Afinal hoje é o dia em que não desenhamos Maomé
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Nas fotos que se seguem, estudantes da Islamic Jamiat Tulba – uma associação do partido Jamat-e-Islami, o equivalente a uma juventude islamista – protestam contra o Facebook, banido temporariamente do Paquistão porque o grupo Everybody Draw Mohammed Day! foi considerado por um tribunal do país «uma ofensa para 45 milhões de muçulmanos».

Foto: Nadeem Khawern/AP

Foto: K.M. Chaudary/AP

Foto: Shakil Adil/APy
A exacerbada reacção dos muçulmanos à iniciativa Everybody Draw Mohammed Day!no Facebook levou a principal mentora da ideia, a cartoonista Molly Norris, a demarcar-se. «Queria calcular a extensão do nosso medo e acabei por ficar eu com medo», explicou.
Molly negou qualquer associação ao grupo no Facebook («Não fui eu que o criei!»), disse que a sua iniciativa fora apenas uma forma de expressar solidariedade para com os autores de South Park, vítimas de ameaças do site RevolutionMuslim (ver post O dia em que todos desenhamos Maomé), rescreveu o seu próprio cartoon com várias notações, explicações e pedidos de desculpas aos muçulmanos, e anunciou ter aderido a um grupo no Facebook chamado Against Everybody Draw Mohammed Day.
Mas foi Molly quem fez por promover a ideia, enviando o seu cartoon original a alguns bloggers e dando uma entrevista a uma rádio. Sobre esta presença no show de David Ross, a 25 de Abril, Molly descreve-a agora como «um erro. Foi o meu ego que me levou lá».
É tarde de mais, porque o movimento que Molly Norris inadvertidamente iniciou já não está nas suas mãos: o sítio Citizens Against Citizens Against Humor, que a cartoonista montara como piada, foi recriado por outros – e é para essa nova página que os cartoons de Maomé estão a ser enviados.
O grupo Everybody Draw Mohammed Day! no Facebook parece ter seguido as directivas da cartoonista: o seu conteúdo já não público. O outro, Against Everybody Draw Mohammed Day, já tem mais de 38 mil membros. A discussão, por lá, mantém-se acalorada: mensagens de paz e reconciliação misturam-se com mensagens provocatórias que incluem representações gráficas de Maomé.















































