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→ 28/01/2008 @18:56

12 memoráveis imagens astronómicas de 2007

NASANASANASANASA
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Os editores do Astronomy Picture of the Day (APOD) elegeram 12 das mais memoráveis imagens publicadas pelo site em 2007. Dado que nos foi mostrada uma excelente imagem por dia, podemos imaginar a dificuldade que o grupo teve para escolher 12 que se destacassem. De resto, nenhuma foto (à excepção de uma, não identificada), foi seleccionada de forma unânime.

As doze fotografias do ano são as seguintes (o link conduz à página original do APOD onde foram publicadas e à versão em alta definição das fotos):

→ 28/12/2007 @21:04

Até vemos estrelas

À semelhança de outros grandes quadros, o célebre ‘Noite Estrelada’, de Van Gogh (wallpaper), atraiu muita gente – ‘peritos’, é o nome oficial – desejosa de fornecer a pobres mortais como tu e eu a interpretação definitiva das ‘reais intenções’ do pintor.

Alguns afirmavam que aquele negrume nas janelas e porta da Igreja significava que Van Gogh não encontrava inspiração nas religiões organizadas, mas na Natureza. A mim aquele campanário lembra-me o chapéu da Bruxa Má dos filmes de Walt Disney, portanto estão a ver que as minhas referências culturais não fazem justiça a nenhuma religião, por mais criticável que seja, muito menos ao grande Van Gogh, cuja qualidade de resto só seria criticável a quem nunca apanhou uma bebedeira de caixão à cova ou fumou uma ganza a ponto de ver os céus em câmara-lenta.

Seja como for, dado que a verdadeira igreja de Saint-Rémy que ele observou a partir da janela do seu quarto não tinha campanário, é possível que o acrescento que lhe fez tenha mais significado do que criticar religiões pincelando pequenas sombras em igrejas mal iluminadas. Não estaria apenas com saudades da terra natal, a Holanda, onde era comum encontrarem-se igrejas com campanários?

Outros – mais dados a explicações psicanalíticas – garantem que o cipreste retorcido e aquele céu representam a alma atormentada do artista. Que tinha uma alma atormentada já muitos sabiam, pois esta paisagem foi pintada precisamente no hospício de Saint-Rémy, em França, onde o pintor fora internado. Até a data exacta em que pintou o quadro ficou registada para a posteridade: numa noite estrelada de 9 de Junho de 1889. 72 anos depois, com o primeiro passeio espacial de Yuri Gagarin, a Humanidade iniciaria a longa caminhada em direcção às estrelas de Van Gogh – as únicas que valem a pena.

Uma série de explosões ocorridas na misteriosa Monocerotis V838, uma estrela gigante vermelha da constelação de Unicórnio, a 20 mil anos/luz de distância, foi descoberta em Janeiro de 2002 pelo Hubble. Do jogo de luz e poeira captado pelas lentes do telescópio espacial resultou uma série de imagens que a NASA, com comovente entusiasmo, comparou às pinceladas que Van Gogh produzira 113 anos antes num hospício perto de Paris.

Por causa disto – e estamos de volta às interpretações – há quem afirme que ‘Noite Estrelada’ foi pintado porque Van Gogh terá visto com os seus próprios olhos o que o Hubble captou mais de um século depois. Adoro esta ideia de juntar pintor e astrónomo num quadro tão maravilhoso como este, mas basta fazer as contas para se perceber que é uma interpretação fantasiosa. Enquanto o mestre pintava, já as explosões haviam ocorrido há muito, muito tempo. Se quiserem aprofundar o conhecimento sobre a Monocerotis V838, leiam este artigo no excelente Portal do Astrónomo.

Quanto à loucura. Na véspera de Natal de 1888, na sequência de uma discussão com Paul Gauguin, outro grande pintor e seu grande amigo, Van Gogh, sentindo-se provavelmente torturado pelas palavras do outro, cortou a própria orelha. Segundo informações recolhidas pelos jornais da época, ofereceu-a depois a uma prostituta. Este incidente terá sido o primeiro sinal inequívoco da doença mental do pintor. Julga-se que Van Gogh sofria de epilepsia.

Van Gogh poderia ter os seus momentos, e alguns podiam ser de loucura, mas a explicação dada pelo escritor português João Aguiar é mais acutilante do que reduzi-lo a um simples caso de epilepsia ou excesso de absinto (consta que Van Gogh abusava um bocado). Numa crónica escrita há muito tempo numa revista já extinta e de cujo nome não me lembro, Aguiar afirmava que Van Gogh não era enlouquecido pela sua loucura, mas por saber que a sua arte não lhe garantiria a refeição no dia seguinte.

O irmão, Theo, era um negociante de arte e acreditava no seu talento, mas mesmo assim só lhe conseguiu vender um quadro. Sustentou-o durante quase toda a sua vida, o que não é saudável para o orgulho de ninguém. Num desfecho muito típico, a qualidade da obra só seria reconhecida depois da morte do autor, ocorrida em Julho de 1890: Van Gogh disparou um tiro sobre o próprio peito e morreu dois dias depois. As suas últimas palavras: ‘A tristeza durará para sempre’.

Hoje em dia cada quadro seu vale uma fortuna quase inimaginável. Um exemplo: em 1990, o quadro Retrato do Dr. Gachet foi comprado por 60 milhões e 500 mil euros.

→ 19/12/2007 @20:13

Coincidências lunares

Existem duas coincidências cósmicas extraordinárias: a colisão de um planeta errante com a Terra ainda nos primórdios do Sistema Solar e, muito tempo depois, a queda de um asteróide que provocou a extinção dos dinossauros e deixou o terreno livre aos mamíferos. Sem estes dois acidentes de percurso, o domínio do Homem sobre a Terra não teria sido possível.

O planeta que se supõe ter colidido com a Terra, ainda nos primórdios do Sistema Solar (há 4,6 biliões de anos) tinha mais ou menos o tamanho de Marte. O choque foi tão violento que a Terra perdeu pedaços do seu núcleo. Uma significativa parte da crosta terrestre (70 por cento) foi lançada para o Espaço. A enorme quantidade de detritos acabou por se agregar, formando uma rocha que se transformou na Lua que agora todos conhecemos. Este é o modelo mais aceite para a origem do nosso satélite, coligido em grande parte devido aos ensinamentos das missões Apollo.

A Lua dos primeiros tempos era uma gigantesca rocha incandescente no céu, orbitando muito perto da Terra. À medida que o tempo foi passando, o nosso satélite foi-se afastando até aos 340, 516 quilómetros de distância a que se encontra actualmente.

O que dá relevância ao acidente lunar é a convicção de que, sem o nosso satélite, dificilmente haveria condições na Terra propícias ao estabelecimento da vida. Sem a Lua, o nosso clima seria demasiado caótico para a sobrevivência. (artigo da SuperInteressante)

Também se acredita que uma grande catástrofe vinda dos céus teve um papel preponderante no desaparecimento dos monstros que dominavam a Terra. Um pedregulho que caiu há 65 milhões de anos em Chicxulub, na península do Iucatão, no México, formou uma cratera de 180 quilómetros de diâmetro. Explodiu com a força de milhares de bombas nucleares e pulverizou todos os animais em redor. Levantou tanto ‘pó’ que este cobriu os céus da Terra, originando uma espécie de Inverno nuclear (mas sem a radiação) que acabou por levar à extinção dos dinossauros.

A súbita extinção dos répteis gigantes entre o fim do período Cretácico e o princípio do Paleogénico só pode ter sido provocada por uma catástrofe deste tipo, acreditam os cientistas.

Se um apostador viajasse para a época dos dinossauros apostaria tudo no triunfo dos répteis e nada nos pobres e indefesos mamíferos – os nossos ancestrais. Estes não eram maiores do que ratinhos e apenas podiam comer pequenos insectos, plantas ou as sobras do prato jurássico.

Mas o hipotético apostador não poderia prever que um asteróide acertasse em cheio na pinha dos dinossauros, alterando para sempre o destino da Terra. Só depois foi possível aos mamíferos abandonar o gueto biológico e ocupar gradualmente o terreno. O asteróide deu-nos muito jeito.

→ 27/08/2007 @18:03

No cosmos, um gigante também é um berlinde

A imensidão do Universo e a escala monstruosa das estrelas é impressionante. Este conjunto de imagens da NASA permite perceber até que ponto um gigante se pode tornar um mísero ponto no Espaço. É tudo uma questão de perspectiva.

Para um hipotético habitante de Mercúrio, a Terra pareceria quase um gigante. Os terráquios seriam invejados pela quantidade de superfície ao seu dispor. Mas um jupiteriano, por seu turno, rir-se-ia do nosso minúsculo planeta.

O Sol é a fonte de vida – e, ao nosso olhar, é imenso. Até o gigantesco Júpiter – o maior planeta do Sistema Solar – é, perto dele, um ponto insignificante. Mas à medida que o nosso olhar alcança maiores profundidades no Espaço, descobrimos que a nossa preciosa estrela é apenas um objecto de média grandeza.

Sirius, a estrela mais brilhante do céu, é 2,4 vezes maior que o Sol e encontra-se a apenas 8,57 anos-luz: à escala astronómica, é como se morasse no quarteirão ao lado. Mas a vida na Terra seria impossível se este gigante estivesse no nosso quarteirão.

Sirius é enorme, mas também se torna insignificante quando comparado à gigante vermelha Aldebaran, uma estrela «inchada» que já gastou todo o seu hidrogénio e que obtém energia através da fusão do hélio. É quase 50 vezes maior do que o Sol; a sua luminosidade é 150 vezes maior. Está a 65,1 anos/luz da Terra.

As monstruosas escalas do Universo não cessam de nos atormentar: a gigante Aldebaran é pouco mais do que um berlinde cósmico quando colocada ao lado de Antares, uma supergigante vermelha 300 vezes maior do que o Sol e 10 mil vezes mais brilhante. Encontra-se a 600 anos/luz de distância.

E até a supergigante vermelha Antares parece pequena quando comparada com um dos maiores colossos estelares que conhecemos: a estrela VV Cephei, entre 1600 a 1900 vezes maior que o Sol. Os astrónomos estimam que esta estrela poderá ser até 575 mil vezes mais luminosa. Imaginem que a colocávamos no lugar do Sol: a sua superfície estender-se-ia para além da órbita de Júpiter.

Tão impressionante como esta vastidão é o facto de nela viverem pequenos seres capazes de compreender a insignificante posição que a sua espécie ocupa no Cosmos. Talvez a resposta para os grandes mistérios da existência não esteja em saber porque estamos vivos mas em perceber porque razão somos tão inteligentes.

O máximo que podemos rebentar é o nosso próprio planeta – nada de especial. Somos já capazes de lhe destruir o equilíbrio ecológico, mas ainda não podemos destruir o Sol. Não obstante a sua pouca importância no Cosmos, temos muito a agradecer-lhe: em cinco biliões de anos de vida nunca nos faltou um único dia. Tivesse o Sol um milionésimo da nossa natureza agressiva e instável, e talvez nunca tivesse existido vida na Terra.

Talvez exista algum propósito oculto na nossa insignificância. Somos seres extraordinários, ambiciosos e sonhadores, inteligentes e determinados, mas andamos sempre a fazer asneiras. As distâncias e escalas do Cosmos colocam-nos no nosso devido lugar e impedem-nos de mexer onde não devemos.

→ 08/01/2007 @20:07

A vida receia a solidão cósmica [4]

Um LP para um gira-discos extraterrestre

 

Passar-se-ão muitos milhares de anos até sabermos os resultados da derradeira missão das Voyager – o mais certo é que nunca venhamos a saber.

Esta última missão poderá ser desempenhada muito depois de os geradores de plutónio deixarem de alimentar os componentes da nave, em 2020. As Voyager transportam uma carga valiosa: um testemunho para a posteridade do que somos enquanto espécie, onde vivemos e alguns dos belos empreendimentos que fomos capazes de erguer.

Toda essa informação está contida num LP, na esperança de que seres de uma civilização extraterrestre o ponham a tocar num gira-discos de outra galáxia. À cautela, incluímos no pacote também uma agulha para esse gira-discos.

Trata-se de um disco de cobre revestido a ouro contendo 115 imagens (estão incluídas fotos de pescadores portugueses ou da Grande Muralha da China, por exemplo), 35 sons naturais (vento, pássaros, água) e saudações em 55 línguas, incluindo Português. Excertos de música étnica, obras de Beethoven e Mozart e sucessos da história da música pop/rock (Exemplo: Johnny B. Goode, de Chuck Berry).

A ideia não é nova. Foi Carl Sagan o primeiro a lembrar-se de produzir uma mensagem da Humanidade para as estrelas durante a preparação das missões Pioneer em 1972 e 1974.

Inspirados pela ideia original de Sagan, com suficiente tempo e meios para produzir uma mensagem mais completa e ousada, os cientistas da missão Voyager decidiram enviar informações sobre o nosso mundo e a nossa civilização.

O primeiro problema que enfrentaram foi determinar que sistema de armazenamento de dados a escolher. Era fundamental encontrar um meio extremamente estável e de grande durabilidade. A escolha era ainda mais difícil porque deveria ser também muito leve e capaz de conter uma grande quantidade de informação. A solução óbvia foi fazer uso de uma tecnologia muito conhecida na época: a dos discos LP.

Os discos das Voyager são capazes de armazenar informação em gravuras que uma agulha traduz em sinais electromagnéticos. Este procedimento não só serve para gravar sons, como também permite gravar outro tipo de dados – incluindo imagens.

Duas matrizes metálicas de cobre foram coladas para dar os dois lados do LP – e depois cobertas a ouro para prevenir a oxidação. Uma vez que no espaço exterior não se verifica degradação, estes LPs são os artefactos tecnológicos com maior tempo possível de garantia: nada de riscos ou pó – e vão pelo menos durar um milhão de anos!

Para aumentar ainda mais a segurança dos discos, foi-lhes colocada uma capa de alumínio e ouro para os proteger dos micro-meteoritos. No interior desta «capa», encontram-se instruções de como tocar o disco e uma placa identificativa semelhante à que foi enviada pelas Pioneer. Incluiu-se também uma pequena quantidade de plutónio radioactivo para que os extraterrestres possam calcular a data em que foi fabricado.

As imagens nos discos incluem, em primeiro lugar, definições de códigos científicos que ajudarão a entender melhor o que se segue. E o que se segue são informações acerca do nosso Sistema Solar.

Contamos-lhes também muito do que sabemos sobre bioquímica terrestre, células, anatomia humana e reprodução do ser humano, mostrando-lhes diferentes estágios de crescimento das pessoas. Finalmente partilhamos informações acerca da geologia da Terra e dos outros seres vivos que nela habitam: animais e plantas.

Os discos incluem muitos dados acerca do que fomos e do que somos actualmente: costumes humanos primitivos, arte, cultura, mas também desporto, educação, alimentação, construções humanas, indústria, medicina, transportes e os avanços conseguidos em Astronomia.

Os cientistas optaram por não enviar cenas de guerra, fome e outras características mais vergonhosas da vida humana – não ficariam bem mostrarmos os nossos defeitos numa primeira apresentação formal.

Esta vontade em mostrar a nossa melhor face conduz-nos de regresso à Terra e à mais importante questão de todas: já sabemos como fomos e o que somos, sabemos identificar os erros cometidos – teremos aprendido alguma coisa quando a mensagem for interceptada?

 

A extraordinária aventura das Voyager

Quase trinta anos e 15 mil milhões de quilómetros depois, a Voyager 1 continua a transmitir informação para a Terra. São estas as últimas notícias avançadas pelo Jet Propulsion Laboratory (JPL) da NASA.

Para o ex-director da NASA e cientista do projecto Voyager Ed Stone nada disto é uma surpresa: «Já esperávamos que os aparelhos a bordo da nave continuassem a funcionar sem problemas mesmo após 30 anos.»

O Projecto Voyager remonta ao ano de 1977, quando foram lançadas para o Espaço duas sondas – Voyager 1 e 2. 15 mil milhões de quilómetros equivalem a uma distância de 100 Unidades Astronómicas (UA). Esta é uma unidade de distância aproximadamente igual à distância média entre a Terra e o Sol: 150 milhões de quilómetros. É bastante utilizada para descrever a órbita dos planetas e outros corpos celestes.

Que tipo de informações poderá ainda transmitir a Voyager 1? É preciso ver que esta é a primeira sonda fabricada pelo Homem a cruzar o Espaço entre as estrelas – o espaço interestelar. Só isso é suficiente para lhe garantir um lugar de primeira fila em futuras compilações da História da Exploração Espacial.

Mas o que já foi feito foi significativo. Não saberíamos um décimo do que sabemos hoje sobre os planetas gasosos do nosso Sistema Solar se não fossem as peregrinações da Voyager. Além das informações que as sondas recolheram nas passagens efectuadas por Júpiter, Úrano, Saturno e Neptuno, novos dados sobre os ventos solares (correntes de partículas de energia que brotam do Sol) puderam também ser analisados.

As naves atravessarão uma «zona» do Espaço repleta de material libertado por estrelas mais próximas. Para onde se dirigem e durante quanto tempo ainda poderão funcionar, recolhendo e enviando informação para a Terra? À escala humana, muito tempo. À escala cósmica, uma insignificância.

As Voyager são dos engenhos mais rápidos fabricados pelo Homem: a sonda número 1 viaja a 17,2 Km/s, ou seja, quase 62 mil quilómetros por hora; a número 2 a 15 Km/s, isto é, a 54 mil quilómetros por hora. Em termos astronómicos, contudo, deslocam-se a uma velocidade patética. Se a Voyager 1 seguisse uma trajectória que a levasse ao encontro da estrela mais próxima de nós – a Alpha Centauri, a 4,39 anos/luz – demoraria cerca de 75 mil anos a lá chegar.

Mas nem é para aí que a Voyager 1 se dirige. Daqui a cerca de 300 mil anos, a sonda passará a 1,6 anos/luz de distância da estrela AC+79 3888, situada na constelação de Camelopardus.

Passar-se-ão mais de 100 mil anos até a Voyager 2 passar a 4,3 anos/luz de distância de Sirius – a estrela mais brilhante do céu e uma das abrangidas pelo projecto de busca de exo-planetas do tipo Terra da missão Terrestrial Planet Finder.

Quando isso acontecer já as naves estarão desligadas há muito. Calcula-se que em 2020 os geradores de Plutónio já não serão capazes de produzir a energia eléctrica que alimenta os instrumentos das naves – então, estas silenciar-se-ão para sempre e não poderão transmitir para os seres humanos as maravilhas que eventualmente encontrarão num futuro longínquo. Documento PDF: Localização prevista das Voyager ao longo dos anos

→ 06/02/2005 @9:01

Colisões

A 23 de Dezembro, foi anunciada a monitorização de um asteróide de 400 metros de diâmetro que apresentava, segundo os cálculos possíveis na altura, uma probabilidade de 0,3% de colisão com a Terra no dia 13 de Abril de 2029. No dia seguinte, após mais observações, a probabilidade de impacto aumentou para 1,6%. A 27 de Dezembro, chegou a 2,7%, elevando o risco associado a este asteróide para o nível 4 da Escala de Torino. Mas agora, a identificação deste asteróide em imagens de arquivo anteriores à sua descoberta permitiu determinar com maior precisão a órbita deste asteróide e anulou qualquer possibilidade de o asteróide 2004 MN4 colidir com a Terra em 2029.