→ 01/06/2010 @16:21

As batalhas de Carlos Latuff

O cartoonista brasileiro Carlos Latuff (nasceu no Rio de Janeiro a 30 de Novembro de 1968, ver página no DeviantArt) é uma figura polémica.

Alvo de contestação no próprio país devido às opções políticas nos seus cartoons, recebeu ameaças de morte numa página da Net associada ao Likud, partido de direita israelita.

Latuff

Era uma questão de tempo – na verdade, muito pouco tempo, como se pode ver pelo cartoon aqui reproduzido – até que as mortes resultantes dos confrontos entre comandos israelitas e activistas da «Frota da Liberdade» fizessem Latuff criar um novo trabalho e distribuí-lo livremente, sempre em nome da sua sobejamente reconhecida militância contra Israel.


Latuff, o cartoonista panfletário

Em Dezembro de 2006, escrevi um post onde apresentava o cartoonista aos visitantes deste blogue. O que se segue é uma reedição desse post original.

Talvez a opção mais «infame» de Latuff tenha sido a participação no concurso de cartoons sobre o Holocausto da Casa da Caricatura do Irão – a iniciativa iraniana surgiu como resposta à polémica dos cartoons de Maomé publicados na imprensa europeia em Setembro de 2005.

O brasileiro conquistou o segundo lugar com o retrato de um palestiniano diante do muro erguido por Israel com o uniforme de prisioneiro dos campos de concentração nazis.

Latuff sempre esteve associado a jornais panfletários de esquerda, mas foi uma viagem aos territórios ocupados da Cisjordânia em 1999 que o tornou simpatizante da causa Palestiniana.

Ter sido o único brasileiro a participar num concurso promovido pelo presidente do Irão (um anti-semita sinistro) não foi grande motivo de orgulho para muitos dos seus concidadãos (ler Vergonha Nacional: Carlos Latuff).

De Israel, as reacções ao trabalho do cartoonista não são amigáveis: acusam-no de fazer propaganda anti-semita recorrendo a estereótipos do estilo nazi.

A sua série mais famosa é composta por um conjunto de cartoons chamado We Are All Palestinians, no qual os povos oprimidos da História (os judeus no Gueto de Varsóvia, os negros na África do Sul, os negros e índios nos Estados Unidos) são comparados aos palestinianos. Noutra série, esta mais benigna – Forgiveness – são retratadas situações de reconciliação entre Judeus e Palestinianos.

Latuff – o apelido vem-lhe do avô, que era libanês – fala sobre todas estas questões numa entrevista dada a Marta Eduarda Mattar, da Revista do Terceiro Setor.

3 comentários

  • 1
    paulo
    com Internet Explorer 8.0 Internet Explorer 8.0 em Windows XP Windows XP
    1 de Junho de 2010 - 17:52 | Link permamente

    Acho que se deve lutar por aquilo em que acreditamos, mas existem barreiras morais que não devem ser ultrapassadas.

  • 2
    Sam
    com Firefox 3.6.3 Firefox 3.6.3 em Windows Vista Windows Vista
    2 de Junho de 2010 - 16:49 | Link permamente

    O blog perde a credibilidade ao censurar o cartunista, não pelo seu trabalho em seu potencial poder de denuncia face às ações moralmente reprovavéis, e sim por desacordos de linha ideologica, quiça religiosa.
    Para isso se utiliza de um texto produzido ha quatro anos e sem nenhum respaldo no Brasil.
    O citado texto é pobre a tal ponto que, igualmente ao proposto pelo Bitaites (este ultmo sendo quase sutil), não critica as ideias, mas sim se dispõe a despejar insultos vazios de conteudo.

    Agora eu entendo o subtitulo do Bitaites que diz se tratar de um site para médios intelectuais. Eu vejo onde se encaixa agora a palavra médio: mediocre.
    Eu acredito, e espero, que muitas pessoas deixarão de seguir a pagina nos feeds.

    So espero não sofrer a censura em minhas objeções.

    PS.: O teclado é francês, de antemão eu me desculpo pela falta de acentuação.

    • 3
      com Namoroka 3.6.5pre Namoroka 3.6.5pre em Windows 7 Windows 7
      2 de Junho de 2010 - 17:11 | Link permamente

      Sam, espero bem que você cancele o feed. Você e todos os seus amigos que não sabem ler. Que falta de pachorra.