Votar PNR por causa dela?
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Esclarecendo os amigos brasileiros que frequentam este blogue: o PNR é um partido de extrema-direita, neonazi e racista, com uma expressão mínima em Portugal. Em alguns comentários de pessoas a propósito da novela da Maitê Proença – não sei se provocados pela indignação ou simplesmente provocatórios – pretende justificar-se o voto no PNR a propósito deste caso.
O PNR é um partido sem expressão em Portugal – tal não implica que se deva considerá-lo menos perigoso (ou assustador) pelo facto de se encontrar à margem da Humanidade.
Uma vez, no filme 1900, uma obra-prima do Bernardo Bertolucci, vi uma cena em que um personagem explicava a ascensão do nazismo da seguinte forma (cito de memória e com liberdade na linguagem, mas o essencial está correcto): «Havia um tipo absolutamente ridículo que costumava sentar-se numa cervejaria a dizer as ideias mais disparatadas, incluindo vociferar contra os judeus como um louco. A malta fartava-se de rir com ele, um verdadeiro palhaço. Quando se constou que ele ainda ficava mais agitado quando bebia (até se babava), os clientes da cervejaria começaram a pagar-lhe copos só para vê-lo a subir às mesas e fazer discursos. Esse louco que divertia os clientes chamava-se Hitler.»
Nunca mais me esqueci deste monólogo – o melhor Cinema é mais do que um simples filme, é uma lição de vida.
No auge da polémica dos cartazes desses fascistas no Marquês de Pombal, em pleno centro de Lisboa, escrevi o post que se segue. Acredito sinceramente que toda a gente devia pelo menos pensar na mensagem que procurei transmitir, independentemente da indignação que possa sentir perante a ignorância de meia-dúzia de peruas num programa de conversa de chacha emitido no Brasil. Dar demasiada importância à manifestação da ignorância tem como consequência o triunfo da ignorância.

Sempre que vejo militantes do PNR a queixar-se dos «actos de vandalismo» contra o primeiro cartaz lembro-me de uma rábula dos Monty Phyton: meia-dúzia de gandulos faziam queixinhas aos jornalistas das terríveis velhotas que os roubavam e assaltavam.
As ideias não se apagam, discutem-se, afirma o PNR no novo cartaz. Plenamente de acordo. O problema é as ideias dos militantes do PNR incluírem apagar da História seis milhões de mortos (para não falar dos pretos, monhés e brasileiros que a extrema-direita, caso tivesse poder, se encarregaria de apagar de Portugal).
Dizem que a força daquele primeiro cartaz está no facto de dizer em voz alta aquilo que muitos só se atrevem a pensar. Se isto for verdade, e até acredito que seja, então significa que mensagens como a daquele outdoor no Marquês de Pombal se alimentam da nossa fraqueza – e quando digo fraqueza, quero dizer ainda mais. Vejam os olhos do líder do PNR: há algo de vampiresco naquele olhar que se adequa ao estilo de actuação desse partido. Estes cavalheiros da extrema-direita são vampiros que se alimentam da nossa má consciência. O problema não está neles, está em nós.
Se calhar precisamos de falar sobre o racismo e deitar tudo cá para fora sem que haja alguém que nos chame «nacionalista» ou «criminoso» e nos queira puxar para um extremo ou outro. Por outras palavras: fazer de uma conversa um acto cultural.
Precisamos do PNR para isso? Claro que não. Afinal eles não mostram nada que o Hitler já não tenha berrado há sessenta anos. E os perdigotos de Hitler, já devíamos saber, transformam-se em bombas.
























Já posso morrer, porque um comentário meu despoletou um post no bitaites, obrigado.
Não foste só tu que o disseste. Vi isto em vários sítios, como uma praga. Devias sinceramente pensar nisso. É mesmo num mundo que não tolera as pessoas que são diferentes de ti que queres viver? Não acredito.
Não percebo o porquê de tanto alarido à volta desta questão. É pá, deixem lá a mulher dizer o que lhe apetece. O facto de alguém pensar algo de nós não nos transforma naquilo que esse alguém pensa. Até parece que alguém declarou guerra ao nosso país.. Sou da opinião de que ignorância e preconceito há em todo o lado e então em Portugal há sempre boas colheitas de ignorantes e preconceituosos. Ainda me estou a rir da do “putedo de qualidade”.
Não. Mas dá-me uma raiva esta coisa dos brasileiros adorarem gozar connosco, e de até terem “anedotas de português”, sempre deu.
Não foi há muitos anos que eu ainda lia os livros da Turma da Mónica e já aí eu reparava nesse pormenor.
O português era sempre o padeiro de bigode e barriga que, apesar de aparecer poucas vezes, quando aparecia era sempre o bobo da corte.
Estava sempre a dizer “Ora pois”, frase que os brasileiros acham que os portugueses estão sempre a dizer (?).
Aliás hoje mesmo, e curiosamente antes de eu ter vindo ao bitaites, que foi por aqui que tomei conhecimento do acontecimento, tinha estado no msn com um amigo brasileiro que está cá em portugal a falar disso mesmo, coisa que fazemos imensas vezes em tom de brincadeira. A conversa começou nos Mamonas Assassinas e acabou nesse assunto de aparentemente, em portugal sermos todos padeiros. Acabo de ter essa conversa, venho aqui e deparo-me com isto da Maitê. Eu chego à conclusão que os brasileiros são na sua maior parte pobres e mal-agradecidos.
A única coisa que me reconfortou foi outro meu amigo brasileiro que mal eu lhe falei da Maitê Proença e antes mesmo de contar o que se tinha passado me disse logo que essa mulher “não batia bem da bola”.
###Não. Mas dá-me uma raiva esta coisa dos brasileiros adorarem gozar connosco, e de até terem “anedotas de português”, sempre deu.####
Lê mais “livros” da “Turma da Mónica”, que essa merda passa. Olha, canta o hino e masturba-te com o Rooonnaaldooo.
otario.
Olhem, antes de criticarem o PNR leiam e informem-se por favor, não sejam também vocês ignorantes. Estes são alguns pontos cruciais do PNR:
* Apoiar a família, a natalidade portuguesa e a educação;
* Restringir a imigração e inverter os fluxos migratórios;
* Combater o crime e reduzir a idade de imputabilidade penal.
* Terminar e combater a corrupção política e social.
* Combater o capitalismo que enforca milhares de famílias portuguesas e põe em cheque a nação, empresas e o trabalho nacional.
* Combater a precariedade no trabalho.
Por outras palavras, a imigração não será travada mas sim controlada, acham justo os emigrantes andarem a trabalhar arduamente e ilegalmente para receberem meia-duzia de trocos? Tal como não é justo serem-lhes atribuidos certos benificios que o cidadão comum português não tem, é equilibrio minha gente. Acham justo o LOUÇÃ ir defender os delinquentes no caso da Bela Vista? As pessoas não devem ter medo de sair das suas próprias casas e de ceder os bairros onde vivem há anos ou mesmo gerações a estrangeiros que cá chegaram há meia-dúzia de dias! Isto de associar a Maitê Proença ao voto no PNR é uma estupidez, ela é por acaso residente em Portugal? O que é que o PNR ia fazer? Ir até ao Brasil matá-la? Proibi-la de entrar em Portugal? LOL
A sério, informem-se sobre o PNR, a comunicação social gosta muito de distorcer as coisas, ninguém fala nos antigos REGIMES ESQUERDISTAS FASCISTAS tal como o COMUNISMO FANÁTICO que matou tanta ou mais gente que a extrema direita! Se dão uma oportunidade à esquerda dêm uma à direita! Isso sim é igualdade e democracia, o que fazem ao negligenciar o PNR é pura censura!
Em vez de debaterem quem vota no PNR por causa da Maitê que tal verem quem vota no Bloco por causa da legalização das drogas leves? Informem-se… ao acusar assim um partido que mal conhecem quem é que está a ser verdadeiramente fascista…?
A alusão ao PNR é apenas relativamente à quantidade de brasileiros ingratos que andam por cá.
” otario. ” Ó otário. Lê o cebolinha. Ou o zé carioca.
Concordo, qualquer dia é preciso uma escolta policial para sair à rua, e mesmo assim há zonas onde nem esses se atrevem a entrar, já basta ter que lidar com os males dos portugueses, agora ter que aturar com a criminalidade da estrangeirada e vê-los a ser defendidos pelos partidos esquerdistas é demais! A minha mãe tem medo de sair depois as 8 da noite por certas experiências que passou e todas elas com pretos (se nos chamam brancos posso chamá-los pretos, que eu saiba é a mesma coisa) que se mudaram recentemente para esta zona, casos como estes há muitos, essa gente pertence à cadeia, aliás, ao país deles, querem viver em Portugal façam por se integrar, não somos nós que temos que mudar a favor deles.
Ps- Não envolvam essa desgraçada neste assunto, acho que a mulher já deve ter a caixa de e-mail mais ”speedada” do Brasil com tanta reclamação e torno a concordar com o comentário anterior, alhos não têm nada a ver com bogalhos, quem vota no PNR vota de consciência não por causa duma merdita destas, e ela só se ridicularizou mais nada, nós portugueses é que nos devemos rir dela e das ”abutras” que estavam em estúdio, tenham sentido patriota e defendam a herança dos nossos antepassados antes que a tirem de nós e não dêm importância a sátias ignorantes que essas ginjas velhas fazem, crises de meia-idade……