Queres mesmo ter um cão?
Publicado por Marco Santos [15/Agosto/2006]. Categoria: Pessoal
Podemos brincar com ele, mas um cão não é um brinquedo. Quando se tornam velhos ou inúteis, os brinquedos podem ser deitados fora ou arrumados a um canto para serem esquecidos.
Um cão é um ser vivo com sensibilidade e inteligência. Uma das grandes razões que levam as pessoas a abandonar os animais tem a ver com o facto de nunca terem pensado nas consequências de os ter em casa.
Os meus filhos têm medo de cães. Não sei bem porquê – nunca foram mordidos ou assustados quando eram muito pequeninos, mas sempre que um se aproxima sinto-lhes os músculos quase paralisados com a descarga de adrenalina.
Eu, que adoro cães, tento tranquilizá-los, demonstrando-lhes que, salvo algumas excepções, são seres amigáveis. Já lhes mostrei livros sobre o assunto. Embora eles se esforçem por controlar o medo e tentem fazer uma festinha a um cão, não conseguem descontrair na presença de um animal.
Eu sei muito bem como resolver esse problema. Bastaria poupar uns trocos, dirigir-me a uma loja de animais, escolher um cachorro fofo e querido, e oferecê-lo como se fosse um presente de aniversário. Estou convencido que a convivência diária com o animal seria suficiente para aprenderem a comunicar com ele e, mais importante, a perceberem a forma como o cão comunica com os seres humanos.
Infelizmente para mim e para eles, não é uma decisão fácil. Não é só o problema das pulgas e carraças, mas todas as responsabilidades e compromissos que ter um cão implica.
A nossa casa é suficientemente espaçosa? Temos um quintal para ele poder correr em liberdade? Quais são os nossos horários de trabalho? Estaremos dispostos a trancar o animal horas a fio numa varanda ou numa marquise até nós chegarmos a casa? E quando formos de férias, onde é que vamos deixar o cão? Levamo-lo connosco? Estaremos dispostos a abdicar de um hotel que não aceita animais?
Até que ponto estaremos dispostos a reservar tempo e energia na educação de um cão? Precisamos de, pelo menos, quinze dias para o treinar a fazer as suas necessidades onde queremos – e não onde calha. Até que ponto temos consciência de que vamos ter de gastar dinheiro em consultas no veterinário e em vacinas? Por enquanto não posso oferecer um cão aos meus filhos, por mais que eu queira. A minha nova casa é mais espaçosa, embora não tenha quintal; mas não vejo como poderíamos organizar a nossa vida de forma a poder cuidar de um animal com o respeito e dedicação que merece.
Mais vale resistir à tentação agora, enquanto os planos de ter um cão estão apenas na nossa cabeça e ainda não se transformaram numa promessa feita aos miúdos. E se não tivermos vida para ter um cão? Abandonamo-lo como se faz a um brinquedo velho? Desculpem, filhotes. Por enquanto, não.

























pode (ou não!) estar a usar
Data: 5/Abril/2008 | Hora: 02:55
Caro Marco,
Queres muito um cão mas justificas dizendo:
Pulgas e Carraças?
Responsabilidades e Compromissos?
Estares disposto a abdicar de um hotel por não aceitar animais?
Perder tempo e energia para como dizes educar 1 cão em apenas 15 dias?
Gastar dinheiro em consultas e vacinas?
Equacionar a opção de o abandonar caso não tenhas vida para ele?
E dizes: por muito que eu queira ter um cão…
Caro Marco, permite-me a seguinte reflexão/questão:
Tens 2 filhos?
De certeza?
Um bem haja e tudo de bom.
pode (ou não!) estar a usar
Data: 10/Abril/2008 | Hora: 01:54
Pimpas, você não devia ter fugido do hospital psiquiátrico.