Virgens Suicidas
Autoria: Marco Santos [2/Junho/2008] [230]
Que sentido há em fazer-se explodir e matar dezenas de pessoas com a promessa de ser-se recompensado com 70 virgens no Paraíso? Quando a motivação para assassinar seres humanos inocentes tem por base razões políticas ou religiosas, até podemos compreender: a história da nossa Europa civilizada também pode contar muitos crimes cometidos com motivações semelhantes.
Agora fazer-se explodir para ter 70 virgens no paraíso? Isso não me entra na cabeça. A não ser que os bombistas suicidas sejam o tipo de gajos que eu já suspeitava: uma cambada de maricas cheios de medo das mulheres.
Porque não prometer-lhes: Irmão, se te fizeres explodir hoje, partilharás amanhã o teu leito de amor com 70 mulheres experientes e inteligentes, sem mamas de silicone, muito boas na cama e prontas a satisfazer-te todos os desejos. Porque será que não lhes prometem esse tipo de coisas? Esperem, já sei – é porque mulheres experientes e inteligentes pensam pela sua própria cabeça e nunca iriam aceitar ser escravas sexuais. Talvez até provocassem uma revolução no Paraíso. Foi o que aconteceu com a nossa Eva: os padres querem fazer-nos acreditar que pecou, mas para mim ela foi uma revolucionária.
A promessa de 70 virgens é, ao mesmo tempo, enganadora. Pensem lá bem: imaginem que o gajo explode, vai para o Paraíso e tem realmente 70 boazonas todas virgens à espera dele. Partindo do princípio de que o bombista ainda tem arcaboiço para mandar uma queca por dia, ao fim de pouco mais de três meses o seu stock de virgens está esgotado.
Que fará então o tipo? Explodirá outra vez, matando as mulheres usadas de forma a poder mandar vir mais um carregamento de virgens?
Estas promessas revelam a mentalidade desses tipos: têm cagufa das mulheres – a não ser que elas sejam virgens, inexperientes, ignorantes, preferencialmente inseguras e submissas. Têm mais medo das mulheres que do Bin Laden. Os seus livros religiosos não servem apenas para conhecer a palavra de Deus, mas também para esmagar cérebros independentes. Mas isto não é novidade nenhuma: durante séculos a Bíblia pendeu sobre as nossas cabeças (todas) como uma guilhotina moralizadora.
O melhor que se tem a fazer é iniciar alguns actos de contra-propaganda e dizer-lhes qualquer coisa como: Pá, irmão, se fores um bombista suicida vais ter 70 virgens mas serás impotente; na verdade, nem sequer podemos garantir-te de que chegarás lá com a pila inteira. Afinal de contas, acabaste de te fazer explodir, não é? Achas que no Paraíso te vão dar uma nova? As que lá temos são todas em segunda mão.
Este seu post apenas mostra a sua imbecilidade e completa ignorância em relação ao tema exposto, e como tal faria melhor em não recordar momentos tristes como este… Como muitos europeus cai no erro de julgar sem antes informar-se devidamente do que fala…e isso são erros que pagam-se caro.
Um dos grandes motivadores para estes recrutas tornarem-se bombistas é somente o facto de terem tido os familiares desfeitos em 70 pedaços por mentecaptos terroristas da sua laia, e o apelo à vingança é mais forte do que o apelo às ditas quecas no céu. Em relação aos nossos livros religiosos deveria lavar a boca antes de falar deles ou pelo menos ler para compreender.
Diz-se um homem amante da ciência mas contudo refere-se à Eva como sendo uma personagem real, uma grande revolucionária…só falta mesmo incluirem a cegonha que traz os vossos bastardos e o lobo mau no vosso “grande” livro. (…)
Gostaria de ver a sua reacção com um cinto cheio de explosivos atado à cintura…O mais certo era borrar-se todo ainda antes de apertá-lo. Maricas? Medo? isso são caracteristicas alheias a um bombista disposto a tudo para ajudar a causa… E a causa qual é? Pergunta você… Isso é uma resposta que não é digna de um infiel sem tomates como você demonstra ser. Umid Ali, comentário recuperado da anterior versão deste blogue
Adenda: Meu caro e furioso senhor Ali, se quiser destruir este blogue é favor carregar aqui. Terei sempre um completo desrespeito por todas as formas de fundamentalismo religioso, venham elas da América, de Israel, do Islão ou de Roma. Esteja à vontade para destilar o seu ódio medieval sempre que quiser. M.S.


























