A Costela de Adão
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Foto: Alexander Gofayzen
Deus faz-me espécie. Tenho mesmo as minhas dúvidas se terá criado a Mulher a partir de uma costela de Adão. Essa história cheira-me a esturro. Deve estar mal contada. Aliás, tenho a sensação de que todas as histórias do Antigo Testamento estão mal contadas. Estou convencido de que o processo de criação de um ser humano envolve outras partes do corpo – na minha educação sexual não consta qualquer referência à costela! E ainda bem. Não deve ser fácil para um homem pensar que está com dores de parto quando na realidade só tem uma dor nas costas porque quis experimentar uma posição que viu no Kamasutra.
Segundo se conta, Adão esteve muito tempo sozinho no Paraíso. Uma situação difícil quando se é jovem e não há nada de especial para fazer a não ser passear-se pelo jardim e evitar a árvore mais interessante de todas, a do Conhecimento. Em alguma altura da vida o homem deve ter reparado no externo masculino entre as pernas. Nem que seja para combater o tédio.
As Escrituras não mencionam o episódio, mas estou convencido de que Adão acabou por fazer aquilo que os médicos hoje designam por auto-manipulação genital. Esgalhar o pessegueiro no Jardim do Éden pareceu-lhe apropriado e soube-lhe extraordinariamente bem.
Bater uma pívia é um acto mais saudável do que arrancar a costela a um pobre desgraçado. E a masturbação, fora algumas excepções que de resto Deus condena, implica a criação de uma mulher, real ou imaginária. Terá sido a Mulher criada a partir de um sonho molhado de Adão?
A história da costela é que custa a engolir. Porquê dizer que criaste a Mulher a partir de uma costela, meu Deus? Por vergonha? Timidez? Pudor? Fracos conhecimentos de Anatomia? Porque não escolheste um órgão simbolicamente mais convincente como, por exemplo, o cérebro?
Se tivesse sido revelado à Humanidade que a Mulher fora concebida a partir do cérebro do Homem, ter-se-iam poupado muitas chatices (e soutiens queimados). Melhor: teriam sido elas as primeiras a deixar as meias espalhadas em qualquer lado. É inacreditável como as mulheres ultrapassaram o divino estigma da costela. Ah, criaturas diabólicas!
























Muito honestamente, o meu comentário não pode ser melhor que este vídeo do Lewis Black, em que ele fala do Velho testamento, eu sei que são 11 minutos, mas merece a pena
Sinceramente, aprendi a quando entro aqui fingir que não sei ler e só comentar as fotos:
Eu disse aqui algures que curto maminhas pequenas, mas não vamos exagerar…
Rui
marco, o velho testamento versa sobre muitas coisas estranhas. e o novo também. mas o velho é pior. e são metáforas, nada mais do que isso.
ah, e quando à parte da costela, só te tenho a dizer isto: “costela senegalesa” e tu depois tiras as tuas ilações
Como eu gosto de costelas, costeletas e afins!
Este artigo é, ou a coisa mais profunda, ou a mais imbecil que já li. Mas, mas, mas, sabemos perfeitamente que até mesmo em Filosofia às vezes é difícil compreender a diferença.
Agora, permita-me que lhe diga, caro Marco, as questões existências numa mulher são tramadas, mas, num homem são absolutamente quilhadas (a esta hora do dia não digo calão).
Como diria o padreco da minha paroquia: Ai, DINA, DINA! Fora desta hora do dia… deves dizer muitos!