A mai­o­ria gos­ta de can­ções pop. Alguns até gos­ta­ri­am de ter uma máqui­na do tem­po, nem que fos­se para impe­dir que algu­mas des­sas can­ções tives­sem exis­ti­do.

Scott Bradlee, cri­a­dor dos Postmodern Jukebox, arran­jou uma solu­ção mais prá­ti­ca: incorporou-​lhes sono­ri­da­des jazz e rag­ti­me, injetou-​lhes «swing» e deu-​lhes o que gran­de par­te das ver­sões ori­gi­nais nun­ca teve: char­me.

Popsody in Blue

Scott Bradlee viciou-​se no jazz quan­do ouviu «Rhapsody in Blue», de George Gershwin, pela pri­mei­ra vez. Tinha 12 anos. Agora usa can­ções popu­la­res des­te tem­po para cri­ar «músi­ca pop numa máqui­na do tem­po».

Tudo come­çou como um mero exer­cí­cio, uma for­ma de pro­cu­rar ins­pi­ra­ção. Bradlee, pia­nis­ta, com­po­si­tor e músi­co de jazz rela­ti­va­men­te bem conhe­ci­do em Nova Iorque, expe­ri­men­tou ver­sões rag­ti­me de êxi­tos popu­la­res da déca­da de 80. Saiu-​se bem.

Os «exer­cí­ci­os» pros­se­gui­ram e tornaram-​se mais nota­dos quan­do, em 2012, lan­çou um tri­bu­to R&B à ban­da cana­di­a­na de rock Nickelback. Foi então que Scott pen­sou mais seri­a­men­te em explo­rar ain­da mais este modo «vin­ta­ge».

Postmodern Jukebox

Tinha nas­ci­do o pro­je­to Postmodern Jukebox, uma ban­da rota­ti­va de músi­cos que inter­pre­ta temas que toda a gen­te reco­nhe­ce em esti­los mais «anti­qua­dos».

Com a pre­ci­o­sa aju­da do YouTube, víde­os bem-​humorados e pro­du­zi­dos e rapa­ri­gas boni­tas que sabem can­tar (e swin­gar), os Postmodern Jukebox foram-​se tor­nan­do um assun­to viral: mais de 60 milhões de visu­a­li­za­ções, qua­se 1 milhão e 700 mil subs­cri­to­res.

O suces­so é tão gran­de que o mero «exer­cí­cio» cri­a­ti­vo de Bradlee se tor­nou um empre­go a tem­po intei­ro, já lon­ge da cena jazz nova-​iorquina e dos espe­tá­cu­los off-​Broadway que diri­giu e lhe deram algu­ma fama. O gru­po fez uma tour­née pela Europa – e esta­rá em Portugal a 12 abril de 2016, na Aula Magna –, ven­de «mer­chan­di­se» de todo o tipo – de t-​shirts a dis­cos em vinil – e vai ago­ra per­cor­rer os Estados Unidos.

Marco Santos

­Marco Santos

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