Nadine Jarvis é uma designer com um projecto peculiar: desafiar «as nossas arcaicas tradições» no que diz respeito «ao tratamento dos nossos mortos» e «oferecer propostas alternativas»
Desse projecto – Post Morten Research – nasceram propostas alternativas como a deste lápis feito inteiramente do carbono retirado dos despojos humanos. «A cinza de um único corpo» – esclarece Jarvis – «é suficiente para se fazer 240 lápis.»
Outro dos projectos chama-se Rest in Peaces: uma urna em cerâmica sustentada por uma corda que tem um tempo de vida entre um e três anos. Após esse período, a corda dá de si e todo o conteúdo da urna – ou seja, as cinzas do falecido – se espalham pelo chão. O designer dá como exemplo de utilização uma urna pendurada numa árvore.
«A minha motivação para este projecto» – escreve Jarvis – «é o meu interesse pela morte e pela decomposição dos materiais e de como a sua degradação pode ser usada como uma ajuda no período de luto».
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2 comentários
Porra, Jarvis, tu é um cara muito saudável! nenhum luto resiste a tres anos até que a corda rebente…e fazer 240 lápis das cinzas da tua mãe te faria um melhor ser humano? Os nazistas fizeram sabão de judeus, queres fazer lápis e etcs de gente morta?!
Não passa lá em casa, ok?
Agora imagina só, um distraído fumante pega um destes lápis, põe na boca e acende…daqui a pouco ele se manca e sai aos berros gritando:
“Fumei mamãe! fumei mamãe!…”