
Este take das 17.52 da Agência Lusa refere-se a dados divulgados hoje pelo Ministério da Educação, segundo os quais «mais de 86 por cento das escolas alcançaram média positiva na primeira fase dos exames nacionais do secundário».
O autor da peça segue com uma exposição exaustiva dos dados estatísticos e termina-a com uma misteriosa mensagem: FALTA SEXO.
Não é fácil. Imaginem o dilema do autor, provavelmente mal pago para a enormidade de trabalho que executa, exausto por tentar decifrar um relatório cinzento cheio de médias, exames, tabelas, classificações, valores, extrapolações, réguas, esquadros, impedido de plantar um só adjectivo nestes campos áridos repletos de números e substantivos; imaginem-no farto do som monótono dos dedos sobre as teclas dos computadores, do bocejo do ar condicionado, do som ininterrupto dos telefones a tocar; imaginem-no a pensar em levantar-se, saltar para cima da secretária, pontapear o monitor, agarrar os tomates com uma mão e cantar, em estilo rapper novo-rico, FALTA SEXO FALTA
Pronto, já não brinco mais. É preciso ser compreensivo. O artigo saiu muito bem. A vida de um jornalista da Agência Lusa não é fácil. Demasiados takes.






























3 comentários
Talvez por momentos o autor tivesse confundido a janela deste texto com a de uma outra aplicação informática daquelas dadas às virtualidades…
alguém se descaiu com a falta de sexo.
Creio que o mais provável é que o autor do relatório tivesse feito uma nota para não se esquecer de averiguar as médias por sexo, entenda-se género. Mas não deixa de ter um resultado interessante.