23/Julho/2010

Suporte aos ficheiros .cue em Linux (e Mac!)

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Várias vezes me perguntaram – por email ou nos comentários – sobre players com suporte para as .cue sheet das rádios. Como eu uso o Foobar via Wine em Linux, nunca me preocupei muito. Mas a renderização de fontes do Foobar é horrível em Linux, pelo que é sempre melhor usar software nativo.

Esta página contém uma lista de vários players com suporte para .cue sheets que os utilizadores de Linux podem experimentar. Espero que tenha ajudado.

Actualização: utilizadores Mac têm uma alternativa gratuita chamada Vox (gratuito) com suporte a cue sheets.

Publicado por Marco Santos | Categoria: Cenas Geek | 6 comentários »
29/Dezembro/2008

Uma forma original de lidar com a pirataria

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A mensagem ao pirata

Existem várias formas de lidar com a pirataria, algumas das quais ultrajantes (vejam este exemplo dos nazis da RIAA). Este tipo de atitude tem como consequência afastar os livres pensadores da luta anti-pirataria, como se pode verificar com a decisão de um grupo de estudantes de direito liderado pelo próprio professor de travar um combate contra a RIAA nos tribunais. Razão: um dos estudantes fez o download de sete canções durante a adolescência e a organização exige do rapaz e da família uma indemnização de 1 milhão de dólares. Note-se que o valor das canções pirateadas não ultrapassa os 7 dólares no iTunes. (Ler história completa).

Há quem procure combater a pirataria com outro tipo de abordagem mais honesta e humana, como se vê pela mensagem que o programa USB Overdrive X deixou:

O seu código de registo é pirateado. Não podemos impedir os hackers de gerar códigos, por isso vamos aceitar o seu registo à mesma. No entanto, há uma coisa que deve saber: desta vez não está a roubar dinheiro aos tipos grandalhões. Está a roubar de pessoas que contam com a sua honestidade para ganhar a vida.

Ao invés de perseguir os infractores como um cão-de-fila, o responsável pelo software – Alessandro Levi Montalcini – decidiu mostrar-se como pessoa e apelar à consciência de quem se encontra do outro lado. Não sei se está a dar resultado – espero sinceramente que sim – mas sempre é preferível este tipo de abordagem. Visto originalmente no blogue The Pirate’s Dilemma

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12/Dezembro/2008

E a propósito dos Mac

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Scrat Loves Apple

Ainda é muito cedo para escrever o que tem sido a minha experiência com os Mac, mas posso já dizer o seguinte: tudo é estupidamente fácil de se fazer (para um iniciado como eu) e a filosofia deste sistema operativo parece ser a de «o caminho mais simples e fácil é sempre o melhor». Para quem durante tantos anos trabalhou em Windows, esta é uma extraordinária assumpção.

Tudo se encontra tão bem arrumado e bonito que às tantas uma pessoa até mexe no rato com um bocadinho mais cuidado, não vão as mãozinhas Windows deixar qualquer coisa desarrumada.

Trabalhar com os Mac equivale a chegar a uma casa excepcionalmente limpa e bem decorada: uma pessoa limpa os pés ao tapete mais de uma vez, não vá trazer um pedacito de lama nas solas dos desajeitados sapatos e ofender a dona da casa. Mas isto é apenas uma impressão superficial, pouco séria. À medida que for descobrindo os Mac, talvez escreva mais sobre as minhas experiências. Imagem: Ricardo Alvarez

Publicado por Marco Santos | Categoria: Cenas Geek | 4 comentários »
10/Julho/2007

Porque o Mac não vai ser líder…

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Todas as frases contundentes sobre o futuro da informática arriscam-se a entrar para a história como piada.
Foi o caso da frase atribuída a Bill Gates segundo a qual 640 KB de memória é suficiente ou a pronunciada por um director da IBM afirmando que um dia haverá mercado para mais de que 5 computadores no mundo.
Posto isto, arrisco e afirmo: o Mac não vai ser líder de mercado de desktops e portáteis. Nem amanhã, nem daqui a 10 anos, se mantiver o actual modelo.
A Apple pode liderar o mercado de leitores de MP3 com o iPod mas dificilmente o fará no segmento desktop porque o modelo… não escala. Independentemente da qualidade do software e hardware.
Do que conheço do Mac da Apple, admito que hoje é o melhor sistema operativo de desktop para a grande maioria dos utilizadores. É sexy, é fácil de utilizar e está ao preço dos PCs.
Então porque não poderá conquistar 50% ou 60% do mercado?
O modelo da Apple consiste em esta produzir o hardware e software, garantindo assim a qualidade da inter-ligação entre os dois.
O Mac conquistar 50% do mercado significaria que a Apple teria de produzir 4.000 milhões de Macs por ano, ou seja, semelhante ao produzido pela HP, Dell, Fujitsu Siemens, IBM Lenovo e Toshiba juntas.
E isto é difícil de conseguir quando falamos de hardware e do marketing para o comercializar.
Por outro lado, neste momento o Mac é sexy porque apenas uma em cada 20 pessoas (5%) tem a “caixa branquinha”. Imagine que em cada dois utilizadores, um deles tem um PC igual ao seu. Já não é tão sexy
A mudança dos processadores do Mac para Intel veio no sentido da massificação de vendas e já está a ter algumas consequências. Utilizadores mais antigos dizem que, apesar de bom, este sistema não tem a robustez de outros tempos.
Esta reflexão tem origem ao assistir à minha volta a vários amigos mudarem para Mac. Alguns deles abandonando o Windows e outros o Linux.
Não vejo esta passagem como negativa porque o próprio MacOS e aplicações principais incorporam vários componentes de Software Livre/Aberto. Por outro lado, força a existência de aplicações multi-platforma, que é a única e verdadeira razão pela qual a Microsoft ainda mantém a quota de mercado em desktops.
Um amigo meu, fã de iPod, ao mudar de PC para Apple disse-me “comprei o Mac porque, para mim, é um belo acessório para o iPod”. De facto, é. Mas não escala.

A imagem incluída significa que este post de Paulo Trezentos e os seguintes estarão sob licença “CC”: pode reproduzir o texto, modificá-lo e distribuí-lo.

Publicado por Paulo Trezentos | Categoria: Cenas Geek | 12 comentários »