9/Março/2010

Uma fotografia muito conveniente

Antes da cerimónia dos óscaresAntes da cerimónia dos óscares

Nada como uma feliz coincidência para resumir uma noite de Óscar: o tantíssimo Avatar, de James Cameron, perdeu para Estado de Guerra, filme independente de baixo orçamento realizado pela ex-mulher, Kathryn Bigelow.

A foto da esquerda alastrou à velocidade da luz, por razões óbvias: Cameron, à maneira de um Exterminador Implacável, parece querer apertar o pescoço à ex-mulher que o derrotou no Óscar – contudo, em nenhum lado se disse que o fotógrafo Mark J. Terrill captou este momento em Los Angeles antes da cerimónia e não depois. Uma pequena omissão que ajuda a dar mais força dramática à foto e, já agora, a tirar mais sentido de uma longa e previsível cerimónia. A foto à direita, de Gabriel Bouys, já nos mostra Cameron abraçando Bigelow.

A Academia já deu o Óscar de Melhor Filme a Rocky (preferindo-o a Taxi Driver, de Martin Scorcese). Stanley Kubrick nunca ganhou um Óscar de Melhor Realizador ou Melhor Filme, embora tenha ganho o dos Efeitos Especiais com 2001: Odisseia no Espaço (obrigado, Mestre Slip!). Perante estes dois exemplos, fazia sentido esperar que Avatar tivesse o destino de Titanic: afundar a cerimónia em mediocridade.

Avatar perdeu, Estado de Guerra ganhou. Dos filmes nomeados, só vi Inglourious Basterds, o melhor filme de Tarantino desde Pulp Fiction, e Up – Altamente. Sobre o Inglourious Basterds ainda quero escrever um post, mal tenha disposição; sobre o filme de animação da Pixar – também feito em 3D e com muitos computadores – só me apetece dizer o seguinte: dois minutos de Up são mais autênticos, imaginativos, emocionantes e humanos do que duas horas de Avatar.

Publicado por Marco Santos | Categoria: Outras Artes | 19 comentários »
4/Outubro/2009

Manequins discriminados

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Manequins

Rostos de manequins da firma Patina-V em exposição na Califórnia. Os manequins mais procurados são os que são concebidos como loiras de olhos azuis porque, segundo diz Marc Lacroix, gestor de uma empresa que os comercializa, “os manequins pretos não se vendem“.
A empresa francesa Cofrad, sediada em Paris, é uma das maiores fabricantes de manequins do mundo e uma das suas subsidiárias – a Patina-V – fabrica manequins de múltiplas etnias. [Foto: Gabriel Bouys] Link

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