O vídeo do ataque
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O ataque a Berlusconi foi captado pelas câmaras de televisão. Alguns já terão visto, outros não. Este vídeo mostra o acontecimento e segue o dia seguinte do primeiro-ministro italiano, ainda hospitalizado. Embora o político seja para mim desprezível e se saiba que a sua posição como vítima acabará por beneficiá-lo eleitoralmente, não consigo deixar de sentir pena dele. No primeiro post sobre este caso ainda gozei um bocadinho, mas agora já me passou a vontade.
O que vemos nas imagens – se nos conseguirmos abstrair, por alguns segundos, dos sentimentos negativos que o político provoca – é um homem de 73 anos a ser agredido. 73 anos. Incomoda-me a fragilidade física que o ataque revela e nenhuma operação plástica pode esconder; incomoda-me e, por isso, acaba por não ter piada nenhuma, mesmo tratando-se de Berlusconi, o trafulha-mor. Não gosto do político, mas também não consigo ser fã do agressor.
























Nunca haverá meio razoável de se justificar a violência. No que concorda a senhora italiana que foi entrevistada a rua por um jornalista italiano. Disse ela, mais ou menos: “Isto demostra o real espírito do italiano.” No que perguntou o jornalista: “Por que, pela agressão?”. “Nâo.”, respondeu a senhora, “Porque estão a achar graça.”
Of Record: o postal onde eu estava a conversa lá com o psicanalista desapareceu!
Não desapareceu, está aqui. O que não percebo é porque razão deixa de aparecer na lista dos posts anteriores no fim da página. Detesto problemas incompreensíveis!
P.S. – resolvido. Agora explico-te porquê: sempre que eu me esqueço de atribuir uma categoria a um post – como foi o caso deste, ficou em Páginas e não Vídeos – o plugin recent posts não mostra o primeiro post da página 2 do blogue. Pff.
Ok então. Compreendido. Ele não desapareceu, somente deixou de aparecer…
Concordo em absoluto com este post.
“Olho por olho e o mundo acabará cego”, já dizia o outro.
Mas sinceramente não consigo ter pena do homem, da fragilidade dos seus 73 ainda ataca muita gente.
Aqui também muita gente achou graça quando o Salazar caiu da cadeira. Acho que é normal…
Dando-te razão, não posso deixar de notar que o agressor teve uma certa pinta, olha que não deve ter sido nada fácil com um só golpe, no meio daquela multidão produzir aquele resultado.
Tirando isso. Shame on him.
É um facto. Não se pode agredir um primeiro-ministro eleito democraticamente. A nossa civilização baseia-se em princípios como esse. E no princípio de que o agressor de Berlusconi não vai ser torturado ou desaparece misteriosamente, mas que é julgado (se for imputável).
Sabe-se lá o que o idoso de 73 anos fez ao homem… além do que já todos sabemos.
Não sou a favor da violência, mas não consigo generalizar. Existem excepções que realmente só à lamparina lá vão.
Estava para comentar no outro post, criticando-te. Ainda bem que não o fiz, porque agora venho aqui elogiar-te. Há uma euforia irracional neste tipo de protestos que acolhem simpatizantes nas pessoas mais racionais.
Um protesto não necessita de violência física. Se lhe atirasse um ovo podre eu acharia piada. Assim, apenas sinto desprezo.
É curioso como um acontecimento destes veio dar muito jeito a alguém terrivelmente acossado. Até pergunto-me se alguém com uma moralidade cinzenta, mesmo com 73 anos não faria certo sacrifícios para salvar a face (ah doce ironia). Se fosse encenado seria um golpe de mestre, não o sendo feito por alguém que não gostava dele e lhe queria estragar a vida cometeu o hara-kiri de lhe dar um novo fôlego no aconchego do poleiro. Enfim…