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→ 04/02/2012 @23:26

Pela Europa, em 2007

Estas fotos são do Verão de 2007, um mês antes de começar o meu estágio na Agência Lusa, onde continuo a trabalhar.

Levei a minha Canon 1D Mark II N com uma 50mm F.1.4 e disparei até mais não, com o meu irmão Alexandre. Sinto falta de fotografar assim, de forma livre, sem preocupações excessivas se as linhas estão direitas, o foco está perfeito, o enquadramento é o aceite…

Aqui ainda fotografava sem qualquer condicionamento. Via uma coisa de que gostava e tentava mostrá-la tal e qual a estava a ver.

Acho que com o tempo tenho perdido isso, estou demasiadamente formatado com o estilo de Agência: pouco de meu vejo nas fotos que tiro, hoje em dia. E não gosto. Haja tempo para fazer imagens para as quais, anos depois, ainda me dê gozo olhar.

→ 01/02/2012 @2:50

Animais (para variar só um bocadinho)

Marc Serota/Getty Images

Julian Stratenschulte/AFP/Getty Images

AP Photo/Houston Chronicle, Johnny Hanson

Blas Cervantes/AFP/Getty Images

Reuters/Olivia Harris

Todas estas fotos foram retiradas da mesma coleção: «Animal on the News», reunida para a secção In Focus do jornal The Atlantic. Quarenta e dois fabulosos exemplos de fotografia e jornalismo.

→ 29/01/2012 @16:33

45 grandes fotos na National Geographic

Todos os anos, a National Geographic realiza um concurso de fotografia, expondo as imagens e convidando os visitantes a votar. Por exemplo:

Foto: Ricardo Mohr

Foto: Lee Sie

Foto: Antoni Georgiev

Foto: Charles Funk

Foto: David Litchfield

Foto: Nino Benninger

A sequência de fotos pertence às três categorias que estiveram a concurso o ano passado – Pessoas, Lugares e Natureza – e são apenas uma pequena amostra das 45 que podem ver nesta página.

Como irão ver, a grande injustiça neste tipo de concursos é a obrigatoriedade de determinar um vencedor entre tantas e excelentes fotografias.

→ 26/01/2012 @15:09

A mais incrível foto em alta definição da Terra

A NASA afirma ser «a mais incrível imagem de alta definição do planeta Terra» e não é difícil de acreditar, sobretudo se abrirem a versão de 8000 por 8000 pixeis que a agência disponibiliza neste link (a imagem é muito pesada – 16,4 MB – e demora tempo a carregar).

A foto foi tirada a partir da mais recente sonda de observação terrestre, Suomi NPP, a 4 de janeiro deste ano. A NASA baptizou-a Blue Marble 2012.

Marble significa mármore, se o traduzirmos à letra, mas neste caso o sentido deve ser o nome com que se designa, em língua inglesa, as bolinhas com que muitos de nós jogávamos em miúdos: berlindes! (Por esta ordem de ideias, Júpiter é o abafador). Berlinde Azul 2012.

→ 25/01/2012 @3:57

O fotógrafo escultor de rostos

O norte-americano Lee Jeffries é contabilista de profissão e fotógrafo dos sem-abrigo nas horas vagas. A sua máquina fotográfica é implacável: capta a porosidade da tragédia, da solidão, da miséria e da dor com a concentração de um dermatologista.

Jeffries usa a máquina fotográfica para criar esculturas, tão super-realistas como as de Ron Mueck e, ao mesmo tempo, tão frágeis como cera. Ao ver-lhes o brilho nos olhos e a rugosidade da pele, fico com a sensação de que já nem são pessoas nas fotos, mas velas a derreter.

Tal nível de detalhe consegue-o criando empatia com os pobres desgraçados que descobre nas ruas de Londres e da América, explicando-lhes abertamente o que está a fazer e com que intenções, e oferecendo-lhes dinheiro. Nem sempre consegue fotografá-los, mesmo quando passa dias a tentar convencê-los – aí, vira as costas e segue a sua vida, como qualquer outro turista.

Jeffries não é um fotógrafo puro à maneira de um Cartier-Bresson, um romântico de outros tempos: o detalhe também é conseguido através de longas sessões de Photoshop para ajudar a acentuar seletivamente pormenores do rosto – os olhos, sobretudo.

Também não tem a envolvência comprometida de Diane Arbus, uma freak que fotografava, cheia de carinho, as aberrações humanas que a sociedade rejeitava mas que ela considerava parte da família.

Embora Jeffries fotografe a preto e branco, é no trabalho de um fotógrafo que usa sempre a cor que encontro algum paralelismo: o polaco Andrzej Dragan.

Dragan vai buscar uma citação ao filme «The Lost Highway», de David Lynch, para explicar a sua fotografia: «Gosto de recordar as coisas à minha maneira. Não necessariamente como aconteceram, mas como eu as recordo».

O polaco é fotógrafo de moda, usa os efeitos no Photoshop para brincar às bizarrices e constrói um museu de cera em fotografia, procurando o mesmo nível de detalhe nos rostos que Jeffries, mas sem interesse em captar «a verdade» do modelo.

Jeffries é diferente: também recorda as coisas à sua maneira mas inquieta, não diverte. Trabalha num olhar, numa expressão que descobriu nas ruas e o tocou: «Se eu não me sentir emocionado, a foto não poderá transmitir nada».

Ele nada nos conta sobre a vida destas pessoas que partilham o mesmo planeta que nós, o que lhes aconteceu, o que correu mal; apenas nos deixa rostos semi-despedaçados que nos assombram a consciência como fantasmas da civilização.

→ 24/01/2012 @16:22

A bicicleta do carteiro de Pablo Neruda

→ 20/01/2012 @9:09

Ar puro (no cérebro)

Nebulosa Cabeça de Cavalo, de Luca Argalia

A galáxia de Andrómeda fotografada por Makelessnoise

Miramar, Buenos Aires, de Luis Argerich

Os céus do sul: a Via Láctea, a constelação Cruzeiro do Sul, as estrelas Alfa e Beta Centauri, e as duas nebulosas de Magalhães (Foto: Luis Argerich)