Russos querem chegar a Marte em 2032
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A Rússia quer enviar uma expedição tripulada a Marte até 2032 mas, primeiro, terá de resolver alguns problemas que a adaptação fisiológica e psicológica dos tripulantes às condições de vida e trabalho poderá causar, assim como a interacção entre a tripulação e o centro de comando, o funcionamento de sistemas vitais e de investigação.
Como saber se um grupo de pessoas a viver durante quase dois anos no espaço pequeno de uma nave espacial aguentará psicologicamente? E como antecipar problemas de forma a encontrar respostas?
A solução tem sido simular essas condições na Terra – a primeira fechou os astronautas durante 105 dias; hoje, peritos do Instituto de Problemas Médico-Biológicos de Moscovo anunciaram ter já seleccionado os integrantes da tripulação internacional que realizará o primeiro simulacro a sério de um voo ao planeta Marte. Os restantes participantes, escolhidos pela Agência Espacial Europeia, são um piloto francês e um engenheiro alemão. Também a China deverá enviar um candidato para se juntar à tripulação.
Em Março, inicia-se a experiência: todos eles passarão 520 dias enfiados numa falsa cápsula, sujeitos às mesmas condições de voo que encontrarão durante a viagem a Marte, incluindo rotinas de trabalho. Esta é a última da série de simulacros da expedição interplanetária que se têm realizado na Terra: o projecto Marte 500.
Pavel Morgunov, porta-voz do Instituto, afirma que «os voos a Marte só serão possíveis depois do homem regressar à Lua. A Agência Espacial Europeia considera mais útil explorar Marte, os Estados Unidos dão prioridade à Lua e a Rússia, hoje, trabalha mais virada para a Lua do que para Marte».
O chefe da Agência Espacial da Rússia, Anatoli Perminov, anunciou também que o seu país irá começar voos pilotados à Lua e Marte depois de 2020, a partir do cosmódromo Vostotchnii, no Extremo Oriente russo.






Lembram-se da missão Phoenix e da recolha de amostras de solo marciano para sabermos se ele é, de certa forma, comestível do ponto de vista de uma bactéria? Há novidades!























