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→ 02/03/2012 @17:47

Quem quiser ver a sextape deste tipo levante o dedo

Foto: José Carlos Pratas

Foto: José Carlos Pratas

Observámos os seus tiques na televisão e julgámos ver um documentário sobre o Antigo Egito no National Geographic. Dificilmente lhe teríamos destinado um futuro radiante como estrela da pornochanchada. No máximo dos máximos, imaginá-lo em loucas orgias com as figuras do Museu de Cera de Madame Tussauds – e nada mais.

José Castelo Branco, a rainha dos cromos, fala como um faraó do jet­set, distribui beijinhos afetados e caminha como um hieróglifo pomposo, deliciosamente indiferente ao ridículo que projeta. O seu destino, pensava eu, era ser visto pelos egiptólogos do futuro como uma múmia genuinamente portuguesa, a sua esfinge esculpida em papel da revista Caras.

Depois veio a sextape com um careca barrigudo e respetiva esposa, e tudo mudou.

Bem pode o cromo dizer que aquilo lhe meteu nojo e até foi vomitar depois de a ver, que horror, que indecência tão inocente, ó minha senhora, só podia estar drogado para ter dado tanta confiança a uma pila alheia – é tudo conversa, a múmia está radiante.

Com esta sextape o Castelo Branco atingiu finalmente o estrelato: a Internet pode ter absorvido mais um vídeo caseiro rasca e desinteressante, mas Portugal ganhou finalmente a sua Paris Hilton. E o povo vai celebrar o escândalo, como sempre faz.

→ 08/07/2011 @1:16

Recessão económica: as vantagens de ser poupadinha

→ 07/06/2011 @1:58

Ecos e gemidos da Monarquia Portuguesa

Apresentado nesta entrevista como «Professor, investigador, pedagogo, filólogo, estudioso da literatura e cronista da América» – onde vive – Eduardo Mayone Dias, nascido e criado em Campo de Ourique, Lisboa, escreveu uma crónica deliciosa sobre os segredos de alcova da monarquia portuguesa.

E é esse texto, com ligeiras adaptações – mais parágrafos, apenas para facilitar a leitura num ecrã de computador – que passo a partilhar, sem mais delongas.

 

Sexo e realeza

Entrevista: D. Duarte Pio não deseja que os alunos estudem a fornicação

Obviamente os livros em que na escola estudámos a história de Portugal só indicam o que os nossos reis e rainhas fizeram no trono, não nos seus reais leitos.

Embora a História (mesmo com H maiúsculo) seja basicamente uma bisbilhotice académica, há certos aspetos delicados, como por exemplo atividades noturnas, que muitos historiadores preferem deixar numa cautelosa escuridão – aspetos que podem ser interessantes e reveladores das régias personagens.

Para os explorar não nos podemos, na maioria dos casos, basear em documentos oficiais, visto o Diário do Governo jamais publicar a notícia de que Sua Majestade, o Rei, passara enlevadamente a noite anterior com uma cantora italiana de ópera, por muito que o monarca amasse a música.

Existem, contudo, pistas e indícios que nos levam a elaborar conclusões ou pelo menos especulações sobre os passatempos românticos dos nossos augustos soberanos.

A parca historiografia medieval não nos permite aprofundar muito o tema das inclinações afetivas reais. Sabemos contudo, para começar, que D. Teresa, viúva do Conde D. Henrique, a quem chamavam rainha embora não houvesse ainda monarquia em Portugal, se prendeu de muitos íntimos amores com o Conde de Trava, a quem doou castelos e senhorios como recompensa pelos seus serviços.

Sabemos também que quase todos os reis da primeira dinastia tiveram o seu bastardozito. D. Dinis, por exemplo, além de poetar sobre as flores do verde pino, de criar os Estudos Gerais e de pensar a sério no problema agrícola nacional, que já então existia, ainda encontrou tempo para dotar o país com uma mão-cheia de filhos ilegítimos.

O monarca medieval que mais publicidade obteve para os seus devaneios foi naturalmente D. Pedro I, que neste aspeto mereceu a atenção literária de Fernão Lopes, Luís de Camões, Garcia de Resende, Vélez de Guevara e Henri de Montherland.

O seu interesse por Inês de Castro teve início ainda no tempo de D. Constança, sua muito legítima esposa. Os cinco anos durante os quais D. Pedro amorosamente dialogou com D. Inês deram lugar à vinda ao mundo de quatro descendentes.

E noutras deambulações, o rei ainda teve oportunidade de presentear o país com um bastardo que seria depois o Mestre de Avis, aquele que as cortes de Coimbra escolheram para rei, com o nome de D. João I.

Apesar destas liberalidades, o soberano era implacável com pecadilhos alheios e mandou privar da sua virilidade um escudeiro que tinha conseguido favores de uma dama casada, e queimar outra adúltera.

O filho legítimo de D. Pedro, o rei D. Fernando, cognominado o Formoso, embora noivo de uma princesa castelhana, teve artes para ornamentar a testa de um dos seus súbditos.

Deve-se-lhe contudo a elegância de obter do Papa a anulação do casamento da sua bem-querida, D. Leonor Teles, e acabar por dar o nó com ela. D. Leonor, ao enviuvar, não se conservou contudo muito grata à memória do formoso defunto e iniciou logo a seguir uma «meaningful relationship» com um nobre galego, o Conde Andeiro.

D. João I teve um filho de uma ligação com a filha de um sapateiro judeu, a que chamavam o Barbadão. Este filho, feito Conde de Barcelos, casou com a filha de D. Nuno Álvares Pereira e deu origem à casa de Bragança.

D. João II fez o que pôde para, à morte do seu filho legítimo, o Infante D. Afonso, impor como herdeiro do trono um filho bastardo, D. Jorge. Parece que a ideia não encantou propriamente a rainha e o sucessor acabou por ser D. Manuel, cunhado e primo do rei. Aliás, D. Manuel, além do trono, herdou também a viúva de D. Afonso, a primeira das suas várias esposas.

 

«Volta para trás! Vem aí a puta!»

Rainha D. Carlota Joaquina e El Rei D. Sebastião

Consta que D. Sebastião nunca fez nada na cama senão dormir. (Na sua curta vida de adulto, entenda-se, pois quando bebé, devia por certo tê-la humedecido como compete a qualquer pimpolho que se preze).

Diz-se que o jovem rei sofria de um corrimento crónico que o impediria de assegurar a continuação da dinastia.

O Cardeal-Rei D. Henrique devia ter ideias algo estranhas sobre processos biológicos. Instado pelos seus cortesãos a assegurar uma descendência que neutralizasse as pretensões ao trono português de Filipe II de Espanha, pensou pedir ao Papa dispensa dos seus votos sacerdotais e contrair matrimónio com a rainha-mãe de França.

Um ligeiro problema era que a boa senhora contava já 59 anos, uma etapa da vida não muito propícia à fertilidade. E, por outro lado, o geriátrico soberano não faria tão pouco um ardente e prolífico amante.

De limitações análogas às de D. Sebastião padecia também D. Afonso VI, pois era voz corrente que o único trato com a sua rainha tinha lugar quando a saudava em atos públicos.

D. Maria Francisca registou aliás o facto numa carta que dirigiu ao soberano, na qual escrevia «Não se agradou V. Majestade de mim, não, meu marido, como V. Majestade bem sabe».

Esta incompatibilidade foi fraternalmente resolvida pelo irmão do rei, o futuro D. Pedro II: depois de fazer anular o casamento de D. Afonso e de o encerrar no Castelo de Angra e no Paço de Sintra, casou ele mesmo com D. Maria Francisca, matrimónio esse que desta vez resultou frutífero, com o nascimento de uma princesinha.

Já entrado o século XVIII, foi notório o interesse de D. João V pela Madre Paula, que frequentemente visitava no convento de Odivelas. Dessas devotas visitas nasceram os chamados «meninos da Palhavã», para quem mandou construir o palacete de Lisboa onde hoje está instalada a Embaixada de Espanha. Aliás, dizia-se de D. João V que era tão religioso que todas as suas amantes eram freiras.

D. José sofreu um atentado que o deixou ferido num braço quando regressava ao palácio depois de um ameno colóquio noturno.

O seu neto, D. João VI, não se podia orgulhar de uma impecável fidelidade de sua esposa, D. Carlota Joaquina. A rainha teve vários filhos. Segundo todas as probabilidades o mais velho, o que viria a ser D. Pedro I do Brasil e IV de Portugal, era mesmo do seu legítimo esposo.

Quanto aos outros, quase certo que um deles devia a sua paternidade aos prestáveis serviços do almoxarife do paço. Dos restantes, diz-se que apresentavam notórias semelhanças fisionómicas com vários oficiais da guarda.

E isto apesar de a soberana ser mais feia que uma noite de trovões.

Eram tais as suas apetências que quando o seu coche se aproximava do coche do seu paciente marido nas estradas de Queluz o rei gritava, indignado, ao cocheiro: «Volta para trás! Vem aí a puta!».

Depois de ter feito das suas no Brasil com a Marquesa de Santos, que o presenteou com vários nenés, sabe-se que durante a sua estadia na Terceira, D. Pedro I se penitenciava dos seus desvarios por meio de prolongadas visitas a conventos. Mas só de freiras, entenda-se.

Por outro lado, o seu neto, D. Pedro V, tal como outros antecessores seus, parecia ser avesso a intimidades matrimoniais. A esposa, D. Estefânia, queixava-se numa carta da «extrema frialdade» do seu Pedro. E quando a rainha morreu, o médico que fez a autópsia, segundo consta, opinou que a rainha fosse enterrada num caixão branco e com uma coroa de flores de laranjeira.

Entretanto, o pai de D. Pedro V, D. Fernando de Coburgo, ao enviuvar de D. Maria II, legalizou uma antiga relação que mantinha com a cantora Elisa Hensler, fazendo-a Condessa de Edla.

O antepenúltimo e o penúltimo dos reis de Portugal fizeram o que puderam pela vida, nem sempre muito discretamente. D. Luís, por exemplo, teve um notório caso com a atriz Rosa Damasceno e, voz pública, D. Carlos não foi um absoluto exemplo de fidelidade conjugal.

E para rematar a crónica há que assinalar que o atual representante da monarquia portuguesa, D. Duarte Pio, casou quando já rondava os 50 anos.

O seu anterior celibato afligia os monárquicos, muitos dos quais lamentavam a alegada total ignorância do Duque de Bragança em questões de biologia aplicada.

Mas enfim, as aparências indicam que cumpriu as suas obrigações sucessórias e a duquesa entrou no seu estado interessante. Dizem, contudo, as más línguas (mesmo algumas indefetivelmente monárquicas) que quando perguntavam ao duque como se chamaria a filha que esperava, ele respondia

«Noeminha».

→ 15/02/2011 @10:23

Bloquear o spam no Google

Os spammers usam truques (ilegais) para colocar os seus sites de conteúdo duvidoso – os chamados content farms – no topo da lista de resultados das buscas do Google.

Como as mudanças no algoritmo do motor de busca não têm sido suficientes para resolver totalmente o problema, a Google lançou uma nova extensão para o seu browser Google Chrome: esta extensão permite bloquear os sites que o utilizador considere ser enganosos, pobres em conteúdo ou de má qualidade. No Gadgets Portugal.

→ 10/01/2008 @0:55

Olá, amiguinhos. Sou eu outra vez!

Pergunta: como fazer com que vocês ignorem completamente o conteúdo de um post? Resposta: abrir com uma foto da Luciana Abreu e do seu novo par de mamas. Pergunta: como ter muitos comentários num post inócuo? Resposta: abrir com uma foto da Luciana Abreu e do seu novo par de mamas. Pergunta: ‘Que vais pedir tu este ano ao Pai Natal, Teresinha?’ Resposta: ‘Vou pedir-lhe as mamas novas da Floribella, papá.’ Viva o silicone, abaixo o mármore!

→ 09/01/2008 @18:00

Querem instituir o Dia Nacional da Fruta


(Luciana Abreu já trocou as mamas por um par de tangerinas laranjas para comemorar.
Exclusivo: Fotos em topless toda descascada aqui)

Vinte mil novecentos e setenta e nove portugueses assinaram uma petição para entregar amanhã na Assembleia da República. Objectivo: instituir o Dia Nacional da Fruta. O processo de recolha de assinaturas decorreu em Junho do ano passado. A presidente da Associação Portuguesa dos Nutricionistas, Alexandra Bento, apertará as calorosas mãos do Chefe de Gabinete do Presidente da Assembleia da República, Eduardo Âmbar, antes de entregar o documento.

O Dia Nacional da Fruta é uma iniciativa de uma empresa portuguesa que se estabeleceu no mercado dos sumos de fruta, a Compal. O desejo da Compal é semelhante ao da generalidade das nossas mães: alertar-nos para a importância do consumo de fruta e ajudar-nos cumprir a recomendação da Organização Mundial de Saúde segundo a qual, tomem nota, se deve comer de três a cinco peças de fruta por dia. Menos que isto e levas tau tau. Mais informações em site próprio.