De bike até Cascais, ciclovia do Guincho, regresso. Costuma ser um passeio giro para se fazer, e faço-o sempre que posso, mas no dia em que tirei esta foto não parei no final da ciclovia, segui pela estrada que sobe em direcção à Malveira da Serra. Mais ou menos a meio caminho, fui obrigado a parar a bicicleta porque tinha deixado cair os pulmões. Encontrei-os ali perto, na berma da estrada.
Aproveitei então para tirar a inevitável fotografia ranhosa e observar a linda paisagem diante de mim. Para dizer a verdade, estava tão cansado que nem conseguia ver mais nada a não ser a porra das árvores e dos montes e, entre cada porra de árvore e cada porra de monte, maravilhosos sofás – muitos e muitos maravilhosos sofás. As energias que me restavam gastei-as a segurar no telemóvel: portanto este sou eu a fingir que estou na maior só para não passar por ciclista asfixiado. E viva a fotografia por telemóvel e em contraluz, que tudo mostra e nada revela.
Para que serve o raio do post? Bem, para dizer duas coisas: primeiro, pensar em fumar outra vez é como perder a minha identidade – não vejo maneira de isso acontecer. Segundo, a bela bike é o maior símbolo do que para mim é boa vida: independente, estimulante, ecológica, saudável e com uma bela esplanada no final da tarde.






























5 comentários
Um dia combina-se um raid pela zona de Mação, que me dizes? Tens um monte com 600 metros para subir em terra batida, ah! e lá respira-se oxigénio puro.
Bem me parecia que tinhas passado por nós um destes dias.
Um abraço
O mal do Guincho é que ao fim de semana todo o artolas se lembra de ir para lá passear de carro…
Experimenta fazer do Atrozela (CascaisShopping) à Azoia… Sempre por mato… e depois terminas com um belo almoço no Moinho…
Grande Marco…se algum dia vieres ao Porto, damos uma pedalada de Espinho até Gaia pelo calçadão:)
Não voltas a fumar, não. Cá estarei…