23/Julho/2010

Suporte aos ficheiros .cue em Linux (e Mac!)

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Várias vezes me perguntaram – por email ou nos comentários – sobre players com suporte para as .cue sheet das rádios. Como eu uso o Foobar via Wine em Linux, nunca me preocupei muito. Mas a renderização de fontes do Foobar é horrível em Linux, pelo que é sempre melhor usar software nativo.

Esta página contém uma lista de vários players com suporte para .cue sheets que os utilizadores de Linux podem experimentar. Espero que tenha ajudado.

Actualização: utilizadores Mac têm uma alternativa gratuita chamada Vox (gratuito) com suporte a cue sheets.

Publicado por Marco Santos | Categoria: Cenas Geek | 6 comentários »
13/Maio/2010

Ajuda para o novo Ubuntu

O André enviou-me um email pedindo ajuda num problema verificado durante a actualização da versão 9.10 para a 10.04 do Ubuntu. Sei que a última versão tem dado problemas a muita gente, por isso decidi colocar a dúvida do André aqui, na esperança de que os geeks que frequentam o Bitaites possam ajudar.

O André tinha o Ubuntu 9.10 e instalou-o, sem problemas. Fez a actualização para a versão 10.04, reiniciou normalmente o portátil – e aí começaram os problemas, pois deparou-se com dois erros ainda antes de entrar no ambiente gráfico. Os erros são os seguintes:

Disabling IRQ #4
Disabling IRQ #6

E não passou dali, ficando o ecrã todo negro.

O André sacou o ISO do site, gravou em CD, arrancou através do CD e nada, o mesmo erro. Ele tem um portátil Dual Core a 2.00 GHz, 4GB de RAM e nVidia 9300M GS de 256MB e experimentou esta mesma versão num PC/Desktop, sem problemas. Estará impedido de instalar este novo Ubuntu no portátil? Que se passa?

Se alguém puder dar uma dica ou elucidar sobre os problemas desta versão do Ubuntu, os meus agradecimentos.

Publicado por Marco Santos | Categoria: Cenas Geek | 12 comentários »
13/Dezembro/2009

Pequenos e irritantes problemas no Ubuntu

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Screenshot do meu desktop

Já uso a última versão do Ubuntu – 9.10 Karmic – há várias semanas e estou irritado com alguns problemas que não tinha na versão anterior.

A primeira e mais importante é a renderização das fontes. Já experimentei todos os truques que descobri na Net, mas nos sites as fontes surgem-me borradas, lembram folhas de papel escritas numa máquina de escrever desafinada ou já com pouca tinta. Alguém tem tido este problema? Nas versões anteriores a renderização parecia-me até superior à do Windows; agora, para ver as fontes de forma perfeita, sem borrões, tenho de andar no Windows 7. Estou chateado, até porque 80 por cento do tempo que passo no computador é a ler ou a escrever, e prefiro o Linux.

O flash só funciona quando lhe apetece. Na maior parte das vezes funciona bem, mas por alguma razão que eu sou incapaz de perceber, deixa de funcionar. Refrescar a página às vezes resolve o problema, mas outras fico apenas com um quadradinho preto ou cinzento onde deveria estar a imagem do vídeo.

O meu portátil não é um topo de gama, mas tem uma boa placa gráfica da nVidia e 4GB de RAM. Mesmo assim, no OpenOffice, não é raro acontecer duas ou três linhas de texto desaparecerem como se tivessem sido apagadas por uma borracha, só reaparecendo quando eu mudo qualquer estilo no texto ou reinicio o programa.

Alguém mais tem tido problemas com o Ubuntu 9.10?

Nota: mas ainda tira uns screenshots do desktop bem catitas. :wink:

Publicado por Marco Santos | Categoria: Cenas Geek | 36 comentários »
2/Outubro/2009

Uma boa forma de experimentar Linux

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Provavelmente há processos ainda mais fáceis e menos intrusivos de experimentar Linux sem alterar nada no Windows, mas esta aplicação open-source facilita muito a vida a quem não está à vontade nos computadores para entrar em aventuras dual-boot Windows/Linux.

O que o LiLi (Linux Live USB Creator) faz, é automatizar todo o processo de instalar um Linux completamente funcional, pronto a arrancar a partir de uma pen USB. Como este programa também é capaz de utilizar o VirtualBox (software de virtualização) é possível correr o Linux no próprio Windows. Suporta distribuições conhecidas (Ubuntu, Fedora, CrunchBang, Mint, Kuki) e fica feito tudo feito em cinco passos. Claro que podem ter a distribuição que escolheram já descarregada no computador (imagem ISO) ou gravada em CD antes de começar a usar o LiLi, mas o programa também trata do download por vocês.

Se algum dos meus caros não-geeks do Bitaites deseja experimentar Linux mas está com receio de dar cabo do Windows, este programinha é capaz de ser uma boa solução. Link

Publicado por Marco Santos | Categoria: Bits & Bytes | 4 comentários »
20/Agosto/2009

Post Nº 2319

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Linux de peluche aikidu

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26/Janeiro/2009

E depois chegam aqui a dizer que o Vista é bom e tal

Windows Vista, pois está bem...

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18/Janeiro/2009

Ora aqui está um Ubuntu que o Gamito gosta

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Ubuntu para seres humanos

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8/Janeiro/2009

Como melhorar a visualização de fontes no Ubuntu

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Ainda a propósito do Linux, partilho uma dica que aprendi enquanto andava pelos fóruns do Ubuntu. É uma dica importante para mim, pois como passo muito tempo a escrever e a ler no computador é fundamental que as fontes se apresentem bem desenhadas. No Ubuntu, o primeiro passo é lançar o menu System/Preferences/Appearence e, na tab Fonts, escolher a opção Subpixel Smoothing (LCDs). Nessa mesma janela, carregam no botão Details. No separador Hinting, escolhem a opção Slight.


Só isto é suficiente para melhorar bastante a visualização das fontes, mas podemos torná-la quase perfeita abrindo uma janela do Terminal e escrevendo


sudo ln -sf /etc/fonts/conf.avail/10-autohint.conf /etc/fonts/conf.d/

Façam logout e verão a diferença (para melhor, espero).

Aconselho-vos ainda a instalar a fonte Segoe UI, porque é excelente para menus e aplicações, e porta-se lindamente em Linux. Se não têm o Vista, podem sacá-la do meu servidor. Instalá-la é tão fácil como no Windows ou Mac: basta arrastar para a pasta de fontes. No caso do Linux, é suficiente arrastá-la para a pasta .fonts do nosso directório /home. Se a pasta não estiver lá, é por uma de duas razões: o sistema operativo não está a mostrar ficheiros escondidos (nesse caso basta lançar o Nautilus, abrir o menu View e marcar a opção Show hidden files) ou essa pasta não existe. Criem essa pasta (.fonts) e arrastem a fonte para lá. Está feito.


Já agora, esta adenda é para quem tem acesso ao código css dos blogues – WordPress, por exemplo. No corpo de letra dos vossos posts não se esqueçam de pensar em quem não usa Windows. Verdana para Windows, Bitstream Vera Sans para Linux e Arial ou Helvetica para Mac resulta sempre muito bem. É como eu faço aqui no blogue e as diferenças de visualização entre sistemas operativos são mínimas – excepto para quem usa o Internet Explorer. Por exemplo, quem utiliza a versão 6 vê a zona de posts em branco. Na versão 7 a sidebar do Bitaites surge com as medidas erradas.

Resolvi não corrigir o problema. Eu não sou escravo da Microsoft e estou farto de perder tempo com browsers ultrapassados e medíocres. Quem quer ver o blogue como eu o criei instala o Firefox ou o Opera e deita o IE para o lixo (de onde nunca deveria ter saído). Se não podem porque estão no PC do emprego usem Firefox Portable. Mas os problemas do IE constituem uma história antiga que qualquer webmaster saberá contar melhor do que eu.

Por último: uma forma rápida de saber quais as fontes usadas num sítio ou blogue é instalando o add-on Font Finder no Firefox.

Publicado por Marco Santos | Categoria: Cenas Geek | 8 comentários »
7/Janeiro/2009

A importância do Software proprietário em Linux

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Sou um adepto do Open Source e, ao mesmo tempo, defendo o uso de software proprietário em Linux. Vou tentar explicar neste post por que razão acho que não estou a ser inconsistente ao defender esta posição.

Embora admire a coerência do Bruno Miguel na sua decisão de usar apenas Software Livre/Aberto, seja quais forem as consequências – não poder ver alguns vídeos excelentes que aqui coloco, por exemplo -, eu tenho uma posição mais descontraída e admito como natural que outras pessoas possam ver a coerência do Bruno como teimosia um tanto… stallmaníaca. :wink:

Não me parece que a luta daqueles que desejam livrar-se do Windows de vez (eu, por exemplo) passe por impor a filosofia do Software Livre como se precisámos de enfiar na goela dos outros mais uma colher de sopa – sabe mal mas faz-te bem! O objectivo deve ser fortalecer os meios através dos quais essa visão de um mundo livre do monopólio da Microsoft poderá florescer na consciência das pessoas. O Software Livre deve ser visto  como um direito natural e não o privilégio de uma elite filosoficamente iluminada. E isso só acontecerá se formos cada vez mais pessoas a utilizar sistemas alternativos baseados em Linux.

Uma atitude irredutível à Richard Stallman é admirável por estarmos perante um tipo que não recua perante as suas convicções, mas quando se trata de combater a Microsoft precisamos de um bocadinho mais do que isso: é necessário primeiro dar tempo às pessoas de ganhar experiência e maturidade e aprender coisas tão simples como a diferença entre enviar um documento em formato .docx e em .rtf. O Windows até esconde por omissão os ficheiros com extensões conhecidas… Lembrem-se que aquilo funciona na presunção de que os utilizadores normais são burros e o Linux parte do princípio de que os utilizadores normais são pessoas inteligentes. Só esta é uma mudança vertiginosa, portanto mais vale ter um bocadinho de calma com as filosofias e princípios de vida diante de um gajo que ao princípio só quer ter os MP3s a funcionar em condições.

Vou dar um exemplo: imaginem que quero convencer alguém sobre as maravilhas do Ubuntu (falo no Ubuntu por ser a única distribuição que conheço bem). Se ele tiver investido em duas placas ATI a funcionar em modo SLI :mrgreen: oops Crossfire, não estarei a ajudá-lo a livrar-se do Windows se lhe disser que deve instalar os drivers livres porque os da ATI são proprietários e fechados. Esta opção pelo Software Livre será difícil de defender sobretudo quando o nosso amigo descobrir que os controladores da comunidade têm um fraco suporte 3D – ao contrário da versão da ATI.  Como se já não bastasse a conversa do costume sobre «não haver jogos em Linux»…

Não vale a pena dar uma palestra sobre as maravilhas do Open Source se o tipo já está a pensar Pois, isso é tudo muito bonito mas o que eu quero é que as coisas funcionem bem – como no Windows. Eis a luta: demonstrar aos novos utilizadores que o Linux é como o Windows e, depois, mais tarde, explicar-lhes por que razão não é como o Windows. Se insistirmos em falar de drivers proprietários como entidades demoníacas estaremos a empurrar as pessoas de volta para a mediocridade.  O fanatismo religioso é responsável por quase todos os males deste mundo, não vejo qual é a utilidade de trazermos essa intransigência cega para o Linux.

Eu uso drivers proprietários no meu computador. Resultado: o Linux ganhou mais um utilizador e o Windows ficou a perder. Quando formos em número suficiente, daqui a alguns meses ou anos, o tempo que for preciso, poderemos então pensar em dizer a todas as ATI deste mundo: não acham que é altura de abrir os drivers aos vossos milhões de clientes que usam um sistema operativo livre? Até lá… Tratem a malta do Windows com sensatez e compreensão.

Publicado por Marco Santos | Categoria: Cenas Geek | 25 comentários »