A vida não é assim tão simples

Publicado por Marco Santos [9/Agosto/2008]. Categoria: Pessoal

Relacionado (ou não): Tablóides ingleses, o chauvinismo do costume [7/Maio/2007]
Marcadores: ,

A mim faz impressão a alegria demonstrada por muitas pessoas a propósito do desfecho do assalto à dependência do BES: os reféns salvaram-se, mas um dos raptores morreu e o outro ficou ferido com gravidade. Também há quem louve o GOE (Grupo de Operações Especiais) por uma actuação tão eficaz e perfeita que lembrou os filmes de Hollywood, filmes em que os SWAT são apenas heróis e os ladrões apenas bandidos – como se Hollywood e a sua visão ultra-simplificada da realidade fossem um modelo a seguir.

Também me parece que os portugueses que comentam as notícias revelam ser grandes conhecedores em áreas sobre as quais nada conheciam há dois dias: agora todos se tornaram especialistas em tácticas policiais e psicologia criminal, revelando que em cada um de nós existe sempre um Moita Flores à espreita da oportunidade de se revelar: os defensores da actuação do GOE dizem que os polícias foram perfeitos, o segundo tiro do sniper foi de génio; a minoria que não gostou da intervenção policial garante que os raptores, mais tarde ou mais cedo, iriam entregar-se às autoridades. A sério? Uau. As coisas que nós sabemos e nunca suspeitámos.

Essas são questões que não me sinto qualificado para responder. Não sou capaz de dizer se a polícia agiu mal ou bem, eu não estava lá, não sei, ninguém sabe como decorreram as negociações, o que eles disseram e o que os negociadores responderam, ninguém de fora pode afirmar com certeza absoluta o que os raptores iriam fazer a seguir baseando-se apenas em imagens captadas de longe por um telemóvel.

A questão que me importa mais é a forma como vemos e reagimos a este tipo de história. Parece que se torna mais fácil ficarmos alegres por um desfecho sangrento, mas feliz, se nessa história estiverem estereótipos que possamos assimilar com facilidade. De um lado, dois criminosos raptores; no meio, encurralados, dois reféns inocentes; do outro, polícias no cumprimento do dever. Quem me dera ver as coisas de uma forma tão simples: estaria contente pela libertação dos reféns, orgulhoso pela actuação da polícia, indiferente à morte dos maus da fita – tal como num filme de Hollywood.

Na vida real, contudo, estamos sempre a falar de pessoas. O tipo que sobreviveu, por exemplo, tem 23 anos, chama-se Wellington Nazaré, é natural de Minas Gerais e estava em Portugal há vários meses a trabalhar na construção civil sem autorização de residência. Durante o assalto, Wellington entrou em contacto com o primo Rodrigo Nazaré pedindo-lhe para telefonar à mãe no Brasil e dizer-lhe que «estava a trabalhar muito e que se encontrava bem». Nesse telefonema, desesperado, confessou que preferia morrer a entregar-se: «Eu suicido, eu suicido». Sobre o outro que morreu, Nilson Sousa, pouco se sabe além do nome e do facto de ser também clandestino e morar perto de Wellington. (Fonte: Expresso)

Já sei que alguns vão acusar-me de estar a desculpar estes dois brasileiros. É óbvio que não estou. Tentaram roubar, fizeram ameaças, provocaram traumas, podiam de facto ter morto outras pessoas.

Bem sei que somos os únicos responsáveis pelas nossas escolhas e que há muitas pessoas com dificuldades na vida que não pensam em assaltar um banco e fazer reféns; mas não consigo condenar com tanta facilidade um ser humano partindo apenas da ideia de que o mundo está dividido entre crianças que querem ser astronautas e as outras que querem ser más quando forem crescidas.

  1. Fluvial100
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 2.0.0.16 em Windows Windows XP

    … não me sinto qualificado para responder

    A única “pancada” em que concordo. Todo o resto é prosa da madre Teresa. :(

  2. Daniel
    pode (ou não!) estar a usar Internet Explorer Internet Explorer 6.0 em Windows Windows XP

    É lamentável, mas é assim que os media apresentam a realidade, educando a população de forma activa para não pensar criticamente. Chegamos a casa depois de um dia de alienação e é confortável termos alguém que nos diz quem são os maus e quem são os bons. Porque adormece a angústia sabermos que, afinal, está tudo no seu devido lugar.
    Provavelmente arranjarão forma de ligar isto à “crise”, outro dos fantasmas preferidos dos media actualmente.

  3. Bruno Miguel
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Mozilla 1.9.0.1 em Linux Linux

    Adorei o último parágrafo.

  4. l1m0n3s
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Windows Windows Vista

    Marco, não teria dito de melhor forma.

    Excelente comentário.
    A minha esposa é da mesma opinião.

    Parabéns! Post digno de ser publicado num jornal de referência nacional!

    Cumps

  5. joaot
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 2.0.0.16 em Windows Windows XP

    bem dito..o sr. Marco acabou de expressar tudo aquilo que eu sentia ao ler muitos comentários por essa net. fora..simplesmente faltavam-me as palavras e essa brilhante eloquência para o fazer..

  6. pedrocs
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Windows Windows XP

    Marco, antes de mais, permite-me que critique os teus marcadores para este post. Marcá-lo como “portugal” e “brasil” é simplista e um pouco demagogo. Provavelmente foi apenas falta de tempo para pensar nas tags, mas parecem-me facciosas.

    Isto não foi um showdown entre portugueses e brasileiros.

    Eu sou dos que acredita que a polícia agiu bem: fez precisamente aquilo que devia ter feito; aquele é o papel da polícia naquela situação.

    Se se quer discutir alguma coisa, discuta-se a validade de existir polícia. Mas aceitando-se que existe… então a acção foi perfeitamente de acordo com a sua obrigação perante os cidadãos.

    Não acredito que se um dos reféns fosse teu familiar ou um amigo que quisesses outro desfecho.

    A atitude de honrar os criminosos e querer descobrir-lhes a humanidade também é muito hollywoodesca, desculpa lá.

    Quanto a pessoas quase sem dinheiro e que trabalham arduamente 12, 14, 16 horas por dia para viver em barracas sem água corrente, já conheci algumas e nunca nenhuma delas sequer sonharia puxar de uma arma e ameaçar outro ser humano de morte para obter uns euros extra.

    Não queres que exista uma linha, mas existe. Quando pegas numa arma de fogo, em que um tremelique no gatilho pode acabar com uma vida aleatória, passaste essa linha e, desculpa lá, mas ou largas a dita arma… ou mereces um tiro nos cornos.

    PS: Eina, granda comentário.

  7. mbarreto
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Linux Linux

    Já cá faltava. Desculpa, mas este país está a se tornar num destino de turismo criminal! Vêm para cá assassinar, roubar, criar bandos armados nos guetos, porque sabem que aqui se pode fazer tudo inpunemente. Temos um sistema judicial de merda que não está preparado para lidar com o “mundo moderno”. Não havia forma melhor de resolver esta situação e, se havia, ainda bem que não aconteceu, que sirva de exemplo.

  8. abismo
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Linux Linux

    Wellington e Nilson não tinham pais ricos, nem ganharam a lotaria, portanto foram ao BES.

  9. Marco Santos
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Linux Linux

    Bem, muita discussão!
    Em primeiro lugar, as minhas desculpas ao pedrocs, mas o raio do Akismet anda em delírios persecutórios e ultimamente tem classificado o pessoal de spammers. Volta e meia lá tenho de resgatar comentários da lista de spam.

    Marco, antes de mais, permite-me que critique os teus marcadores para este post. Marcá-lo como “portugal” e “brasil” é simplista e um pouco demagogo. Provavelmente foi apenas falta de tempo para pensar nas tags, mas parecem-me facciosas. Isto não foi um showdown entre portugueses e brasileiros.

    Bem, quanto aos marcadores és capaz de ter razão: Portugal, Criminalidade seria melhor. A ver se mudo. Foi falta de tempo, afinal continuo de férias.
    Demagogo… Não. Basta leres alguns comentários no Público para perceberes que o facto de os assaltantes serem brasileiros também tem contado na apreciação/avaliação do caso. Não podemos ignorar isso, tal como também não podemos ignorar as insinuações de brasileiros que dizem que a polícia só agiu assim porque os assaltantes eram brasileiros, não portugueses. Ouviste essa? Eu ouvi. O meu erro foi ter colocado essas tags sem me referir no post aos comentários xenófobos que o caso gerou, tanto em brasileiros como portugueses.
    Do ponto de vista de uma acção policial, esquecendo outras considerações, parece que sim, toda a gente diz que a acção foi excelente, quem sou eu para dizer o contrário? Não era objectivo do post julgar a acção policial ou pôr em causa a existência da polícia.

    Não acredito que se um dos reféns fosse teu familiar ou um amigo que quisesses outro desfecho.

    E se cá nevassse fazia-se cá ski. Esse argumento irrita-me um bocado, Pedro. Se os meus familiares fossem reféns, a diferença estaria no meu sofrimento em relação ao caso, que aumentaria de forma exponencial, mas não mudaria a minha forma de pensar como um todo.
    Que queres dizer com querer outro desfecho? Querer outro desfecho todos queríamos, acho eu, por isso dizeres que eu quereria outro desfecho caso fossem familiares meus os reféns chega a ser um bocado ofensivo. Queria outro desfecho, ponto final.
    Portanto não é desejar outro desfecho que está verdadeiramente em questão. Seria um bocadinho ingénuo pensar: «ai quem me dera que isto tivesse acabado de outra forma…» Ora que caralho, mas isso é óbvio.
    O que sempre esteve em questão no post foi a forma de encarar este desfecho que acabámos por ter. Lembra-te, o que eu disse foi que me fazia impressão tanta alegria à volta da forma como o caso acabou. Alegria pela libertação dos reféns? Claro que não. Alegria porque demos um tiro nos cornos aos tipos para servir de exemplo? Demasiado «bully» para a minha mentalidade. A polícia brasileira é muito mais violenta e isso resolveu o problema da criminalidade no Brasil? Não. Uma polícia tão violenta como os criminosos que combate coloca-se no mesmo plano moral que os bandidos. Isso gera mais violência, não a evita. A acção da polícia reflecte os problemas que temos na sociedade, não pode ter a responsabilidade de os resolver. Eu pelo menos não quero viver num país onde se encare a acção policial como uma solução de fundo e não como aquilo que deve ser, ou seja, uma solução circunstancial. Estamos fartos de saber que não resulta.
    Isto é muito diferente de dizer «coitadinhos dos criminosos, também são humanos, estes malandros dos polícias». Ao contrário do que diz o provocador-mor Fluvial100, estou muito longe de ser uma Madre Teresa de Calcutá e muito menos de oferecer a outra face a um gajo que me quiser dar uma bofetada.
    Off-topic: mesmo o «oferecer a outra face» tem a sua própria sabedoria: um lobo oferece a garganta ao vencedor de uma luta para o inibir de matar. Ghandi enfrentou pacificamente os polícias e militares ingleses, o que também pode ser visto como uma forma de oferecer a outra face.

    A atitude de honrar os criminosos e querer descobrir-lhes a humanidade também é muito hollywoodesca, desculpa lá.

    Pedro, porra. Honrar os criminosos? Onde é que eu disse isso? Humanizar seres humanos? Não te parece que, se existe um contra-senso, ele não parte de mim?

    Não queres que exista uma linha, mas existe. Quando pegas numa arma de fogo, em que um tremelique no gatilho pode acabar com uma vida aleatória, passaste essa linha e, desculpa lá, mas ou largas a dita arma… ou mereces um tiro nos cornos.

    Merece? Talvez. Eu sinceramente não consigo chegar tão longe, nem vou por aí. É demasiado para mim.
    Isto é um drama humano, não é um filme de polícias e ladrões. Não existe drama humano completo com pessoas incompletas. Foi apenas isso que eu quis dizer. Aqueles dois eram os cabrões que apontaram as armas e ameaçaram inocentes, mas também eram tudo o resto que nós não conhecemos, nem queremos conhecer. Não precisamos: mereciam um tiro nos cornos, está o assunto arrumado. Não vês como esse tipo de julgamento sumário é perigoso, sobretudo quando é feito por um gajo habituado a pensar?

    PS: Eina, granda comentário.

    Porra… a quem o dizes ;) Isto deu-me sede. O melhor é pedires mais um copo, pá, desta vez pagas tu. :P

  10. Marco Santos
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Linux Linux

    Não havia forma melhor de resolver esta situação e, se havia, ainda bem que não aconteceu, que sirva de exemplo.

    Ainda bem que não aconteceu? Tens noção do que estás a dizer?

  11. JCBarros
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Windows Windows XP

    É GOE, Marco. Então escreves GOI e logo à frente o nome completo todo certinho? “Modo Férias” é no que dá.

    Quanto a este caso há aqui pano para mangas (nas mais variadas vertentes:moral, técnica, social, etc.) e concordo contigo – e tenho dito o mesmo em conversas – quando referes que nós enquanto cidadãos comuns não temos os conhecimentos técnicos suficientes para analisar a operação da polícia. Eu pelo menos não tenho. Acredito que as tácticas usadas e as opções tomadas são baseadas e suportadas por conhecimento científico. Existem padrões de comportamento, estudos estatísticos sobre casos similares, etc que permitem a quem negoceia (e que tem formação para tal) e a quem dirige as forças policiais ter uma orientação sobre as decisões a tomar.
    A opção ideal seria sempre aquela que levasse à resolução da situação sem vítimas (ideal seria que estas situações nem sequer acontecessem) mas quem de direito haverá de estudar as decisões tomadas em todo o processo e aferir sobre a sua correcção. Provavelmente o público nem terá conhecimento de algumas dessas conclusões até por forma garantir o sucesso em situações futuras.

    A transmissão televisiva, em directo, de todo o processo também veio aumentar ainda mais o volume das opiniões e “opiniões” ao levar os acontecimentos para dentro de casa de cada um.

    Relativamente à parte da xenofobia é lamentável. É lamentável ouvirem-se relatos de pessoas a serem ofendidas nestes dias apenas por serem brasileiros. Pessoas sem nada a ver com o caso, pessoas honestas e que trabalham. Concordo que é lamentável.
    Mas deixa-me dizer-te que, sem que seja desculpa e sendo ainda mais grave, a xenofobia existe mesmo ao nível do poder judicial. Ser estrangeiro conta para a justiça e quase sempre contra a pessoa. As averiguações sobre os factos são menos profundas, as defesas são menos aguerridas (e muitas vezes actuam contra os interesses de quem defendem) e os direitos são mais limitados. Para muitos outros Estados o caso “resolve-se” mais facilmente se o envolvido for estrangeiro.

    Mas isto já é pano para abrir uma fábrica de confecções.

    Continuação de boas férias.

  12. Fluvial100
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 2.0.0.16 em Windows Windows XP

    Este País, para alem dos bandidos, está cheio de missionários evangelistas. É surpreendente o carinho, meiguice, lambidelas e mordomias com que estes padrecos justificam a “boa” acção dos amigos do alheio e a “má” da Polícia. E mesmo num dia de nevão, gostava de ver com que chá os presentariam em suas casas, onde alguém honesto e que trabalha tivesse a morte apontada à cabeça. Provavelmente ainda lhes arranjariam alguma “fruta” para se sentirem mais à vontade e não fazerem alguma “besteira” precipitada.
    Os brandos costumes à beira mar plantados.

  13. pedrocs
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Windows Windows XP

    Basta leres alguns comentários no Público para perceberes que o facto de os assaltantes serem brasileiros também tem contado na apreciação/avaliação do caso.

    Sim, isso é lamentável, mas de esperar. Muitos portugueses vêem o Brasil como um país violento com um assassino em cada esquina e quando por acaso dois brasileiros cometem um crime violento cá, é óvio (tá na cara, né?), que o pensamento de muita gente vai ser “pronto, agora vêm para cá fazer o mesmo!”.

    Não é verdade. A menina que me vende bolos nos corredores da PT é muito simpática e nunca me apontou um revólver.

    e os meus familiares fossem reféns, a diferença estaria no meu sofrimento em relação ao caso, que aumentaria de forma exponencial, mas não mudaria a minha forma de pensar como um todo.

    Arrependi-me desse comentário pouco depois de o fazer, não é nada o meu estilo, mas não sei se acredito que não mudaria a tua forma de pensar. Emocionalmente, estas coisas são lixadas. Claro que não conheço a tua forma de pensar nem a tua história pessoal, mas as vezes que fui assaltado na rua, enquanto miúdo, tiveram um impacto bastante forte na minha forma de pensar. Talvez por ser muito novo, não sei…

    Eu pelo menos não quero viver num país onde se encare a acção policial como uma solução de fundo e não como aquilo que deve ser, ou seja, uma solução circunstancial.

    Mas circunstancial foi o que foi. E não ouves falar de 50 casos destes por ano. Acredito numa polícia bem treinada para resolver situações pontuais e uma sociedade bem estruturada para se certificar que são apenas isso: pontuais.

    Não existe drama humano completo com pessoas incompletas. Foi apenas isso que eu quis dizer. Aqueles dois eram os cabrões que apontaram as armas e ameaçaram inocentes, mas também eram tudo o resto que nós não conhecemos, nem queremos conhecer.

    Um era provavelmente um criminoso com alguma experiência que convenceu o outro a ajudá-lo num assalto. Ou se calhar não.

    Eram ambos adeptos de bridge e gostavam de bebericar gin tonics ao entardecer, observando o por do sol sobre o rio Tejo e discutindo Kant.

    Faz assim tanta diferença?

  14. MrCosmos
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 2.0.0.16 em Windows Windows XP

    Se bem entendi, O Marco começa por se “insurgir” com o facto de:

    A mim faz impressão a alegria demonstrada por muitas pessoas a propósito do desfecho do assalto à dependência do BES.

    Já somos dois. Posso não concordar contigo em querer puxar a baila a parte mais humana e da qual ninguém quer saber, pois são estes dois Brasileiros quem começam por mandar o lado humano pras urtigas. Concordo, ou melhor, confio na actuação do GOE, pelo que se conhece deste episódio.

    Agora também não lido bem com a sede mediática ou popular que vangloria aqueles tiros. Para os média, o desfecho de mais um assalto com reféns, mas sem sangue, tinha sido uma pasmaceira. Para o país de que dá podium a Correios da manhã, e tvi´s incendiarias aqueles tirinhos foram a cereja em cima do bolo.

  15. Pedro Silva
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Windows Windows XP

    Boas

    É realmente mau o sentimento de “alegria” pela morte de duas pessoas, seres humanos que reina em Portugal, mas sinceramente já começava a ficar farto de serem sempre os criminosos (seres humanos) a matar policias (seres humanos) e a sairem impunes apenas com um pequeno comentario a chamar-lhes nomes feios… Vingança? Não vou tão longe… mas quando eles fizeram reféns tiveram de considerar a hipótese de levar um balazio na pinha…
    Infelizmente esse foi o desfecho… Se se podesse ter salvo todos, era melhor… mas antes os criminosos que os policias ou os reféns…

    Em relação aos “Moita Flores” que por ai andam a opinar… é defecar em cima deles e seguir :)

  16. mm128
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Windows Windows XP

    A menina que me vende bolos nos corredores da PT é muito simpática e nunca me apontou um revólver.

    É verdade :wink:, assim como grande parte dos brasileiros que estão em Portugal são trabalhadores honestos que ficaram indignados com esta situação…

    Acho que a polícia fez o que tinha a fazer e não interessa a nacionalidade, religião, se eram boas pessoas ou não, levantaram uma arma e ameaçaram pessoas inocentes. A culpa é inteiramente deles, de certeza que tiveram oportunidade de sair do banco ilesos.
    Tenho pena que haja vitimas mas nestas situações não vale a pena arriscar a vida dos reféns, é preferível abater os criminosos.

  17. mbarreto
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Linux Linux

    Ainda bem que não aconteceu? Tens noção do que estás a dizer?

    Tenho. A alternativa agrada-me menos: Uma pancadinha nas costas, vejam lá se se comportam agora, depois a repetição porque até é fácil e ninguém os condena. Se os condenarem são xenófobos e tal. A propósito disso, quem está a falar em xenofobia engana-se. São dois criminosos a por em risco a vida de inocentes. Quando escrevi sobre isto nem sabia que eram brasileiros.

    Tu já tiveste uma arma carregada apontada à cara? Eu já tive!

  18. LnxSlck
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 2.0.0.16 em Linux Linux

    Concordo plenamente com o Fluvial100 e o mbarreto, aqui não se trata de serem brasileiros, chineses ou koalas, são dois criminosos que puseram em risco a vida de inocentes mais nada. Quanto ao desfecho, se o ideal para muita gente seria salvar toda a gente, quem sabe até depois, dar aconselhamento psicológico aos raptores, uma casa e até o rendimento de inserção mínimo, porque coitados não têm culpa da situação em que se encontram….

    Para mim teve o quase o desfecho que deveria ter, ainda se safou um, para mim era 1 tiro na cabeça de cada um e ainda cobrar ás famílias o preço das balas e de todos os custos que foram realizados com esta operação.

    Já estou a ver as Madres Teresas a insurgirem-se contra este comentário, mas se algo de bom trouxe o 25 de Abril foi podermos falar o que pensamos. Na China é assim, não andam com tretas, à mínima hipotese é um tiro na cabeça, acaba-se logo ali, se calhar é por isso que ao que se possa pensar a criminalidade é relativamente baixa tendo em conta o número de habitantes, e onde há polícias que andam na rua sem arma, quanto ao caso do Brasil, a falta de resolução para o problema das favelas, não passa pela “suavização” da acção da polícia mas sim pelo melhoramento de todo um conjunto de factores político-sociais.

    Gosto da ideia, quando alguém rouba, corta-se as mãos, e nisto tudo ninguém se lembra das vitimas, dos filhos, pais, amigos, que iriam perder alguém que amam, porque alguém acordou um dia e lembrou-se de assaltar um banco, já para não falar dos polícias que arriscam a sua vida neste tipo de situações.

  19. Miguel Guerreiro
    pode (ou não!) estar a usar Opera Opera 9.51 em Linux Linux

    Tiveram o que merceram e acabou-se a treta. A partir do momento em que ameaçam a vida de outro para mim perdem o direito a vida. E não, não tenho pena nenhuma, mas mesmo nenhuma, e é bom que sirva de exemplo.

    Essas tretas de com a violência não se vai a lado nenhum serve só para se meter nas histórinhas.

  20. Alexandre
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Windows Windows Vista

    Às vezes a vida pode ser bastante simples – não se pode tentar encaixar todos os comportamentos humanos e pensá-los e relativizá-los e pensá-los outra vez, principalmente quando esses comportamentos são baseados em decisões mal tomadas ou tomadas em segundos.

    O que é difícil é tomar decisões como os GOE tomaram (vamos disparar para matar nos próximos segundos). São decisões difíceis e tomadas com pouco tempo para pensar.

    Resumindo e tendo em conta que o espaço-tempo de tudo o que passou é único e deve ser considerado como tal (isolado de todos os raciocínios a posteriori), quem ameaça a vida de inocentes daquela forma merece ser neutralizado. Não penso que haja muito em que pensar, sinceramente.

    P.S. Em relação ao Brasil e à extrema violência de parte a parte, penso que o assunto será um pouco mais complexo do que isso.

  21. joaot
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 2.0.0.16 em Windows Windows XP

    é só “mauzões” por estas bandas..

  22. jorge leite
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Windows Windows Vista

    excelente post!
    queria deixar aqui uma provocação:
    será q o sR mInistro teria dado a ordem de Abater se os assaltantes fossem loiros de olhos azuis? :twisted:

  23. LnxSlck
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 2.0.0.16 em Linux Linux

    @ Jorge Leite

    Aí é que dava mesmo, que era para levá-los para casa :roll:

  24. zbrix
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Windows Windows Vista

    Na actuação da policia só há uma coisa que recrimino: ter deixado 2 pessoas a sofrer e em risco durante meia hora, quando podia ter acabado com aquilo mais cedo.
    Todos somos responsáveis pelos actos que praticamos. Assaltar à mão armada um banco, fazer reféns, usando-os como escudos humanos, estando rodeados de policias armados, não teria um desfecho diferente em outro lugar do mundo.
    Quanto ao post é o habitual do autor – escolhe sempre “a outra perspectiva”. Quando já estão todas as perspectivas escolhidas então, acha que ninguém razão. Só ele que opta, estrategicamente, pela ambiguidade.

  25. Daniel
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Windows Windows XP

    ó ele que opta, estrategicamente, pela ambiguidade.

    Seria de esperar que alguém com uma perspectiva tão estreita encare como ambígua uma visão mais ampla.

    e ainda cobrar ás famílias o preço das balas e de todos os custos que foram realizados com esta operação.

    Já estou a ver as Madres Teresas a insurgirem-se contra este comentário, mas se algo de bom trouxe o 25 de Abril foi podermos falar o que pensamos.

    Concordo absolutamente em relação ao direito de falar, só é pena que o direito de pensar não te tenha ajudado a sair da ditadura.

  26. Guronsan
    pode (ou não!) estar a usar Opera Opera 9.51 em Mac OS Mac OS X

    Tens muita razão neste post.

  27. Alexandre
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Windows Windows Vista

    Quanto ao post é o habitual do autor – escolhe sempre “a outra perspectiva”. Quando já estão todas as perspectivas escolhidas então, acha que ninguém razão. Só ele que opta, estrategicamente, pela ambiguidade.

    Concordo que foi o que aconteceu neste caso, mas não acho que seja habitual no Marco.

  28. Fluvial100
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 2.0.0.16 em Windows Windows XP

    Só ele que opta, estrategicamente, pela ambiguidade.

    O Marco é como “o homem que confundiu a mulher com um chapéu”… É sério no melhor sentido da palavra. O Mundo dele é o dos simples.

  29. Marco Santos
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Linux Linux

    Quanto ao post é o habitual do autor – escolhe sempre “a outra perspectiva”. Quando já estão todas as perspectivas escolhidas então, acha que ninguém razão. Só ele que opta, estrategicamente, pela ambiguidade.

    Boa! A blogosfera como um hipermercado de perspectivas. Nessa nunca tinha pensado. Onde é que será que eu fui buscar a perspectiva deste post? Ah, já sei, deve ter sido quando eu fui ao Pingo Doce, vi lá um pacote de perspectivas na prateleira e pensei para mim próprio: bem, agora com isto é que eu vou ter posts para o ano inteiro. Mas olha que se fores ao Continente eles vendem lá perspectivas com 10 por cento de desconto, é aquela cena do preço mínimo garantido.

  30. Marco Santos
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Linux Linux

    Há outra coisa que é engraçado: muita gente manda a boca «pois se fossem os teus familiares os reféns queria ver o que dizias…»
    E, no entanto, ninguém faz um pequeno esforço de imaginação para perceber que inverter o argumento também faz sentido: «pois se os assaltantes fossem teus familiares queria ver o que dizias…»

    O que dizia? Tiro nos cornos, pá! E quanto mais cedo, melhor!

    O que me faz impressão é que em nenhuma altura eu desculpabilizei os raptores. É incrível como as pessoas só lêem o que querem ler e não o que está escrito.
    Vocês ficaram lixados comigo porque acham que eu estou a falar apenas daquele episódio. Não estou! Eu parto daquele episódio para colocar algumas questões a nós! A NÓS! Não questiono a polícia, não questiono a acção policial, não questiono o papel que naquelas horas em concreto cada uma daquelas pessoas teve: de um lado, os raptores; do outros, os inocentes. O que eu questiono é o NOSSO papel, a nossa reacção de alegria porque os tipos levaram um tiro nos cornos e as consequências que uma mentalidade do tipo Rambo Justiceiro pode ter para nós e a forma como essa mentalidade nos pode tornar mais vulneráveis à argumentação da extrema-direita. Mas claro – como eu me preocupo com a nossa reacção porque acho que ela tem relevância, sou um anjinho ou uma Madre Teresa de Calcutá porque por mim mandava-lhes abraços e beijinhos. ERRADO. Não entrar em retóricas justiceiras NÃO É O MESMO que desculpabilizar o que eles fizeram ou transformar bandidos em vítimas e polícias em bandidos. Façam-me só um favorzinho: não me tomem por parvo ou ingénuo, está bem?

    E, já agora, desde quando ser uma Madre Teresa de Calcutá é sinónimo de banana, mole, ingénuo ou fraco? Vocês têm ideia do que aquela mulher fez pelos doentes e pelos abandonados da sociedade? Uma mulher que rejeitou a opulência hipócrita da Igreja e dos padrecos e viveu uma vida inteira sem pedir nada para si a não ser um tecto para se abrigar de forma a prosseguir o seu trabalho? Vocês têm ideia da coragem e da força e do altruísmo que é preciso para fazer o que ela fez? Um tiro nos cornos já serve de exemplo, uma vida altruísta é apenas uma piada…
    Fico muito convencido do equilíbrio e justeza das vossas posições, sim senhor.

    Para que conste: mantenho o que disse e não retiro uma vírgula (excepto o disparate de ter escrito GOI em vez de GOE. Obrigado ao JCBarros pela correcção).

  31. Fluvial100
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 2.0.0.16 em Windows Windows XP

    E o gajo reagiu. Fê-lo longo, comprido, cheio de tesão.

    É incrível como as pessoas só lêem o que querem ler e não o que está escrito

    Ora aqui está a vantagem de seres jornalista e eu leitor! Somos bons! É por isso que não gosto do Camões, nem do Saramago.

    mantenho o que disse e não retiro uma vírgula

    Ah, Homem de tomatada! Nem esperava outra coisa. Se o fizesses este “post” ficava coxo. Não achas que te conhecemos agora um pouco (muito) melhor?

    PS: MTC: não vou votar nela para Santa, podes crer.

  32. Marco_04
    pode (ou não!) estar a usar Internet Explorer Internet Explorer 7.0 em Windows Windows Vista

    Em relação a tudo isto acho que a principal coisa a lamentar é o sucessivo aumento de notícias deste tipo no país.

    Não gosto de ser pessimista mas a coisa vai de mau para pior.

    Neste caso concreto qualquer pessoa independentemente da sua nacionalidade, cor ou religião; que entre num banco armado, que faz reféns inocentes, sabe perfeitamente que está sujeito a ser abatido. De resto acho que o merece.

    pessoalmente acho que os dois assaltantes deviam era estar mal informados em relação ao nosso país, em que a Lei mais parece proteger os criminosos que os cidadãos:
    ( se eles ao invés de prolongar a situação de manterem reféns têm optado por depor as armas, logo quando foram cercados, muito provavelmente eram detidos para averiguações, saiam com termo de identidade e residência, e ainda iam jantar a casa nesse dia. )

    Relativamente á situação do país parecer rejubilar com o desfecho deste caso, acho que não se deve criticar tão cegamente a opinião do povo, acho esta atitude da nação se deve a um stress resultante do acumular deste tipo de situações um pouco por todo o país, e ficámos sempre com o amargo de que parece que nunca ninguém é punido:

    São caixa de multibanco assaltadas ( dia sim, dia não ), dependências bancárias assaltadas ( mais que uma por semana ), estabelecimentos comerciais assaltados ( alguns repetidamente ),carjacking , redes criminais com armas de calibre de guerra que até assustam a policia, grupos de etnias diferentes em guerra total num bairro urbano e muito muito mais…

    Caso pessoal: fui carregar o telemóvel a uma caixa de multibanco situada numa pacata freguesia do concelho de V.N. de Famalicão por volta da uma da manha já que a perto da minha casa estava fora de serviço, e de seguida rumei a casa descansado da vida. Para meu espanto no dia a seguir ao acordar ligo a TV e nas notícias logo pela manha, fico a saber que cerca de meia hora após eu ter lá passado, um grupo de homens armados e encapuçados e com uma retroescavadora roubada, arrancaram a caixa de multibanco do edifício e ainda deram uns disparos para os edifícios onde os vizinhos começavam a vir á janela ver o que se passava. Que raio de mundo é este…

    P.S. fica-se hoje a saber que na casa do individuo que morreu se encontrou 10.000 euros , que a PJ suspeita ser produto de assaltos a outras 2 dependências bancárias… acho que cai aqui por terra a ideia de que se tratam de duas pessoas que em situação de desespero se tornaram assaltantes de ocasião…

  33. jorge leite
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Windows Windows Vista

    é, é mesmo verdade…
    a policia vai vir dizer agora que os assaltantes eram canibais e q um deles até comia criancinhas como na Casa Pia. Casa Pia?
    já passou de moda…
    O q conta é uns tirinhos para animar a malta, fazer esquecer o desemprego, e dar a ilusão que as forças da lei e da (des)ordem se preocupam.
    Não tenham iusões, aqui não se discute se a policia tem o direito de atirar para matar em casos de sequestro, Tem Direito. O que se discute aqui é a salivação de uma grande parte dos portugueses ignorantes e o ódio xenófobo de outros tantos.
    Nunca a violência se combateu com violência, acredito q uma boa parte os salivadores vá todos os dias santos fazer a sua santa missinha e dar um beijinho no português do lado.
    Não defendo a violência a tolerância excessiva e os brandos costumes, mas o respeito pela alma humana e mesmo a dos cães mesmo quando ladram e mordem.
    como diz o Marco «pois se os assaltantes fossem teus familiares queria ver o que dizias…»
    na Vida é bom colocarmo-nos do outro lado, do lado do Outro, não para desculpar, para tolerar o intolerável mas para atingir a Compaixão por todos os seres sencientes, isto porque um dia quem sabe as voltas que a vida dá, estejamos do lado errado, e aí gostariamos um pouco mais de humanidade.

    Uma pergunta provocadora:
    que ódio (ou será o despeito dos mediocres?) move um anónimo fluvial contra o Marco?
    um autêntico cano de esgoto mental… :lol:

  34. Jamudei
    pode (ou não!) estar a usar Internet Explorer Internet Explorer 7.0 em Windows Windows XP

    Os moços não sabiam que aqui na terrinha são os bancos a assaltar e não o contrário.
    Um abraço do Velho

  35. mbarreto
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Linux Linux

    Nunca a violência se combateu com violência

    Talvez noutro planeta onde não existam humanos. Acho que andas distraído.

    acredito q uma boa parte os salivadores vá todos os dias santos fazer a sua santa missinha e dar um beijinho no português do lado.

    Nahh! Aqui falo por mim: a religião é uma forma de negócio hipocrita que só tem criado maiores dúvidas nos crentes e maiores certezas nos descrentes.

    Não defendo a violência a tolerância excessiva e os brandos costumes, mas o respeito pela alma humana e mesmo a dos cães mesmo quando ladram e mordem.

    Comparar a raça humana (aqui a prova que não sou racista/xenófobo, raça humana, uma só) com os cães é ofensivo para os canídeos.

    Uma pergunta provocadora:
    que ódio (ou será o despeito dos mediocres?) move um anónimo fluvial contra o Marco?
    um autêntico cano de esgoto mental…

    Um fan-boy do Batman?

  36. jorge leite
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Windows Windows Vista

    não sou misógino, nem ando distraído. compara apenas os “usa” com o Canadá quanto à segurança, cultura/acção da policia :D
    não se trata de ser bonzinho, mas sim inteligente na acção, tendo sempre em consideração as causas da acção e não as consequências destas.
    “se quiseres descobrir o criminoso, encontra o motivo”

    a parte não é o todo a não ser q sejas holográfico :wink:

    a raça humana não, uma subespécie dela, a q prega os bons costumes e não os pratica, a parte q julga os outros pelo que vê no seu próprio interior…enfim os desviriizados do costume …

  37. Marco Santos
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Linux Linux

    Não achas que te conhecemos agora um pouco (muito) melhor?

    Pois, se calhar. E eu também conheço alguns de vocês um pouco melhor. Estas coisas não têm sentido único, sabes?
    Quanto à Madre Teresa de Calcutá, ninguém falou em santas.

    Outra coisa, Fluvial: tu gostas de picar e depois recostares-te na cadeira a ver se o boi reage, só que isso às vezes tem consequências: tomaram-te por medíocre, o que eu não acho nada que sejas, tomaram-te por fanboy do Batman (LOL) e até por um gajo que me tem ódio, quando o que me tens é muito amor… Qualquer dia tomam-te por benfiquista. Já viste, pá, como a vida é injusta?

  38. Fluvial100
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 2.0.0.16 em Windows Windows XP

    @Marco
    E vindo dum gajo azedo! Eu costumo deitá-lo ao lixo, sem ofender o gajo.
    Consequências? Estou-me cagando. Já foi tempo!
    Não me ofendas dizendo que tenho cadeira. Tenho um banco de pinho e já é muito. E quanto ao “picar”, tens razão, mas segui os teus conselhos!
    Quanto ao Marco P. Santos, já sei quem és há muito tempo :wink:

  39. zbrix
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Windows Windows Vista

    Boa! A blogosfera como um hipermercado de perspectivas. Nessa nunca tinha pensado. Onde é que será que eu fui buscar a perspectiva deste post? Ah, já sei, deve ter sido quando eu fui ao Pingo Doce, vi lá um pacote de perspectivas na prateleira e pensei para mim próprio: bem, agora com isto é que eu vou ter posts para o ano inteiro. Mas olha que se fores ao Continente eles vendem lá perspectivas com 10 por cento de desconto, é aquela cena do preço mínimo garantido.

    Quando comentei não quis, de maneira nenhuma, criticar de uma forma bota-abaixista o Sr. Marco Santos.
    Visito de vez em quando o seu blog, porque como já disse, tem normalmente uma visão diferente das questões. Pensei que o meu comentário fosse tido como critica positiva. Se a sua reacção foi este comentário em jeito de ida às compras a assobiar para o lado, paciência. Acho que vai acabar por ter como frequentadores do seu blog, os que por mais asneira que diga estarão sempre de acordo e os que por coisa mais acertada estarão sempre contra. Uma verdadeira batalha irracional. Quanto a mim, como não sou um nem outro, assunto encerrado. Cumprimentos.

  40. pedrocs
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Windows Windows XP

    Bah, ia dizer mais qualquer coisa, mas já não vale a pena, perdeu-se o sentido na semântica, ou algo assim.

    Vá, alguém invoque a Alemanha Nazi para cumprirmos a lei de Godwin.

  41. Marco Lopes
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Linux Linux

    É incrível como as pessoas só lêem o que querem ler e não o que está escrito.

    E pelos vistos isso não se passa só no próprio texto mas também nos comentários. Temos por exemplo o mbarreto a dizer:

    (…)Desculpa, mas este país está a se tornar num destino de turismo criminal! Vêm para cá assassinar, roubar, criar bandos armados nos guetos(…)

    E depois há quem diga leia o que quer e finja não ver o resto:

    Concordo plenamente com o Fluvial100 e o mbarreto, aqui não se trata de serem brasileiros, chineses ou koalas(…)

    Parecendo esquecer que o 1º comentário do mbarreto basicamente diz que os crimes são cometidos por estrangeiros que vêm cá fazer “turismo criminal“, e que esses estrangeiros “vêm para cá assassinar, roubar, criar bandos armados nos guetos“. Aparentemente os crimes podem ser cometidos por brasileiros, chineses ou koalas, mas portugueses é que não.

    Engraçado é também constatar que aqueles que mais implícito (outras vezes mais explícito mesmo) deixam nos seus comentários que os estrangeiros é que são os culpados da criminalidade em Portugal são os mesmos que mais insistem que não são xenófobos. Fenómeno interessante esse.

  42. a. almeida
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 2.0.0.16 em Windows Windows XP

    Penso que percebi as diferentes perspectivas, do post e dos comentários, e arrisco-me a concluir que todos têm razão.
    A morte, em qualquer perspectiva, não pode agradar a alguém, mesmo no contexto em que esta ocorreu.O problema é que à custa de tanta violência e insegurança, de notícias diárias de tantos roubos, agressões, raptos e assassinatos a sangue-frio, por “dá cá esta palha”, estamos todos a ficar insensíveis, pelo que em casos como este, até ficámos com uma doce/amarga satisfação, como aquela no final dos filmes entre os bons e os vilões,. Ficámos até lixados por não se ter acabado logo com o “man dos óculos escuros” que assim ainda foi ocupar o hospital e obrigar a dispendiosos cuidado médicos. Teria sido preferível “acabar com a peçonha”, concluirão muitos.
    Perante esta dualidade de sensações, nem sei se fui dos que ficou satisfeito com o desfecho ou se com um “nó no estômago”. Mas, sem hipocrisia, se calhar fiquei mais pró satisfeito.
    É verdade que o “tipo que sobreviveu, por exemplo, tem 23 anos, chama-se Wellington Nazaré, é natural de Minas Gerais e estava em Portugal há vários meses a trabalhar na construção civil sem autorização de residência”.
    Também é verdade que certamente os tipos que há dias assassinaram a sangue-frio um taxista do norte, com um tiro pelas costas até eram uns tipos porreiros, que em miúdos brincaram com cavalinhos de baloiço e carrinhos, fizeram a catequese e frequentaram a primária, tinham mãe, pai e avós, namorada e amigos e até viviam nalgum bairro problemático e trabalhavam nas horas vagas a trolha e jogavam a “sueca” no café da esquina da sua pacata aldeia. Se calhar.
    A verdade é que por trás de cada criminoso e assassino, há sempre um rosto humano e uma vida real por trás.
    O problema é que quando estes cidadãos de origem “pacata” pretendem resolver a vida e os seus problemas à custa dos outros, principalmente ameaçando a vida e a integridade de inocentes, não podem esperar ser tratados como coitadinhos e vitimas desta “merda de sociedade”. Tudo tem um preço e o destes dois “irmãos”, foi o que foi. Se calhar, tomaram a opção que tomaram, por se sentirem escudados num clima de impunidade que vai pautando a nossa sociedade e justiça, em que parece ser compensador ser-se criminoso. Estes, mesmo que apanhados em delito e em flagrante, são logo depois postos em liberdade. Por paradoxo, os polícias quando agem no exercício da sua autoridade, são logo inquiridos, suspensos e descredibilizados, até que se prove que não disparou por disparar.
    Perante tudo isto, sou quase obrigado a sentir indiferença pelo desfecho dos assaltantes do BES. Sinto, isso sim, solidariedade pelo drama e angústia dos reféns e dos seus familiares.
    Concluindo, se durante a tranquilidade da noite e no interior do meu lar, descobrir que estou a ser assaltado, com todo o perigo para a minha família, se tiver a arma à mão e oportunidade para isso, não vou querer saber se os tipos se chamam Manuel, Gerson ou Alexandrosky Putev, nem quero saber a sua idade, preferência clubística, ou se nas horas vagas trabalham a trolha ou a picheleiro.
    Isto pode parecer politicamente incorrecto, aziento até, mas estas coisas fazem-nos ser e agir de forma racionalmente irracionável.
    Eu até nem queria comentar, mas, pronto, já está. Admito que é bem mais fácil comentar as gajas boas com´ó milho.

  43. jorge leite
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Windows Windows Vista

    Um post inteligente sem dúvida o de “A. Almeida”, pois de uma forma serena e cordata expõe um ponto de vista no meu entender perigoso .
    O meu ponto de vista é um outro.
    Não se está a defender os agressores, a agressão. Defende-se sim uma atitude diferente perante a agressão.
    Não, não sou pacifista, defensor dos coitadinhos dos marginais que se roubam e matam é porque foram marginalizados.
    Vejo sim que a sociedade de “merda” em que vivemos foi (é) criada com o nosso consentimento diário, com a nossa acção diária, com as nossas cedências diárias. Aqui digo nosso.
    Somos os co-criadores do mundo em que vivemos, e um dos problemas é mesmo a indiferença com que olhamos .
    Por muito que custe a alguns, vejo demasiado espalhada na sociedade a atitude do “olho por olho, dente por dente”, e esta a atitude não é a atitude ensinada aos domingos…
    Não vamos simplificar a vida e entrar em maniqueísmos serôdios. Do género quem não saliva com a destruição dos algozes, não tem compaixão pelas vítimas.
    Não se trata aqui de autodefesa, trata-se da defesa da propriedade do BES (lol).
    Não se defendeu aqui a critica aos policias que estavam a cumprir a sua função.
    Pretendo dar aqui um outro olhar, um olhar que não venha do lado reptiliano do cérebro humano.
    Eu importo-me com o “Manuel, Gerson ou Alexandrosky Putev” mesmo que um dia por imperativo da vida tenha de lhes dar um tiro entre os olhos. Mas penso (quase que posso jurar) que não será a defender a propriedade de um Salgado qualquer…
    Como nota final, fiquei feliz (sim esta é a palavra) de não ter sentido regojizo com a acção das forças policiais. Por não ter reagido automaticamente com o cerebelo, e fiquei feliz em ver que mais gente existe que pensa como eu.

  44. Alexandre
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Windows Windows Vista

    mas não consigo condenar com tanta facilidade um ser humano partindo apenas da ideia de que o mundo está dividido entre crianças que querem ser astronautas e as outras que querem ser más quando forem crescidas.

    Mas alguém que frequente este blog pensa assim? 8O

  45. mbarreto
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Linux Linux

    Parecendo esquecer que o 1º comentário do mbarreto basicamente diz que os crimes são cometidos por estrangeiros que vêm cá fazer “turismo criminal“, e que esses estrangeiros “vêm para cá assassinar, roubar, criar bandos armados nos guetos“. Aparentemente os crimes podem ser cometidos por brasileiros, chineses ou koalas, mas portugueses é que não.

    Entendeste mal. Os portugueses cometem crimes mas são condenados e castigados. Os turistas não sofrem nada porque se os acusarmos somos “xenófobos”. Parece que já esqueceste dos bifes que assassinaram a miúda no Algarve e agora até querem uma idemnização do estado. Se achas que isto é ser xenófobo, então sou!

  46. Marco Lopes
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Mac OS Mac OS X

    Então se calhar és mesmo, porque os ditos bifes até agora só está provado que assassinaram a miúda na cabeça de alguns comentadores de bancada. Por outro lado, existem Joanas, Daniéis, assassinos de Stª. Comba Dão, e last but not the least um caso relativamente recente de uma tentativa de assalto a um banco, em Setúbal, com direito a reféns e tudo não causou esta vontade toda de linchamento. Mas tendo em conta que este não fazia turismo criminal nem veio para cá assassinar, roubar, criar bandos armados nos guetos, tem desculpa, percebo perfeitamente. Viva o crime, desde que seja executado por quem não vem de fora!

  47. André
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0 em Windows Windows XP

    @ Alexandre: Sim, eu pelo menos penso assim… passamos a vida a defender certos valores e a ficar chocados com as atrocidades que se passam fora do nosso país, contudo quando as coisas se aproximam da nossa casinha, do nosso lar…

    Tenho pena que a discussão sobre um assunto, que até é relevante, se tenha perdido numa troca de palavras que no mínimo… é acessória. Dispersou-se um bocado, acho eu.

    Do mesmo modo que causa muito mais impacto no nosso ser colectivo um terramoto em Portugal com, vá lá, 50 vítimas, do que um terramoto algures na remota Mongólia, tão distante que até temos que pensar um pouco onde fica, mas com alguns milhares de vítimas. A distância importa. E a proximidade lança poeira para os olhos, por vezes.

    É verdade o que já foi aqui dito: a culpa é da Sociedade. Mas isso é algo que é exterior a nós. Não controlamos, ninguém controla, mas é um produto de todos nós. Portanto isto não apazigua nenhuma consciência menos tranquila. Lamento. Receio que não hajam respostas fáceis.

    Naturalmente as emoções, e arrisco dizer, o nosso lado mais animalesco, mais volátil e menos ponderado, seja para que conclusão for, nos impelem a fazer juízos precipitados, pouco razoáveis e insensatos, muitas vezes.

    Em relação ao assalto em questão, julgo que muitas impressões resultam da massificação do crime, ou da mediatização da criminalidade. Isto não deveria afectar o nosso discernimento… caso contrário incorremos em erros graves de julgamento. Há que relativizar também, porque não é um caso particular que nos vai elucidar sobre um fenómeno preocupante e que coloca vidas em risco.

    Não vou comentar a actuação das forças de segurança, nem acho que a humanização ou diabolização dos assaltantes venha contribuir para a discussão. Claro que isso pode ser interessante para quem gosta de novelas… mas, falo por mim, não vejo qual a piada de uma novela destas.

    O que o Marco pareceu-me querer dizer, ou até criticar, será a separação que se faz entre “pessoas boas” e “pessoas más” e que a morte das “más” para salvar as “boas” é motivo de satisfação.

    Ora acho que uma morte é sempre lamentável. É algo intrinsecamente errado. Quem não concorda, peço que viaje até ao século XXI, onde quer que esteja. Há pessoas que merecem morrer? Não, se bem que muitas vezes é o que apetece que lhes aconteça. Mas então a polícia agiu mal? Como disse, não vou comentar uma acção que certamente partiu de uma decisão técnica. Mas então é errado matar um criminoso? Ui, tou a tocar numa ferida. É que esta questão é mesmo complicada. É errado matar não é? E entre matar um criminoso ou deixar que matem um inocente? Desculpem se estou a fazer perguntas demasiado difíceis. Claro que também é errado matar um inocente. Mas há diferença entre matar um ou deixar matar outro? Há.

    A diferença é a liberdade. Independentemente do que possa ter impelido os assaltantes a tomar a dependência do BES, eles foram livres na sua decisão de o fazer. Podiam sempre ter optado por não o fazer. Os reféns não tinham culpa desta decisão. E liberdade também é responsabilidade. Neste aspecto os sequestradores agiram e sofreram as consequências.

    A Sociedade procura num certo grau defender os seus cidadãos cumpridores dos que não são cumpridores, o que se traduz em diversos sistemas de controlo… legais, judiciais, económicos, culturais, etc. Isto é mesmo complexo. E os assaltantes cometeram um grave delito, que foi ameaçar a vida de outras pessoas (para além de estarem a roubar bens alheios…). Mas estes indivíduos, como todos nós, são produtos e co-autores desta Sociedade. E a Sociedade produz os homens que precisa. Isto quer dizer que nós temos a Sociedade que merecemos. É feio de se dizer, eu sei. Isto para afirmar que os assaltos a bancos, com ou sem reféns, vão continuar porque a Sociedade permite que isto aconteça. Hoje foram aqueles dois, amanhã serão outros, brasileiros, portugueses, ou não.

    Ficar feliz com a sua [do assaltante] morte? Melhor, ficar feliz com a morte de alguém? Qual é a diferença das duas questões? Na primeira está-se a implicar um julgamento moral, na segunda não. Pois ah, andam a julgar. Não, também não estou a dizer Não julgues para não seres julgado, mas duvido que qualquer julgamento, por mais bem sustentado em bons argumentos, torne qualquer morte numa morte festejável. É redutor e arcaico. Afinal, também temos alguma responsabilidade no que se passou, nós Sociedade. Eu não festejo as desgraças que a nossa Sociedade produz. Fico muito triste até. Mas a vida continua, não é? Pois…

    No final disto tudo, apenas fico contente pelos reféns terem ficado bem. Mas isto não significa que esteja contente com a morte de um dos assaltantes. É diferente.

    Cumprimentos

  48. Pedro
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 2.0.0.16 em Mac OS Mac OS X

    Ou seja, quando não tinha uma nova perspectiva, criticou todas as existentes.

    Claro. Nem se trata de um problema de semântica entre “perspectiva” e “ângulo de abordagem”, como disse o Marco, trata-se antes, de ser a única coisa a fazer.
    Aquilo que o Marco tentou dizer foi que vivemos numa sociedade injusta onde nem as nossas tentativas para a tornar justa são bem sucedidas ou até legítimas. E aí, creio, é um novo pensamento. E se é uma crítica a todas as abordagens, das televisões (que vergonha!), dos jornais (que tendenciosas!) e dos outros meios de comunicação, tanto melhor, porque todos nós sabemos que não é neles que reside toda a verdade. Nós temos de filtrar todas aquelas verdades e falsidades e formular as nossas. E foi isso que o Marco fez. Pode ter sido ambíguo, mas qual é o problema?. Como é que se pode não ser quando falamos de violência? Alguém um dia disse: “Mais criminoso que assaltar um banco é fundar um banco”.
    Nunca a frase foi tão acertada como agora.
    Enquanto não assumirmos que a nossa sociedade é injusta, baseada no medo, na lei do mais forte, nunca poderemos ter uma conversa justa para connosco próprios.

  49. joaot
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 2.0.0.16 em Windows Windows XP

    “zébrix”, és primo do asterix??

  50. Daniel
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Windows Windows XP

    Eu é que desci na minha própria consideração, por ter cometido o erro de lhe dar conversa.

    Eu ri-me. Mas é verdade.

    Ainda não peguei no texto de Amoz Oz. Provavelmente é por isso que ainda só consigo ver nesta discussão um mero exercício de retórica. Se por um lado tem sido compensador ler os contributos intelectualmente honestos, por outro é bastante divertido observar como vão embater na parede da obstinação acéfala, ih ih.
    Tenho quase a certeza que as pessoas que aqui se expressaram sob a forma de ataques pessoais (é sempre uma escapatória quando os nossos argumentos são patetas) seriam as mesmas que, a terem a mesma discussão no mesmo espaço físico, estariam a usar outros argumentos igualmente válidos como “Vê lá se queres levar um sopapo na tromba!”.

  51. MovieAddictions
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Windows Windows XP

    Estava mesmo a ver que ninguém ia ‘contra argumentar’ com ” E se os familiares fossem os assaltantes?”.
    Existem motivos que não sabemos (suponho eu) e que de maneira nenhuma desculpam, mas certamente ”matar” não é a melhor opção (tivera de ser tendo em conta…) nem tão pouco castigo.

  52. Daniel
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Windows Windows XP

    Continuo a dizer que a forma como o público percepciona a violência e a criminalidade está intimamente ligada com a tendência dos media para se centrarem nos lucros, desprezando o seu próprio poder educativo e o valor da informação imparcial. Uma das formas mais imediatas de lucrar é aumentar as audiências. Como o medo tem o poder de prender as pessoas à televisão, distorcer, deturpar e descontextualizar é prática corrente deste “jornalismo”. Quanto mais assustado o público estiver, mais consome e menos propensão tem para percepcionar a realidade de forma racional. No fim têm a hipocrisia de dizer que o público tem o direito de saber.
    Quando me deparo com discursos que deturpam e descontextualizam e que depois usam de hipocrisia, fico logo a pensar se serão pseudo-jornalistas ou políticos impregnados de caciquismo.

  53. suzana elvas
    pode (ou não!) estar a usar Internet Explorer Internet Explorer 7.0 em Windows Windows XP

    Marco;

    Moro no Rio de Janeiro e sou leitora do “Público”. Deveria estar acostumada a ler as demonstrações de xenofobia, mas infelizmente – inocente que sou – não consigo.

    Meus avós (com seus respectivos irmãos, perfazendo 18 pessoas no total) chegaram aqui na década de 20 sem um tostão. Todos os homens (13 ao todo) analfabetos. Aqui fincaram raízes, casaram-se, estabeleceram-se, prosperaram o suficiente para deixar aos descendentes alguma herança.

    Minhas filhas estudam com coleguinhas vindos de Angola, Portugal, Itália e Marrocos. Levanto os olhos no trabalho e me deparo com um colega vindo de Lisboa. Os portugueses falam em mandar sair os estrangeiros. Devemos nós do Brasil mandar de volta os imigrantes? A culpa da violência é deles? Então o Rio de Janeiro será o paraíso?

    Acredito ser essa uma conversa tão reles, tão simplista, que me cansa dissecar o assunto. Só tenho pena de quem se refere a nós, com desprezo, como “brazucas” – como lamento quem abra a boca para menosprezar um “portuga” que, na maior parte das vezes, chegou ao Brasil há 60 anos com apenas uma mala de papelão e, mesmo analfabeto, amou essa terra e por aqui ficou.
    Abs

  54. jorge leite
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Windows Windows Vista

    Marco este teu post abriu a caixa de Pandora :wink:
    Existem ainda seres humanos não manipulados e não intoxicados por uma certa forma de pensar (ou melhor não pensar)…

  55. gatopreto
    pode (ou não!) estar a usar Flock Flock 1.2.4 em Mac OS Mac OS X

    Basta simplificar:
    Um cozinheiro vai trabalhar e sabe que pode cortar o dedo.
    O pedreiro sabe que pode cair do andaime.
    O corredor de Formula 1 sabe que pode ter um acidente.
    E um assaltante de bancos sabe que pode levar um tiro.
    Simples.
    Já agora gostava de saber a opinião dos reféns sobre o assunto, por causa daquele ditado antigo:
    “Pimenta nos olhos dos outros é refresco”
    Gato preto

  56. LnxSlck
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 2.0.0.16 em Linux Linux

    Acho que a maioria das pessoas aqui já falou que a questão não é serem brasileiros ou de outra nacionalidade, mas sim terem infringido a lei e terem colocado a vida de inocentes em risco.
    Quanto à questão de terem gostado do desfecho, tenha a ver com o facto de todos os dias se ver e ouvir assaltos, roubos, corrupção, e no final toda a gente sai impune. Aqui não, fez-se justiça da maneira mais crua e directa possível.
    Também é com algum desagrado que se vê aqui pessoas a tentar desresponsabilizar os assaltantes e a por a culpa na sociedade, que a sociedade somos nós e não sei quê… Mas que culpa é que eu tenho que eles tenham feito o que fizeram?
    É por causa destas pessoas que este país está a caminhar a passos largos para uma situação de violência como no Brasil, costumes brandos e demasiada violência é no que dá.

    E agora a cereja em cima do bolo:

    “Familiares de Wellington Nazaré querem processar a polícia. MAI exclui inquérito

    Os familiares do assaltante ferido ponderam avançar com um processo contra a polícia, cuja actuação contestam. O Ministério da Administração Interna diz que não houve ilícito disciplinar, perante um caso de sequestro, e exclui a abertura de um inquérito….”

    Claro, era só o que faltava…

    Fonte da notícia

  57. André
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0 em Windows Windows XP

    @ LnxSlck:

    Por ser um fenómeno recorrente e não um acontecimento isolado é que devíamos olhar para este problema de uma forma mais abrangente e não tentando tirar todo e qualquer tipo de ilações a partir deste assalto em particular. Por isso é que fiz referência à sociedade, num comentário anterior. Evidentemente nem você, nem eu, nem qualquer um dos que visitam este blogue (em princípio), tem culpa individual do que se passou. Mas o mesmo não se passa connosco enquanto sociedade. Nós todos temos responsabilidade. Repito, é uma responsabilidade colectiva e não individual, mas compreendo que esta dualidade de conceitos seja difícil de assimilar. Posso tentar explicar com a analogia de uma equipa de futebol. Quando a equipa A perde contra a equipa B num jogo de futebol, a equipa A falhou, como equipa, como um todo, e não o jogador 1 ou 2 ou 3 em particular, pois todos dentro da equipa participaram na construção do jogo. Se não compreende esta questão do indivíduo/sociedade, sugiro-lhe que estude a matéria. Leia Peter Berger, Durkheim, entre outros. Depois até poderá vir a agradecer-me.

    Uma coisa é dizer que os assaltantes não tem culpa, outra coisa é não ficar satisfeito com o rejubilo que se gerou em torno da morte de um e ferimento de outro. É claro que são culpados. Tomaram livremente a decisão de assaltar um banco e colocar vidas em risco e quanto a isso não há dúvidas. Sofreram as consequências (e “sofreram” não tem qualquer conotação piedosa… esclareço já). Quanto à dignidade de festejar uma morte, seja ela qual for, já expus a minha posição e escuso-me contrapor quem não a rebate e diz mais do mesmo.

    Continuo a achar que não se está a relativizar a questão, dando demasiado atenção a pormenores acessórios, deste acontecimento particular, que em nada contribuem para a clareza do debate. Enquanto não nos afastarmos o suficiente do copo, não vamos poder bebe-lo.

    Se os assaltos aos bancos não fossem tão frequentes, o cenário mudaria de figura? Aí estaríamos a ser hipócritas, mudando as regras do jogo conforme nos convinha. A razão, a verdade e a moral não mudam como nós mudamos de camisa. É incontornável. O “para que sirva de lição” também não justifica nada. Mas atenção, não estou a dizer que a actuação da polícia devia ter sido diferente. Não é isso. O que quero dizer é que cada caso é um caso, na medida em que, por exemplo, uma violação não é mais, nem menos, grave se antes tiver havido violações ou não. A gravidade das acções não passa de um sujeito para outro desta forma. Seria como atribuir culpas agravadas ao criminoso seguinte por cometer um crime semelhante, o que na prática tornaria mais culpado um criminoso do que outro quando haviam praticado o mesmo crime… Portanto as posições em relação a este assalto e assaltantes que partem de sentimentos e/ou opiniões em relação a acontecimentos anteriores, como outros assaltos a bancos e criminalidade em geral, não tem razão de ser.

    Quando diz que se fez justiça, pergunto-lhe se não estará a confundir uma solução de último recurso para salvar um refém, com uma bancada de tribunal onde todos tem direito a ser ouvidos e defender-se? A própria polícia afirma que atirar a matar é o último recurso e antes disso procura por todos os meios disponíveis evitar mortes, incluindo a dos sequestradores, inclusive neste caso. Para isso é que havia negociadores. No dia em que a justiça for feita como você disse que foi feita no BES, da maneira mais crua e directa possível, já teremos o nosso próprio BOPE e, não duvide, umas quantas favelas. Aí não espere forças policiais com contenção de medidas e valores perante a possibilidade de alvejar, ou, mesmo num sentido lato, colocar em perigo inocentes. É falacioso comparar as realidades de Portugal e Brasil para este efeito, pois são muito distintas e com problemas sociais estruturais diferentes. Por isso não diga que o nosso país está a caminhar para uma situação de violência como no Brasil. Infelizmente não se pode é dizer o contrário: a violência no Brasil está a evoluir no sentido de se aproximar muito da situação portuguesa.

    Eu destacava para cereja em cima do bolo outra notícia: a de que nenhuma entidade do Estado ofereceu assistência psicológica aos reféns após o sequestro. É preocupante que isto aconteça e continue a acontecer nestes casos.

    Cumprimentos

  58. Daniel
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Windows Windows XP

    É por causa destas pessoas que este país está a caminhar a passos largos para uma situação de violência como no Brasil, costumes brandos e demasiada violência é no que dá.

    Já foi anteriormente abordado o factor extrema-direita.

    Queria concentrar-me noutro assunto que surgiu:

    nenhuma entidade do Estado ofereceu assistência psicológica aos reféns após o sequestro.

    É certo que o sistema judicial dá mais importância ao agressor do que à vítima. Como se a punição do agressor compensasse de alguma forma o sofrimento de quem sai principalmente prejudicado. Nos casos em que esse sofrimento é menos de ordem material, como na experiência traumática de ser refém, é muito mais importante o acompanhamento psicológico da vítima do que debater se o agressor irá ficar preso por 400 ou 500 meses.

  59. LnxSlck
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 2.0.0.16 em Linux Linux

    nenhuma entidade do Estado ofereceu assistência psicológica aos reféns após o sequestro.

    Não foi o que disse um representante do Estado ou das forças policiais nas notícias, se bem que eu acredito mais na médica que foi sequestrada que em todos os políticos. São situações que já deveriam estar resolvidas e preparadas, sempre que acontece uma situação destas.

  60. Daniel
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Windows Windows XP

    Comparem lá as fontes, por favor.

  61. André
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0 em Windows Windows XP

    Vi na televisão, mas aqui também é possível verificar.

    O apoio psicológico deve ser imediato. Pelo que me foi possível apreender, isso não aconteceu. Após os interrogatórios e investigações preliminares, quando as vítimas do sequestro puderam retomar as suas vidas, não se procedeu a apoio psicológico nenhum. Ora são os próprios especialistas a afirmar que tem de ser o mais imediato possível e é lamentável que passados dias depois do assalto é que alguém se disponibiliza para prestar tal apoio. O pior é que nem é o Estado que tomou essa iniciativa, ao qual compete proteger os seus cidadãos, do princípio ao fim, o que não se verificou pois esta importante parte do sequestro foi descurada. Pergunto-me onde estará o Serviço Nacional de Saúde? Não há uma entidade responsável por responder a estas situações? O INEM? Não sei, mas preocupa-me.

    Em relação a uma notícia contraditória, não tenho conhecimento de nada. Caso haja essa informação, já agora, agradecia que disponibilizassem essa fonte.

    Cumprimentos.

  62. Fluvial100
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Windows Windows XP

    Desapareceste do mapa. O teu troco são cêntimos do Euro (€). Como abri, fechei! E piquei :wink:
    Espero que não apareça leite azedo. Ok vou tentar aproveitá-lo para iogurte. Aparece, afinal entrar na tua casa (Blog) sem dono à porta, é como assaltar um banco sem gerentes! Boas festas e até mais… ver!

  63. Marco Santos
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Linux Linux

    Estou de férias, só isso…

  64. Frito
    pode (ou não!) estar a usar Internet Explorer Internet Explorer 6.0 em Windows Windows XP

    “Off-topic: mesmo o «oferecer a outra face» tem a sua própria sabedoria: um lobo oferece a garganta ao vencedor de uma luta para o inibir de matar. Ghandi enfrentou pacificamente os polícias e militares ingleses, o que também pode ser visto como uma forma de oferecer a outra face.”

    …quanto mais conheço os animais, melhor conheço os homens!

    Abraços!

  65. Certamente! blogosfera: De um dos melhores bloggers portugueses
    pode (ou não!) estar a usar WordPress WordPress abc

    [...] às autoridades. A sério? Uau. As coisas que nós sabemos e nunca suspeitámos” (em A vida não é assim tão simples, sobre o assalto ao BES, uma prosa bastante discutida, 70 comentários, o que é tanto mais [...]

  66. Dina
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Windows Windows XP

    Ena, ena!, as coisas por aqui roçaram a vulgaridade!
    Que falta de chá, meus senhores!
    Ocupo uma posição neutra relativamente à opinião do Marco e às demais. A meu ver, opinar sobre algo pressupõe que se esteja completamente à-vontade para o fazer o que implica necessariamente um conhecimento apurado quer dos factos, quer da teoria subjacente. O empirismo, nestas situações, não basta.

    Por outro lado, avaliar/julgar as atitudes de um ser humano sem conhecer o seu passado, as suas vivências, as suas frustrações, os vínculos familiares é completamente leviano, atreveria-me a dizer pouco inteligente.

    Já agora, também houve por aqui facadas, hum? …é disso que o povo gosta, não se esqueçam disso. :twisted:

    Continuação de boas férias, Ex.mo Sr Marco. Aplaudo de pé as suas ideias. Pelo que me é dado a observar, V/ Ex.ª [1], aborda estas questões com muita sensatez.

    [1] Respeitinho e tento nas teclas é bom e eu gosto. :mrgreen:

  67. jorge leite
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Windows Windows Vista

    fluvial 0
    “the last but not the least”
    in”http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/”
    “Compreende-se a satisfação pela libertação dos reféns. Mais. Nem ponho em causa a actuação da polícia – mais não seja por manifesta falta de dados e de competência para o fazer. Mas esta não foi a primeira vez que as forças policiais responderam a um sequestro. Das outras vezes nunca houve vítimas entre os reféns. A novidade foi a morte de um sequestrador e a histeria comunicacional que se seguiu, acicatada com a violência dos comentários nos principais fóruns, lestos a exigir a cabeça da turba num cesto. Desde as reportagens sobre o comandante dos atiradores especiais, elevado à categoria de herói da nação em período estival, até à decomposição dos seus métodos de treino diário, só falta mostrar o bilhete de identidade de cada um dos GOE.”

    brilhante…

    Post Script: Sou do Porto “CARA…” :lol:

  68. ki69
    pode (ou não!) estar a usar Internet Explorer Internet Explorer 7.0 em Windows Windows Vista

    A perda de uma vida humana é sempre de lamentar.

    Dito isto, gostaria de referir que a actuação da policia foi a melhor, pq foi a que teve menos danos colaterais, face á impossibilidade de a questão se resolve pacificamente com a entrega dos criminosos.

    Outros cenários possíveis.

    -Morte de dois assaltantes e libertação dos reféns. Aceitável
    -Morte dos dois Assaltantes e morte de um refém. Apenas aceitável depois de comprovado o perigo iminente para ambos os reféns.
    -Morte de todos com a intervenção da Policia – Não Aceitável.
    -Mortes dos assaltantes no fim de estes matarem um ou todos os reféns. Aceitável.
    -Morte dos reféns depois de acção policial seguida de rendição dos bandidos. Não aceitável.

    Face a estes cenários a Policia está de parabéns.

    Quanto a comentários a este post:

    -Fico farto de ler comentários de indivíduos de extrema-direita, racistas e xenófobos, acusados os estrangeiros de tudo o que é mau.

    -Fico farto de ler comentários de indivíduos de extrema esquerda, que escrevem ao sabor da “broca” que lhe está a bater no momento, defendendo tudo o que é minorias, dizendo que são alvos de marginalização, chegando a defender os direito á vidas dos piolhos, querendo boicotar o “Quitoso” e o Governo por permitir esses medicamentos assassinos.

    Por fim fico farto da vitimização constante que alguns dizem ser alvo (atenção que não confundo alguns peixes com todo o cardume), sejam eles dos Países de Leste, Pretos ou Negros (nunca sei o q devo dizer, os Nigger no USA é pejorativo aqui julgo que não, os Black no USA não é pejorativo enquanto que aqui acho que é), pelo que é melhor chamar pessoas de cor ( e assim integro tb os chineses, os Indo paquistaneses e os muçulmanos), por fim os Ciganos, esses sim o maior expoente da Vitimização.

    Depois temos alguns Brasileiros revoltados, quer no seu Pais que cá não tiveram sorte na vida, como acontece, com o Zé dos anzóis (esse caucasiano puro, não que tenha olhos azuis e seja louro), mas que parece querer cobrar ao Portuga a divida que D. Pedro lhe deixou com o grito do Ipiranga.

    A esses respondo que o Zé dos anzóis, assaltasse o BES e a sua atitude fosse a mesma dos sequestradores, a atitude da policia seria a mesma.

    Para mim que tenho amigos de vários países e raças posso dizer que existe de tudo brasileiros e pessoas de leste, etc… que davam a camisa se lha pedissem, mas também as maças podres no cesto da fruta que vivem de expediente e que como a vida não lhes sorri, a culpa deve ser de alguém, partindo para o insulto ou para atitudes como a do BES.

    Como quem anda á chuva molha-se, gostaria de formular aqui um axioma que é valido para todas as raças e nações.

    “Quem aponta uma arma a alguém, tem grandes probabilidades de vir a tomar o lugar da pessoa ameaçada, sem que depois tenha a possibilidade que antes tinha, ou seja de desistir da sua acção”

    Mais uma vez reforço os meus Parabéns à Policia Portuguesa.

    PS: Conto que a minha analogia com os peixes vá ser alvo de criticas, o que reforça o valor do que escrevi.

  69. jorge leite
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Windows Windows Vista

    nice and clean ki69

  70. pedrocs
    pode (ou não!) estar a usar Chrome Chrome 0.2.149.27 em Windows Windows XP

    Sei que já passou muito tempo, mas esta ficou-me atravessada e hoje deu-me para isto.

    Como ia fazer um post no macacos sobre o assunto, citando-te, achei que também ficava aqui bem como comentário, em contexto.

    E, já agora, desde quando ser uma Madre Teresa de Calcutá é sinónimo de banana, mole, ingénuo ou fraco? Vocês têm ideia do que aquela mulher fez pelos doentes e pelos abandonados da sociedade? Uma mulher que rejeitou a opulência hipócrita da Igreja e dos padrecos e viveu uma vida inteira sem pedir nada para si a não ser um tecto para se abrigar de forma a prosseguir o seu trabalho? Vocês têm ideia da coragem e da força e do altruísmo que é preciso para fazer o que ela fez?

    *ahem*
    A Madre Teresa era uma sádica que se alimentava de sofrimento humano. Durante a sua vida rejeitou de tal forma a tal opulência hipócrita de que falas que contribuiu com mais de 50 milhões de dólares para os cofres do Vaticano.

    No entanto, os pobres e oprimidos nunca tiveram condições melhores no seu hospício e sempre viveram em sofrimento e miséria. Com 50 milhões de dólares, ela poderia ter-lhes construído, por exemplo, um hospital. Mas não: viviam num casebre, em camas coladas umas às outras, casas de banho comunais e em isolamento do exterior.

    Estavam ali, depositados, para sofrer. Era ela própria que dizia que na cara de sofrimento dos pobres, via a cara de Cristo e assim aproximava-se mais dele.

    Usou milhares de pessoas que propositadamente manteve na pobreza e miséria para seu gozo pessoal. A Madre Teresa alimentou-se do sofrimento dos outros enquanto viajava pelo mundo recolhendo fundos para construir mais conventos e edifícios religiosos bem como, claro, para encher os cofres do Vaticano.

    Madre Teresa? Coragem, força e altruísmo? Oh please…

  71. pedrocs
    pode (ou não!) estar a usar Chrome Chrome 0.2.149.27 em Windows Windows XP

    PS: não, não estou a usar Safari, é o Chrome.

  72. Marco Santos
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 em Linux Linux

    Prova-me lá o que acabaste de dizer, vá.

  73. pedrocs
    pode (ou não!) estar a usar Chrome Chrome 0.2.149.27 em Windows Windows XP

    Que estou a usar Chrome? Mando-te um screenshot! :-)

    OK, quanto à MT, como imaginas, não é uma figura fácil de criticar e os poucos que o fizeram foram imediatamente postos de parte por serem ateus.

    Mas pelo menos um deles é mesmo de Calcutá.

    Confesso que não li os livros que escreveram, mas li artigos e críticas aos livros. Melhorei o meu post no Macacos com links que não vou por aqui para não violar mais os teus comentários.

    Podes ver os ditos no post: http://www.macacos.com/2008/09/04/madre-teresa-essa-lenda/

  74. André
    pode (ou não!) estar a usar Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0 em Windows Windows XP

    Só para lançar mais umas achas para a fogueira :twisted: :

    Notícia do Semanário Sol


:D :-) :( :o 8O :? 8) :lol: :x :P :oops: :cry: :evil: :twisted: :roll: :wink: :!: :?: :idea: :arrow: :| :mrgreen: