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→ 09/10/2009 @2:19

As mulheres e os computadores

Kate Beckinsale

Faz-me uma certa confusão a relação que algumas mulheres têm com os computadores.

Caras caçadoras de posts machistas: disse algumas mulheres, não todas. Portanto não estou a generalizar, mas a reunir um determinado número de indivíduos do sexo feminino no mesmo plano existencial e a formar um estereótipo tipicamente machista.

Pronto, apanharam-me, estou a generalizar. Está bem, é um post machista. Raios, não vos escapa nada.

Só quero que compreendam que a generalização que os homens fazem em relação às mulheres tem um carácter mais benigno do que imaginam.

Por exemplo, se considerarmos que determinada mulher conduz mal, não significa que concordemos em absoluto com a popular expressão mulheres ao volante, perigo constante – mesmo assim, não perdemos uma oportunidade para dizê-la. Porquê?

Ora, esta atitude é tão fácil de perceber que da próxima vez que ouvirem esta expressão da boca de um taxista irão sentir-se enternecidas.

 

Esta é a parte enternecedora do post

Eis a resposta: nós gostamos de generalizar porque tentamos fazer com que as mulheres se sintam mais responsáveis pelo seu próprio género. Os homens têm um sentido de cumplicidade e solidariedade entre si que as mulheres são incapazes de ter. As mulheres têm uma facilidade espantosa em lixar-se umas às outras; nós sofremos dilemas morais só com a ideia, mas elas sentem gozo – pode até ser um gozo dissimulado ou secreto, mas é sempre do caraças. Quem não acredita nisto nunca trabalhou num sítio só com mulheres.

Para vocês, uma mulher que conduz mal é apenas uma cabra que conduz mal; para nós, um homem que conduz mal é um gajo que desprestigia todo o género masculino. Quando dizemos mulheres ao volante, perigo constante a propósito do comportamento de uma condutora, estamos a tentar, de forma rude mas profundamente generosa, que as mulheres adquiram o mesmo sentido apurado de responsabilidade em relação ao género feminino.

No fundo, é mais uma lição de vida do que uma lição de condução. Por isso, em determinadas condições, generalizar é bom.

Se as mulheres tivessem com os computadores a mesma pachorra que têm com os homens, seriam quase todas técnicas de informática altamente especializadas.

Em primeiro lugar, não teria sido um finlandês anafado chamado Linus Torvalds  a criar o Linux – isso já é bom. Em vez de gramarmos com as barbas GNU do Richard Stallman teríamos uma Kate Beckinsale a falar-nos das maravilhas do Software Livre e Aberto – estamos portanto a aproximar-nos de um mundo perfeito, ou seja, um mundo em que a Beckinsale pensa, existe, é Livre e Aberta.

Já repararam no comportamento de algumas mulheres nos primeiros encontros amorosos? Tirando alguns casos irremediáveis, ela esforça-se por falar o menos possível. O gajo fala, fala, fala, enquanto ela sorri, inclinando a cabeça, amorosamente atenta – mas, às tantas, fica-se com a impressão de que não está realmente a ouvir nada.

A semelhança entre este comportamento em relação ao potencial namorado e ao técnico de informática é óbvia num aspecto crucial: ele também fala, e ela também não ouve.

Na questão dos namoros, estou convencido que fazem bem. Elas não precisam de ouvir o homem porque, nesta fase, sabem que o conhecerão melhor observando-lhe os gestos, o sorriso, a expressão dos olhos, as mãos e todos os pequenos pormenores que nos passam ao lado num primeiro encontro mas que elas consideram relevantes desde o minuto zero. Mulher que preste pouca atenção ao que vocês dizem e que mesmo assim opte por falar pouco é uma mulher apaixonada. Aliás, é impressionante a quantidade de informação que são capazes de captar e reter sobre um tipo sem prestar realmente muita atenção ao que ele está a dizer.

No caso dos computadores, não há qualquer mistério no facto de um ícone ser um atalho para qualquer coisa; quem gosta de atalhos somos nós e temos aí a cuequinha dela que não nos deixa mentir. As mulheres, por outro lado, sentem-se mais atraídas quando podem percorrer todo o caminho e saborear cada momento.

As janelas que o técnico de informática lhes ensina a abrir podem constituir informação muito útil do nosso ponto de vista, mas para elas não permitem ver nada de especial; logo, não têm pachorra. Esquisitas!

Espero que tenha sido odiosamente machista neste post. Às vezes vocês merecem, porra.

→ 13/12/2005 @22:30

Guardar preferências do Firefox

Muitas pessoas me escreveram a querer saber uma forma de guardar as preferências do Firefox sem precisar de voltar a personalizar o browser depois de uma reinstalação do sistema operativo, por exemplo.

É fácil guardar o Firefox (temas, extensões, bookmarks e outras personalizações) e o próprio Thunderbird (incluindo todos os e-mails e os filtros anti-spam que fomos definindo): basta mover a pasta de perfil dos respectivos programas para uma outra partição ou uma drive USB, por exemplo.

A primeira coisa a fazer é, para quem não sabe ainda, localizar essas pastas. São pastas ocultas. Em muitos casos pode ser necessário dizer ao Windows para deixar de esconder esse tipo de pastas e ficheiros.
Seguimos pelo Painel de Controlo, Opções de Pasta [Folder Options], escolhemos o separador Ver [View] e, na lista, desmarcamos a opção que refere Mostrar ficheiros e pastas ocultas [Show hidden files and folders].
Agora é muito fácil localizar as pastas de perfil do Firefox e Thunderbird em Document and SettingsUtilizadorDados da Aplicação [Application Data]MozillaFirefoxProfiles
seguindo-se uma pasta com um nome aleatório.

Dentro desta última pasta estão todos os ficheiros responsáveis pela personalização que fazemos no Firefox. São esses que vamos copiar para outra pasta.
Agora é necessário criar a pasta onde vamos guardar o novo perfil do Firefox: tanto pode ser uma partição como uma drive USB. A título de exemplo, chamo à nova pasta Perfil Firefox.
Depois de criar essa pasta, basta copiar para lá todos os ficheiros no caminhoDocument and SettingsNome de UtilizadorDados da Aplicação (etc).
Como é que se faz para que o Firefox passe a reconhecer a pasta que criou como o seu novo perfil? É simples.
Vamos ao Menu Iniciar, Executar [Run] e escrevemos
firefox –p
de forma a chamar o Gestor de perfil [Profile Manager] do Firefox.

O que se segue é simples.
Escolhemos a opção Create Profile, carregamos em Next, damos o nome que quisermos ao novo perfil e, em Choose Folder, escolhemos a tal pasta Perfil Firefox que criámos anteriormente. Resta carregar em Finish, seleccionar o perfil criado e correr o Firefox. Se as definições criadas continuam todas bem, já sabemos o que fazer da próxima vez que reinstalarmos o sistema operativo: executamos o comando firefox –p depois da instalação, escolhemos a pasta de perfil que guardámos em local (partição) seguro e arrancamos com o programa. Todas as nossas definições – incluindo temas, bookmarks, extensões, cookies e palavras-chave que o Firefox memorizou – encontram-se tal e qual como as deixámos.

O procedimento para o Thunderbird é exactamente igual ao do Firefox, com a diferença de que o perfil se encontra localizado em Documents and Settings, por aí fora, mas numa pasta chamada Thunderbird. Aí, existe a tal outra pasta com um nome esquisito e, dentro desta, todas as definições do programa – incluindo e-mails.
Com este método, nem sequer precisamos de voltar a escrever o nome de servidores POP ou SMTP ou, sequer, palavras-chave de acesso: está tudo na pasta de perfil que guardámos.

Para chamar o gestor de perfil do Thunderbird, o comando é
thunderbird -p

→ 11/04/2005 @12:10

A Trezentos à hora

Paulo Trezentos, 28, é casado e pai de um rapaz de quatro anos. Dá aulas de Arquitecturas de Computadores e Sistemas Operativos no ISCTE, é investigador na ADETTI, um centro de investigação do ISCTE, é o Director-Técnico da distribuição portuguesa de Linux, a Caixa Mágica, fundou o GUL (Grupo de Utilizadores de Linux) e o Poli (Projecto Português de Documentação de Linux), iniciou ou colabora em dezenas de outros projectos e escreve regularmente artigos e livros de divulgação destinados ao utilizador comum. Não há dúvida de que o apelido Trezentos lhe assenta que nem uma luva: fica-se com a ideia de que só vivendo os dias a trezentos à hora o homem consegue ter tempo para tudo.

 

Você é o rosto mais conhecido de uma equipa de portugueses que criou uma distribuição Linux chamada Caixa Mágica. A televisão, em tempos, foi vista como a “caixa mágica” que seria capaz de revolucionar o mundo. O modelo de negócio do Software Livre tem o poder de revolucionar o mercado português? Ou procura-se antes uma contra-revolução?

Geralmente, as revoluções não são sentidas como tal quando estão a acontecer. Com a ajuda do tempo, é que os homens tendem a chamar de revolução a uma determinada alteração do regime vigente. O Software Livre/Aberto (SL/A) é hoje um modelo legal e técnico de desenvolver software que varia do modelo clássico ou proprietário. O negócio passa a estar na prestação de serviços e na formação e não no pagamento de licenças. Surgiu naturalmente e tem-se imposto em países com os Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha de forma natural e suave. Tem vindo a crescer porque serve as necessidades de quem procura soluções informáticas (o cliente) e serve quem oferece essas mesmas soluções (o fornecedor). Como é bom para ambos, funciona como bola de neve que vai integrando cada vez mais elementos sem disrupção da realidade existente. Não está a acontecer de forma brusca, violenta ou fundamentalista. O mercado português é muito conservador. Tem pouca mobilidade e não se move ao ritmo de economias mais dinâmicas. Assim, a mudança está acontecer de forma mais lenta do que noutros países mas também cá de forma irreversível.

 

O Linux Caixa Mágica é oficialmente lançado a 14 de Abril, durante o evento Linux 2005. Só a própria ideia da existência de uma distribuição portuguesa de Software Livre é louvável mas, quanto à implementação dessa ideia, há quem afirme que a CM, em relação a outras distribuições, está sempre um passo atrás. Considera a crítica válida, justa? Quer rebatê-la?

Em cinco anos de desenvolvimento já ouvimos bastantes críticas e todas elas úteis. Algumas verdadeiras, outras nem tanto. Mas todas serviram para perceber o que é que os utilizadores de Linux e Windows gostariam de ter no seu desktop. A base tecnológica da Caixa Mágica 10 – inteiramente desenvolvida em Portugal – não fica aquém de outras distribuições. As versões anteriores foram sendo progressivamente melhoradas e considero que esta versão chegou a um estado de maturidade tecnológica muito interessante. Sendo concreto: é fácil instalar pacotes, é fácil configurar hardware, o desktop está bem cuidado, etc… Nos laboratórios testamos sempre seis a sete distribuições para saber o que de melhor se faz em cada uma. O nosso mérito é seleccionar a melhor de cada uma, acrescentar a nossa parte e disponibilizá-la ao utilizador. A versão Desktop 10 é uma alternativa viável para o desktop, da mesma forma que acreditamos que quando a versão Servidor 10 for lançada, em Julho, irá revelar-se uma mais-valia para muitas organizações.

 

Na fase de desenvolvimento do Caixa Máxica, não será tremendamente complicado a uma pessoa na sua posição tentar perceber como tornar as operações mais user-friendly? E nesse sentido – apenas nesse sentido – não será o Windows uma fonte inspiradora?

Em 2000 e 2001 for difícil mas agora acaba por não o ser. Existe um conjunto de pessoas na equipa da Caixa Mágica que tem uma especial sensibilidade para a questão de tornar um sistema “user-friendly”. Questões tão simples como: “Se receber um mail com um PDF em attach, será que consigo abrir com um duplo clique?” Esse é o tipo de frustrações a que não queremos que os utilizadores da Caixa Mágica sejam sujeitos. Assim, a integração do software, bindings, localização de links e organização/selecção do software é hoje claro para nós como deve ser feita. Podem haver alguns contra-tempos de suporte de hardware mas em geral o sistema deve funcionar como o utilizador espere que funcione. O Windows é uma fonte inspiradora mas não é a única. Como já disse, as outras distribuições são analisadas ao detalhe. Fazemos grelhas com o que cada uma tem e não tem. Ao Windows vamos absorver alguns dos conceitos de utilização de software. Até para que a migração para Linux não seja muito brusca.

Paulo TrezentosO meu apelido vem do tempo das guerras napoleónicas em que um ascendente nosso era o soldado número 300. E assim ficou. Penso que ainda existe uma fotografia desse primeiro Trezentos

 

No documento que escreveu a 28 de Agosto do ano passado – “As 11 máximas do Software Livre” – você começa por dizer: “O Software Livre é um modelo de desenvolvimento, não uma religião”. Preocupa-o assim tanto o fundamentalismo de alguns utilizadores do Linux a ponto de colocar essa máxima logo em primeiro lugar? Considera-o prejudicial a quem aposta no Software Livre como modelo de negócio?

O movimento SL/A em Portugal tem duas pessoas que reflectem muito bem as sensibilidades de cada um dos grupos que forma a comunidade num sentido vasto, num sentido de comunidades virtuais de Castells. Um desses opinion-makers representa a comunidade que se revê na face ideológica liderada por Richard Stallman, no software filosoficamente “Livre”. Outro reflecte a face pragmática do SL/A e revê-se na OSI (Open Source Initiative) mais associada aos modelos de negócio. Ou seja, no software “Aberto”.

Um destes dias começaram numa mailing list pública a alimentar uma polémica um contra o outro sobre uma questão menor. Enviei-lhes um email e começámos os três a trocar algumas ideias. Rapidamente chegámos a um denominador comum: todos queremos que o SL/A tenha sucesso mas encaramo-lo de diferentes maneiras. Não me choca que alguns vejam o SL/A como um novo Maio de 69, ou seja, uma maneira de reformar a sociedade, e outros o vejam como um negócio como qualquer outro. O que é importante é não ser fundamentalista e compreender as razões de quem está do mesmo lado da barricada. Mesmo que não sejam as suas. É como estar num barco de náufragos em direcção a uma ilha. Um pode ver a ilha como um refúgio de valores e outro como a melhor maneira de ter sucesso material através da exportação de madeiras exóticas. Mas ambos têm de remar na mesma direcção ou nenhum chegará à ilha.

 

Provavelmente já deve ter ouvido muitas piadinhas e trocadilhos com o seu apelido. Importa-se de explicar de onde vem esse apelido tão pouco habitual, “Trezentos”?

Já ouvi todo o tipo de trocadilhos e adoro-os. Mas a razão do nome é original. Até aos 20 anos desconhecia de onde vinha. O meu pai já se chamava assim, o meu avô também, o meu bisavô também e assim por diante. Como em todas as famílias. Nessa altura fui a um programa do Herman José como concorrente, ele fez-me a mesma pergunta e eu respondi que não sabia de onde vinha o nome. À noite tive uma chamada de uma tia minha da zona de Ourém a explicar que vinha do tempo das guerras napoleónicas em que um ascendente nosso era o soldado número 300. E assim ficou. Penso que ainda existe uma fotografia desse primeiro Trezentos. Também já tenho um Trezentinhos com 4 anos e os meus primos vários, pelo que acho que vão ter de nos aguentar pelo menos mais uma geração.

 

Você tem uma faceta mais desconhecida, um hobby no qual se sai até bastante bem: a fotografia. De onde vem esse gosto? Ou é apenas uma forma de aliviar o stress?

A fotografia é um gosto antigo que fui alimentando em banho-maria. Apanhar a realidade através da objectiva da máquina torna-se uma necessidade de capturar um momento. Com um sentido estético que é o nosso e que não tem necessariamente que corresponder ao do outros. Ao contrário de outras áreas em que gosto de me sentir eficiente, na fotografia não me preocupa se o que estou a fazer é bom ou não. Basta sentir-me bem com o resultado. Gosto muito de fazer revelação a preto-e-branco em casa mas o tempo já começa a ser curto.

 

Você é tido como uma pessoa essencialmente sensata. Alguns chegam a afirmar que, devido à sua postura dialogante e pouco beligerante, tem um excelente perfil para um ministério das Tecnologias. Outros dizem que não, que será mesmo Ministro das Tecnologias, é só uma questão de tempo. Provocação dos amigos a uma pessoa que já escreveu que “Software Livre não é de Esquerda ou Direita, de partido X ou Y?”

É provocação mas não deixo de interpretar como um elogio. A nossa geração começa a perceber que não basta ter bons engenheiros, não basta ter bons médicos ou bons arquitectos. Precisa de ter bons políticos que saibam indicar para onde o barco vai. Qual o caminho para a ilha. Existem bons políticos em Portugal e a tendência é melhorarem. Como diria um amigo meu: “a geração pós-25 de Abril é uma grande colheita”.

→ 12/02/2005 @21:02

Brevíssima e incompleta história do rato

1964 Douglas C. Engelbart foi o engenheiro visionário que, em 1964, criou um protótipo para interagir com um computador ao qual deu o nome pomposo de “X-Y Position Indicator for a Display System”, qualquer coisa como “Indicador X-Y de posição para um sistema de visualização”. Tinha nascido o rato, após quatro anos de trabalho, dois dos quais já no interior do Augmentation Research Center do Stanford Research Institute, na Califórnia. Apesar de revolucionária, a inspiração-base de Engelbart para criar o rato veio da sua experiência como técnico de radares durante a Segunda Guerra Mundial.

1968 Foi preciso esperar mais quatro anos para Douglas Engelbart e a sua equipa de 17 investigadores apresentarem o revolucionário dispositivo feito em madeira na conferência Fall Joint Computer no Centro de Convenções, em S. Francisco para uma audiência de mil peritos em computadores. 1968 pode parecer uma data muito distante, mas a verdade é que nessa conferência foram também apresentadas outras inovações que, hoje em dia, fazem parte do nosso quotidiano: hipertexto, endereçamento de objectos, “linkagem” de ficheiros dinâmicos e, pasme-se, a primeira videoconferência da história. Enfim, era todo um mundo novo que dava os primeiros passos na cidade do “Flower Power”.

1970 Doug Engelbart regista a patente do seu invento em 1970 e dedica-se a desenvolver programas para computador, designadamente deve-se a ele as primeiras ideias do sistema de janelas.

1983 A Apple lança o primeiro rato para trabalhar com os computadores Mac.

1987 Neste ano, é a vez da IBM lançar o seu primeiro rato com os seus “personal computers”. Desde aí, o rato passa a ser um objecto fundamental em todos os computadores e começa a sua evolução por várias marcas. Ainda assim, na sua essência, e embora os ratos mais modernos estejam a anos-luz do primeiro, as semelhanças são muitas e o princípio do indicador de posição X-Y continua presente.

1993 Surgem os primeiros ratos ergonómicos, deixando de lado o desenho “quadradão” dos primeiros.

1995 Surgem os primeiros ratos com roda de deslocação.

1999 A Microsoft inventa o rato óptico e com ele desaparecem as irritações dos utilizadores que eram obrigados a limpar regularmente a bola dos ratos.

2000 Surge o rato Trackball (rato vectorial) que é uma espécie de rato virado do avesso, com a cabeça para baixo e uma enorme bola em cima. Só é preciso fazê-la deslizar para o cursor se movimentar.
[Adenda: O Hugo Ferreira mandou-me um bitaite para corrigir a história. “O Trackball é um dispositivo muito antigo… Bastante!” - Diz o Hugo. - “Lembro-me de ter o meu AMIGA 500 e já existirem Trackball’s para ele - e aqui estamos a falar de 1990. Aliás, procurando na Wikipedia: “Trackballs have had some limited use in video games, particularly early arcade games. One of the more famous games to use one is Centipede. “Football”, by Atari, was the first game to use a trackball, released in 1978 for the arcade”. Portanto, no mínimo, 1978!]

2003 A empresa Gyration apresenta o primeiro rato óptico com um revolucionário giroscópio que funciona em pleno ar e não precisa de estar apoiado na secretária. É só agarrá- lo e movimentá-lo para o cursor andar no ecrã através de ondas rádio a 80Hz.

→ 07/02/2005 @14:15

Servidor na mosca

Nunca tinha visto uma mosca com um servidor implantado até o Bruno Fonseca me mostrar este projecto. Os crackers e os script kids vão começar a ver as aranhas com outros olhos.

→ 04/02/2005 @18:49

O meu desktop mais bonito

Eis algumas dicas básicas de como personalizar o ambiente de trabalho. Aqui saberá quais os programas de que necessita, como mudar os ícones, onde encontrá-los e quais os sítios na Net com os melhores wallpapers e os melhores recursos para quem se interessa pelo assunto.

É pensado principalmente nos utilizadores do Windows XP, mas quem usa outros sistemas operativos (2000, Me, 98, e mesmo Linux ou Mac) encontra aqui informação útil. Vamos esquecer as chamadas shells alternativas que substituem o Explorer, como o Litestep. Não é esse o objectivo deste artigo, que pretende ser simples e fácil de seguir para os menos experientes.

Mudar o aspecto

Existem dois programas capazes de aplicar “skins” (temas) ao ambiente de trabalho de forma automática: o WindowBlinds e o StyleXP. São excelentes programas, mas têm o inconveniente de serem shareware. Nada contra, mas é melhor uma alternativa fiável, freeware ou livre.

O sítio Neowin.net – excelente também para descobrir ícones, temas e wallpapers – criou um pequeno programa (gratuito) que nos permite mudar os temas a partir do próprio Windows sem necessitar de mais nenhum programa. Faça o download aqui. Corra-o, ignore qualquer aviso do sistema operativo e reeinicie o computador.

Encontrar temas

Agora que pode mudar a aparência do Windows com novos temas, é preciso descobrir na Internet bons sítios onde os encontrar. Para uma forma fácil e imediata de começar a experimentar, estão aqui reunidos uma série deles num único ficheiro .zip. O ficheiro tem 14 megas e o tráfego é internacional.

Existem muitos outros sítios onde encontrar temas, mas o DevianART é excelente para explorar. Outro site onde a oferta é diversificada é o ThemeXP. Devemos descompactar os temas para o directório WindowsResourcesThemes. Depois, com o botão do lado direito do rato, escolher Propriedades e seleccionar o separador Appearance [Aparência].

Também é possível guardar o tema onde se quiser e simplesmente clicar duas vezes no ficheiro de extensão .msstyles para que seja imediatamente aplicado.

Encontrar ícones

Os ícones do Windows não são maus de todo, mas nem sempre ficam bem com o tema que escolhemos. Existe um programa que os altera de forma automática – o famoso Icon Packager, também da Stardock – mas é shareware, não é gratuito. Uma boa alternativa gratuita é o IconPhile. Outro bom programa é o MadNote. A página está em japonês, mas o menu do lado esquerdo apresenta-se em inglês. Sigam o link “Download”.

Uma aplicação que muda por completo os nossos ícones do Windows é o GUIReplacer – freeware. A aplicação instala-se em Program Files [Programas]Madd IncGUIReplacer. Aqui há uma pasta chamada Modules. É onde os temas – ficheiros .dll – devem ser guardados. Depois é só correr o programa e escolher o módulo (tema) que pretendemos. Um bom sítio para encontrar módulos para o GUIReplacer é aqui. Uma compilação de ícones em formato .png e .ico – e são mesmo muitos! – pode ser descarregada aqui. São 80 megas de ícones e o tráfego é internacional. Eles podem ser usados para as docks ObjectDock ou Y’Z Dock, por exemplo, ou em programas como o DesktopX ou AveDesk.

Brincar com o desktop

Não basta mudar os ícones, a barra de tarefas, o menu Iniciar e as janelas do ambiente de trabalho. Podemos fazer uso de “docks” – barras semelhantes às que existem no MacOS X e que são bastante vistosas. Podemos criar atalhos para os nossos programas preferidos, atribuir-lhes ícones ao nosso gosto e lançá-los a partir daí. Quase substituem o menu Iniciar.

Uma excelente (e gratuita) aplicação para o conseguir é o muito conhecido ObjectDock. Existem outras, como o Y’Z Dock, mas aquele é melhor para começar.

Existem também programas que não só permitem colocar ícones no ambiente de trabalho, como também servem para colocarmos “objectos” – “docklets” – como calendários, relógios, visualizadores MP3, medidores de desempenho do computador, enfim, um vasto número de possibilidades. Há um verdadeiramente fantástico que podem experimentar – Samurize.

Mas existe uma alternativa bastante mais simples de usar chamada AveDesk. O AveDesk permite colocar os ícones que quisermos (e como os quisermos) e ainda suporta um grande número de “docklets”. Um excelente sítio para os encontrar é aqui.