
Ai, que susto! Uma… uma vagina no Bitaites! Então prega-se uma partida destas aos leitores que sempre viram neste blogue um sítio seguro de se abrir no local de trabalho ou na sala de aula?
Chegaste finalmente ao clitóris da questão. Considera então esta afronta como uma experiência enriquecedora em termos culturais.
O abalo na confiança que depositavas neste blogue foi mais ou menos idêntico ao que a burguesia parisiense experimentou quando, em 1866, o pintor e provocador-mor Gustave Courbet apresentou o mais famoso dos seus quadros, A Origem do Mundo. Pela primeira vez na história da pintura séria, a sagrada pintelheira da mulher era retratada com o destaque e o realismo que merece, cortando Courbet com as normas que determinavam que o sexo da mulher deveria ser tapado com uma pele lisa retirada da barriga e umas quantas pinceladas de pudor burguês.
Que diria Courbet se voltasse ao mundo dos vivos para pintar uma nova versão do seu belíssimo quadro? Quantas mulheres e quantas partes íntimas teria o pobre pintor de examinar até encontrar uma pintelheira merecedora dos atributos da anónima pintelheira original? Teria esse hipotético quadro o mesmo impacto junto do público se Courbet, em vez de pintar uma cona oitocentista, tivesse pintado uma cona contemporânea, lisa e depilada como as falsas conas que os caquécticos académicos de Paris impunham?
Mulheres de Portugal, acordem. Não se deixem levar por essas modas. Não sejam mais escravas do que já são. Pois não bastam as merdas todas a que se sujeitam para estar mais bonitas, frescas e agradáveis, os cremes adelgaçantes, os cremes anti-celulite, os cremes anti-rugas, as corridas às manicuras, pedicuras, as sessões no cabeleireiro, as depilações do buço, das axilas, das pernas e das virilhas, mais não sei quantas coisas que vocês guardam nesse buraco negro sem fundo a que chamam bolsinha, não bastavam essas tarefas todas que vos devem dar um trabalhão, ainda resolvem destruir o único triângulo equilátero que um gajo de letras consegue recordar, essa formidável pirâmide invertida capaz de obrigar um faraó a fazer o pino, essa selva tropical capaz de transformar o tipo mais intelectualóide num verdadeiro Tarzan da pintelheira? Juízo, miúdas!
P. S. - A Luna foi a primeira a iniciar o Movimento Pró-Pintelheira. Carrega aqui
Chama-se Lena Sjooblom, é sueca e apareceu na edição de Novembro de 1972 da revista Playboy. Mas o que há de especial nesta senhora é o facto de a sua imagem ter andado pelos desktops de milhares de engenheiros, investigadores e especialistas no processamento digital de imagens durante mais de 25 anos.






























