O maior berlinde do mundo
Se Deus existe deve gostar de jogar ao berlinde, a julgar pelas bolinhas rochosas e gasosas que dispôs no Universo. O seu dedo é a força da gravidade e, de vez em quando, ocorrem umas colisões entre berlindes – é inevitável. Como qualquer gajo que já jogou ao berlinde sabe, convém ter sempre um abafador: são os chamados buracos negros. Nunca fui grande fã de bilhar, pelo que prefiro a teoria do berlinde. De qualquer maneira, não gosto de imaginar um ser supremo com um taco cósmico na mão.
Sim, eu sei, não é uma explicação muito científica e não possui qualquer valor teológico, é uma desbunda inconsequente, mas fiquei impressionado com o tamanho deste berlinde.

Basta olhar para a ilustração para se ter uma ideia da imensidão da estrela descoberta através do VLT (Very Large Telescope): à esquerda, uma estrela anã vermelha; ao lado, uma estrela do tipo Sol; uma anã azul, na verdade um gigante comparado com a nossa; finalmente, tão grande que nem cabe no enquadramento da ilustração, a estrela R136a1, com uma massa actual de cerca de 265 massas solares e uma massa de 320 vezes a massa do Sol na altura do seu nascimento.
A estrela faz parte de um enxame estelar composto por estrelas jovens, quentes e de grande massa, situada no interior da Nebulosa da Tarântula, numa das nossas galáxias vizinhas, a Grande Nuvem de Magalhães, a 165 mil anos-luz de distância. A ESO divulga os seus relatórios para a imprensa em português, pelo que podem consultar o original e pirar-se deste blogue herege o mais depressa possível.
























