os bru­tais que os Aztecas con­ce­di­am aos deu­ses repre­sen­ta­vam a sua luta pela sobre­vi­vên­cia. A sua vida depen­dia das colhei­tas, e se os “deu­ses” não cola­bo­ras­sem na mete­o­ro­lo­gia, a popu­la­ção mor­ria de fome. Havia que matar volun­tá­ri­os ou mem­bros de agru­pa­men­tos ini­mi­gos para amai­nar a rai­va divi­na.

Tudo isto não impe­diu a que­da de Teotihuacan. Esse fim é outro gran­de mis­té­rio, ten­do como últi­ma teo­ria a de que os “99%” zangaram-​se a sério com os “1%” que con­tro­la­vam o local (aqui).

O Universo sem­pre mara­vi­lhou o Homem, tal­vez por­que somos com­pos­tos por ele e compomo-​lo. Pitágoras cal­cu­lou a quan­ti­da­de de vazio que é neces­sá­ria para se atin­gir a ple­ni­tu­de. Essa ple­ni­tu­de é o silên­cio do Espaço e cha­ma por nós por­que é o cúmu­lo da per­fei­ção.

Cá, seja­mos egíp­ci­os, mai­as, zapo­te­cos, gre­gos, roma­nos ou capi­ta­lis­tas, todo o Império tem um iní­cio e um fim, seja por que razão for. É assus­ta­dor? Sim, mas é raci­o­nal. Mais vale convencermo-​nos antes que não nos con­si­ga­mos habi­tu­ar, quan­do outras cir­cuns­tân­ci­as e con­jun­tu­ras sur­gi­rem.

Ana Costa

­Ana Costa

Cientista da informação. Escritora. Futura pobre e campista.