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CLÁSSICOS
Virgens suicidas
02/06/2008 @9:46A desagregação da Primavera
21/01/2010 @4:15Descodificando emails femininos
02/06/2008 @9:49Entender partições com o rabo da Jennifer Lopez
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02/06/2008 @9:40As minhas recordações da tropa
02/06/2008 @9:35Luz e escuridão, muita
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08/10/2009 @17:09Já não se fazem Corleones como antigamente
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Arquivos da(s) tag(s): Humor
Marco Santos
→ 30/03/2012 @17:42
Post nº 3644
Marco Santos
→ 26/01/2012 @19:29
Erro de sistema (*)
(*) José Cid também quer ser pago por cada cópia que fizermos das nossas fotos.
Marco Santos
→ 21/01/2012 @15:09
Sem o Citador não sei o que seria deste post XXIX
Marco Santos
→ 20/12/2011 @17:13
Se até lá não nos virmos, feliz Natal
Marco Santos
→ 13/12/2011 @9:21
Vaginas: muitas muitas muitas
Não era para recuperar o texto que se segue, mas recebi um email do co-autor deste blogue, Rui ‘Foobar’ Paes, sugerindo que eu devia escrever qualquer coisa sobre esta lista.
A lista foi elaborada no BuzzFeed e consiste numa galeria de fotos – estão aqui duas – mostrando as melhores e piores tatuagens vaginais de sempre.
«Este post tem a tua cara», escreveu o engraçadinho do REP.
Mas sobre esse delicado e importante assunto das vaginas já eu escrevi no blogue, caso o engraçadinho não saiba; pelo que em vez de estar a escrever larachas sobre vaginas tatuadas, que nem são propriamente muito sexys, prefiro recuperar um texto que escrevi sobre patarecas – estas, sim, merecedoras de destaque.
Importante reflexão existencial sobre a patareca
Há muitas formas populares de designar o órgão sexual feminino: cona, pipi, pito, pirona, rata, vagina, ninho, parreco, racha, febra, entrefolhos, mexilhão, ostra, greta, pachacha, patareca, crica e aranha são algumas das mais conhecidas.
A minha preferida, em termos de sonoridade, é patareca. Ó minha linda patareca. Dava uma bela cantiga de amor ou um fado de Coimbra. Experimentem dizê-la em voz alta: nunca mais querem outra coisa.
Patareca está para vagina como sarapitola está para masturbação. Têm o mesmo significado que os seus equivalentes politicamente corretos, mas o calão é mais profundo e reúne, numa única palavra, intimidade e sentido de humor – duas forças extremamente poderosas, sobretudo quando colocadas frente a frente, de forma descomplexada, sem tentarem eliminar-se uma à outra. Saber rir da nossa própria intimidade, diante do outro, parece-me um sublime ato de entrega.
Tenham em atenção, contudo, pois patareca é uma palavra especial que designa algo de sagrado e portanto não deve ser usada em vão. Podem pensar que é engraçado batizar a vossa cadelinha de Patareca só porque é uma palavra simpática que vos soa bem; compreendo que seja tentador que a Patareca venha a correr na vossa direção, abanando-se toda contente e saltitante, sempre que a chamarem, e se vá embora, já disposta a perdoar-vos, quando dela não precisem. Mas só as vaginas se comportam assim.
Não, não fumei nenhuma substância proibida – além das patarecas, também gosto de palavras. Como dizia o grande George Carlin, as palavras podem dizer-nos muito mais do que o seu significado mais restrito. Por exemplo, de acordo com o dicionário da Priberam entrefolhos são indigestões crónicas no folhoso dos ruminantes; contudo, tenho a certeza absoluta de que o génio que inventou a expressão entrefolhos do cu não estava a pensar em perturbações digestivas.
Há palavras que não ofendem os bons costumes, mas pura e simplesmente não prestam justiça ao ato. Masturbação, por exemplo. Nenhum tipo saudável se masturba; masturbação é ato solitário, deprimente, triste, desesperado, egocêntrico; masturbação é, na melhor das hipóteses, palavra para consultório médico ou salões pudicos.
Um tipo mentalmente são esgalha o pessegueiro, bate uma sarapitola porque, para esse, a punheta envolve sempre a presença de alguém. Para conseguir imaginar alguém quando na verdade esse alguém não se encontra fisicamente presente, é necessário atingir a simbiose perfeita entre intimidade e sentido de humor para que a sarapitola não se transforme em masturbação.
O mesmo princípio se aplica à crica dos nossos sonhos. Conseguem imaginar uma vagina aos saltos? Eu não. Vagina é estática, fria, seca, estendida para ser observada através das lentes de um microscópio até mirrar de desconforto. A vagina não se ama, disseca-se; só uma patareca se pode pôr aos saltos de alegria, desejo e emoção, e manter a independência e personalidade que a tornam única. Uma vagina até se cumprimenta com respeito e deferência; uma patareca é para se beijar calorosamente.







































