Em pri­mei­ro lugar, a notí­cia que mui­tos de vocês já conhe­ce­rão: o Partido Socialista deci­diu reti­rar a pro­pos­ta de lei 118, uma taxa extor­si­o­ná­ria que visa­va, mais do que «com­pen­sar» os músi­cos pelas «cópi­as pri­va­das», sal­var eco­no­mi­ca­men­te uma SPA des­con­tro­la­da­men­te des­pe­sis­ta.

Claro que esta bata­lha foi ganha, mas a guer­ra irá con­ti­nu­ar: a ex-​ministra Canavilhas e a sua pan­di­lha de repre­sen­tan­tes da cul­tu­ra vol­ta­rão à car­ga, mais tar­de ou mais cedo. E cá esta­re­mos nós, os «repre­sen­tan­tes de inte­res­ses obs­cu­ros», para lhes moer o juí­zo e pro­te­ger as nos­sas car­tei­ras.

E agora o que interessa, a música

Azeitonas

Quero dar-​vos a conhe­cer um pro­je­to de um gru­po de mal­ta sufi­ci­en­te­men­te lou­ca para fazer músi­ca e disponibilizá-​la gra­tui­ta­men­te – só para cha­te­ar os psi­co­pa­tas do copy­right, apos­to.

Eles acre­di­tam «em cães-​robô, naves espa­ci­ais, coló­ni­as em Marte, tele­trans­por­te, cáp­su­las de baca­lhau à brás, fatos de latex espe­lha­do» e, como é natu­ral em gen­te doi­da que não faz do dinhei­ro o pri­mei­ro e úni­co obje­ti­vo da sua vida, «músi­ca dis­tri­buí­da gra­tui­ta­men­te atra­vés da rede glo­bal».

Que mui­ta gen­te gos­te des­tas músi­cas (eu gos­to do humor e do sen­ti­do «con­cep­tu­al» do pro­je­to) e mui­tos com­pa­re­çam aos seus con­cer­tos e os apoi­em assim, é o que lhes dese­jo. Vai umas azei­to­nas?

Gostam do dis­co Rádio da Alegria? É só uma peque­na par­te da his­tó­ria. No blo­gue do gru­po há mais: tele­dis­cos (apos­to que eles detes­tam vide­o­clips), con­ver­sa de xaxa, desen­ver­go­nha­das mano­bras de auto-​promoção e mui­ta músi­ca. (Obrigado ao Gilberto Pereira pela dica no Twitter)

Marco Santos

­ Marco Santos

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