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→ 22/04/2008 @19:24

O Bitaites apoia o regresso da pintelheira feminina

Ai, que susto! Uma… uma vagina no Bitaites! Então prega-se uma partida destas aos leitores que sempre viram neste blogue um sítio seguro de se abrir no local de trabalho ou na sala de aula?

Chegaste finalmente ao clitóris da questão. Considera então esta afronta como uma experiência enriquecedora em termos culturais.

O abalo na confiança que depositavas neste blogue foi mais ou menos idêntico ao que a burguesia parisiense experimentou quando, em 1866, o pintor e provocador-mor Gustave Courbet apresentou o mais famoso dos seus quadros, A Origem do Mundo. Pela primeira vez na história da pintura séria, a sagrada pintelheira da mulher era retratada com o destaque e o realismo que merece, cortando Courbet com as normas que determinavam que o sexo da mulher deveria ser tapado com uma pele lisa retirada da barriga e umas quantas pinceladas de pudor burguês.

Que diria Courbet se voltasse ao mundo dos vivos para pintar uma nova versão do seu belíssimo quadro? Quantas mulheres e quantas partes íntimas teria o pobre pintor de examinar até encontrar uma pintelheira merecedora dos atributos da anónima pintelheira original? Teria esse hipotético quadro o mesmo impacto junto do público se Courbet, em vez de pintar uma cona oitocentista, tivesse pintado uma cona contemporânea, lisa e depilada como as falsas conas que os caquécticos académicos de Paris impunham?

Mulheres de Portugal, acordem. Não se deixem levar por essas modas. Não sejam mais escravas do que já são. Pois não bastam as merdas todas a que se sujeitam para estar mais bonitas, frescas e agradáveis, os cremes adelgaçantes, os cremes anti-celulite, os cremes anti-rugas, as corridas às manicuras, pedicuras, as sessões no cabeleireiro, as depilações do buço, das axilas, das pernas e das virilhas, mais não sei quantas coisas que vocês guardam nesse buraco negro sem fundo a que chamam bolsinha, não bastavam essas tarefas todas que vos devem dar um trabalhão, ainda resolvem destruir o único triângulo equilátero que um gajo de letras consegue recordar, essa formidável pirâmide invertida capaz de obrigar um faraó a fazer o pino, essa selva tropical capaz de transformar o tipo mais intelectualóide num verdadeiro Tarzan da pintelheira? Juízo, miúdas!

P. S. -  A Luna foi a primeira a iniciar o Movimento Pró-Pintelheira. Carrega aqui

→ 01/04/2008 @21:14

Homens egoístas

Quando as mulheres nos dizem «És mesmo egoísta», reagimos como se nos acabassem de espetar uma faca nas costas. Na maior parte dos casos nem sequer sabemos o que elas querem dizer: por mais que nos atirem à cara essa acusação, somos sempre apanhados de surpresa. Precisamos de exemplos concretos do nosso comportamento para perceber em que ocasião fomos egoístas, o que as enfurece ainda mais porque, afinal, já «deveríamos saber».

O problema do homem egoísta é não entender nada de egoísmo. É ensinado pela mamã a lavar as mãos antes das refeições, a pentear-se e a levar o casaco «porque está frio», a ser bem educado com os vizinhos e desconfiado com os estranhos, a não dizer palavrões à mesa ou levantar a tampa da sanita antes de fazer chichi, mas raramente ouve a mãe (e o pai muito menos) falar-lhe sobre egoísmo de uma forma menos pontual e mais profunda.

Pode dizer-lhe qualquer coisa como «não queiras ficar com os brinquedos todos do Joãozinho, olha que estás a ser egoísta», mas raramente se mostra ao filho egoísta como a mulher que nunca deixou de ser. Transforma-se em vítima desse egoísmo – uma peculiar mistura entre manha e comodismo – e abafa a semi-escravidão em que escolheu viver recorrendo à velha cantiga do instinto maternal mas que não é mais do que uma forma de machismo. A tarefa de «reeducar» um rapazola egoísta que entra na idade adulta é deixada então às presenças femininas que se seguem: namoradas, mulheres.

O homem egoísta também não pode ser visto apenas como um coitadinho vítima de uma educação machista. O mais inteligente percebe bem que a «culpa» também é atribuível à forma como menospreza questões de sensibilidade, classificando-as como coisas mais próprias das mulheres e dos paneleiros. O mais parvo usa essa mítica sensibilidade como arma e, se for preciso, verte umas lágrimas de crocodilo com o objectivo de mostrar como é tão sensível e ser desculpado pela «mamã».

Que patético. Mesmo que viva num mundo moderno e tenha consciência de que tudo isso é um disparate, e um disparate anacrónico, vê nessa ilusória sensibilidade feminina – alguns chamam-lhe virtude – apenas uma forma de transferir as suas responsabilidades para a companheira. Algumas mulheres poderão sentir-se «mais mulheres» por empunhar o ceptro dessa preciosa sensibilidade feminina, mas muitas vezes aceitam-no por vaidade.

A mulher também tem culpas no cartório quando diz que o homem «é egoísta por natureza». Este argumento serve sobretudo ao homem, pois assim sempre poderá dizer: «Se os homens são egoístas por natureza, então não há forma de mudar: afinal ninguém pode contrariar a sua própria natureza». As mulheres também usam este raciocínio como justificação para desculpar e não exigir mais.

Como em tantas coisas desta vida, tudo começa de facto na educação.

→ 19/07/2007 @4:16

As mulheres são mais inteligentes que os homens

Lembram-se daquele postulado semi-científico que de vez em quando surge nas conversas e que diz que só utilizamos 10 por cento das capacidades do nosso cérebro? Esse postulado só se aplica a nós. Elas utilizam-no a 100 por cento, sobretudo quando o objecto em análise é o homem.

Tão inteligentes são as mulheres que, mesmo quando são burras, são-no por esperteza. Quantas vezes não as achámos umas tontinhas por lerem revistas femininas? À excepção dos anúncios aos biquínis, aquela merda para nós não tem interesse nenhum.

Mas enquanto damos pulos no sofá e gritamos golo, elas cultivam-se. E nem precisam de livros, embora também os possam usar – nesse caso, ó geeks, estamos tramados. E livrem-se daquelas que não só os lêem como os querem escrever. Com essas nem as markups semânticas nos safam.

Naquelas revistas, elas devoram todos aqueles artigos miudinhos que desprezamos e que falam de coisas de psicologia e sociologia, relações humanas, sexo, bebés e, claro, homens.

Tudo lhes serve para aprenderem a conhecer-nos até ao mais ínfimo pormenor. E não o fazem para nosso proveito, como desejaríamos, mas em proveito próprio. Elas não rasgaram os soutiens para nos poupar ao trabalho de os tirar, embora o grau de empenhamento que colocam numa relação possa ser calculado pelo tipo de soutien que escolhem para nós desapertarmos.

Isto lembra-me outra característica feminina: a capacidade que elas têm de gozar connosco sem nos apercebermos. Quando o gozo é finalmente revelado ao pobre macho já é tarde demais: significa que, para elas, a conversa terminou.

Se pensam que elas dominam apenas as reticências e os pontos de interrogação, estão enganados. Tornaram-se especialistas nos pontos finais. A nós deixaram-nos apenas o ponto de exclamação, para gritarmos golo.

Teríamos muito a aprender sobre as mulheres se levássemos mais a sério as porcarias que elas por vezes são capazes de ler. Talvez assim conseguíssemos acabar com esse mito das «virtudes femininas» que nos torna tão frágeis e manipuláveis como meninos da mamã e passássemos a ver essas virtudes como aquilo que na verdade são: truques.

A inteligência nas mulheres acaba por ser como a sua força: é mais difícil de a detectarmos porque é de longo alcance. Numa caminhada com elas podemos andar muito mais depressa, se quisermos, mas ao fim do dia o primeiro a tombar no sofá somos nós. É mais ou menos assim que costumam acabar as discussões que tenham por base a capacidade de conhecimento mútuo: nós por baixo, elas por cima. E o pior é que não estou a falar numa queca. Numa queca todas as posições são bem-vindas desde que não partam a espinha a ninguém. Numa conversa vale tudo, e elas começam logo por nos arrancar os olhos.

Este post vem a propósito do blogue Interno Feminino, recentemente agregado ao Planet Geek. Está cheio de provocações e picardias. Está bem escrito. Tem sentido de humor. É desempoeirado. As duas autoras não conseguiram resistir ao convite porque sabem que duplicarão a audiência masculina. E fazem bem: aquele não é um blogue para mulheres, mas para nós. E até o fundo cor de rosa do layout é sarcástico. O Interno Feminino é o blogue onde as Barbies fazem strip-tease enquanto conversam sobre a pilinha do Ken com sorrisos de gozo. Será engraçado ver que tipo de «guias» escreverão elas para os geeks, já agora. Não serão sobre Windows ou Linux.

Não perdem pela demora porque, tal como elas, também eu adoro brincar com o fogo.

→ 06/07/2007 @19:45

Elas não falam mais que nós? Estou sem palavras.

Li no blogue Conversas do Bruno que um estudo realizado por investigadores na Universidade do Arizona concluiu que as mulheres, afinal, não falam mais do que os homens. Tanto elas como eles dizem, em média, 16 mil palavras por dia.

O Conversas do Bruno gastou 149 palavras para escrever o post – e eu pergunto-me quantas teriam sido gastas se o blogue se chamasse Conversas da Bruna.

Aqui ao meu lado um grupo delas não fala de outra coisa. De tanto se gabarem dos resultados do estudo, começaram já a desmenti-lo.

Terão os tipos da Universidade descontado as palavras repetidas? É que elas têm o hábito de repetir muitas palavras, sobretudo quando estão a falar connosco. Até quando dizem que não querem ser chatas já se estão a repetir. As mulheres têm uma enorme reserva de caracteres e estão sempre dispostas a usá-la. Mas se descontaram as palavras repetidas, então os investigadores fizeram batota. Investigadores? Investigadoras! Isto cheira-me a conspiração.

Lá continuam elas a falar sem parar. É incrível a capacidade que as mulheres têm de estabelecer um canal de comunicação umas com as outras. Se um grupo de homens se põe a conversar, mesmo que seja sobre a bola, fala um de cada vez e procurando não interromper o outro – só assim é que nos conseguimos entender. As mulheres, pelo contrário, não só falam todas ao mesmo tempo como aparentemente se conseguem ouvir umas às outras enquanto o fazem. Falam como se fossem donas do próprio silêncio.

Outra característica notável é a forma como elas dão um sentido diferente às palavras. Por exemplo, se um tipo encontra outro é bem capaz de o cumprimentar com um Então meu grande cabrão nunca mais apareceste? e sair de lá a pensar Gosto deste gajo, é um gajo porreiro. Uma mulher, contudo, poderá saudar outra com um Olá querida está tudo bem contigo? Que lindos sapatos! e sair de lá a pensar Não gosto nada desta cabra vaidosa.

Não admira que nós, homens, tenhamos ficado surpreendidos com as conclusões deste estudo. Sentimo-nos ludibriados. Sentimo-nos… Enfim, sem palavras.

Afinal que significado pode ter uma mera experiência de laboratório perante a nossa imensa experiência de vida? Nenhum.

Mais vale é continuar a divulgar este estudo, mesmo que o considere uma aldrabice pegada. Tenho esperança de que alguma mente brilhante (masculina, claro) possa contradizer estes resultados – e o faça apenas com meia-dúzia de gestos para não dar azo a mais especulações.

Olá! Foste tu que acabaste agora de abanar a cabeça depois de leres as conclusões do estudo? É isso mesmo, bro. Palavras para quê? Aliás, para mudar o mundo, muitos homens nem precisaram de palavras. Vejam o Newton, por exemplo: bastou cair-lhe uma maçã na tola e já está. Admito que ele possa ter dito um Ôda-se e levado a mão à cabeça – mas depois calou-se e descobriu a força da gravidade, não foi logo a correr trocar de peruca.

Até o Bill Gates, que também experimentou a sensação de levar com uma maçã na tola, finge carregar nas teclas Alt-Ctrl-Del quando está aborrecido – não porque esteja habituado, pois o Windows é praticamente indestrutível (dizem estudos tão credíveis como este), mas só para evitar dizer uma caralhada em voz alta.

E já nem vou ao Einstein, que mudou a nossa percepção do mundo enquanto escrevia (em silêncio, claro) um simples conjunto de equações.

O que contesto no estudo é que aparentemente a experiência foi feita sem ter em conta a realidade, ou seja, as influências dos objectos do mundo exterior. Repitam a experiência com telemóveis e vão ver como elas chegam logo às 32 mil palavras.

Gastei 500 619 palavras neste post. O que as mulheres nos fazem.

→ 26/12/2006 @18:59

A primeira dama da Internet

Lena SjooblomChama-se Lena Sjooblom, é sueca e apareceu na edição de Novembro de 1972 da revista Playboy. Mas o que há de especial nesta senhora é o facto de a sua imagem ter andado pelos desktops de milhares de engenheiros, investigadores e especialistas no processamento digital de imagens durante mais de 25 anos.

Em 1973, os investigadores da Universidade da Califórnia do Sul precisaram de uma imagem para testar a então emergente tecnologia de compressão e transmissão digital na Arpanet (precursora da Internet). Alguém tinha uma revista dessa edição da Playboy e resolveu fazer um “scan” a uma das fotos. A foto foi então enviada a laboratórios de engenharia do mundo inteiro para que os especialistas pudessem determinar os efeitos da compressão e transmissão da imagem. Acredita-se que essa foto (aqui reproduzida) é a imagem mais vista de toda a história da Internet. Lena Sjooblom passou a ser conhecida como a Primeira Dama da Internet.

A própria mulher não fazia a mínima ideia da sua fama entre investigadores de todo mundo. E mesmo a Playboy, que considerara processar os cientistas por violação de copyright, acabou por achar que ganhava mais em alinhar na história. Então, em 1997, localizou a senhora a viver na Suécia (já casada e com filhos maiores) e ajudou na organização de um encontro entre os cientistas e a ex-playmate. «Eles devem estar fartos de mim!» – Comentou Lena Sjooblom. – «Tantos anos a olhar sempre para a mesma cara!» Mas o encontro foi descrito como «espectacular». A história pode ser acompanhada aqui. A investigação em causa pode ser vista nesta página.

→ 25/09/2006 @10:45

O Bitaites apoia o Movimento TopFreedom [2]

TopFreedom é um movimento social que pretende dar às mulheres o direito de mostrar o peito em público sempre que o desejarem (como fazem os homens). O Bitaites junta-se à luta das nossas camaradas e manifesta-se solidário com a autodeterminação das mamocas ao léu.

→ 22/09/2006 @0:27

O Bitaites apoia o Movimento TopFreedom [1]

TopFreedom é um movimento social que procura dar às mulheres o direito de mostrar o peito em público sempre que o desejarem, uma vez que os homens usufruem de um direito equivalente. O Bitaites decidiu lutar ao lado do movimento – e de peito aberto. Vamos acabar com esta discriminação! Viva a autodeterminação das mamocas ao léu! Viva!