Fui a favor da entrada de Pepe na selecção portuguesa, tal como fui em relação a Deco. São dois jogadores de classe mundial. Se fossem portugueses de nascimento, teriam sido convocados e seriam titulares. É apenas isto que está em causa, o mérito destes jogadores. Ninguém defende ou receia que a selecção passe a jogar com 11 brasileiros. Ter medo disso é demonstrar falta de confiança na nossa qualidade.
Irrita-me os que dizem que esta não é a nossa selecção só porque estão lá aqueles dois. Em fóruns de discussão, uma minoria afirma não ter comemorado o primeiro golo contra a Turquia por ter sido marcado pelo Pepe. Que parvoíce. Até parece que estamos a falar de um jogador que nasceu na Mongólia e nada sabe de Portugal e da língua portuguesa.
Temos milhares de portugueses a viver e trabalhar no estrangeiro – é só vê-los a apoiar a selecção na Suíça – mas alguns de nós insistem em manifestar a intolerância que com certeza não aceitariam se fosse dirigida contra esses nossos emigrantes.
Estou farto de nacionalismos bacocos – o mesmo patriotismo de sofá e chinelo que leva alguns a oporem-se ao acordo ortográfico. A selecção não representa apenas o tuga, é um retrato da realidade actual e da História do nosso país: Petit é filho de emigrantes e nasceu em França, o Nani nasceu em Cabo-Verde, ex-colónia portuguesa. Também querem correr com estes? A presença de Deco e Pepe na selecção representa outra realidade: existem mais de 100 mil brasileiros a trabalhar em Portugal. Pretender afastar Deco e Pepe é uma forma de dizer que também gostariam de afastar esses cem mil. Não aprenderam nada com os cartazes xenófobos no Marquês de Pombal dos porcos neonazis do PNR? Tenham juízo. E viva o Humanismo.






























40 comentários
Que se acabe então com as selecções e passe-se a chamar de clubes de tal país.
Até na selecção japonesa há um brasileiro, isto assim perde o significado …
É como diz Joseph Blatter, por este andar se medidas não forem tomadas arriscamo-nos no futuro a ter um campeonato do mundo disputado só por brasileiros.
Trata-se do mesmo patriotismo que quer defender o acordo ortográfico.
A mim o que me choca não é a naturalização desses e eles jogarem pela nossa sele(c)ção. O que me choca é a não naturalização ou nem mesmo legalização dos milhares que trabalham pelo país todos os dias e não só em épocas de competições internacionais.
Nem mais Marco.
O Bosingwa nasceu no Congo, em Kinshasa, mas esse já não faz mal. Só estamos contra os brasileiros, certo? Espera aí, que vou ali buscar a meu bigode nazi para ficar bem na foto …
Pois eu afirmo e sublinho que pertenço a essa tal "minoria" que está contra estes jogadores que por não terem lugar na selecção dos países deles, vem para aqui se naturalizarem como se sentissem completamente portugueses, que nem o hino devem saber. Mas atenção, não façamos generalizações, afinal há quantos anos estão por ex, o petit e o pepe em Portugal?! Uma coisa é nascerem noutro país e crescerem em Portugal, outra é por cunhas se naturalizarem unicamente com um propósito. pepe, deco e bosingwa, o que tem em comum?
Pois volto a frisar que gostaria muito mais de ver o Meira a jogar do que pepe’s…
E aplaudo o Liedson por dizer não à naturalização que lhe propuseram, afirmando que selecção só a brasileira!
Não chamem a isto xenofobia, chamem antes a defesa do que é made in Portugal
Eu não tenho problemas com o facto de um atleta naturalizado poder competir pelo seu país. Reparem no detalhe: pelo SEU país. Porque, tanto quanto eu sei, o Deco e o Pepe SÃO portugueses. E são-no porque, conscientemente, optaram por ser. Da mesma forma que o Francis Obikwelu o quis ser e o Joaquim de Almeida se quis naturalizar americano.
(Ainda hoje, um comentador na televisão defendia o assunto Pepe com algo do género "Dizem que ele não é português? Ele nem sequer costuma passar o Natal no Brasil, é a família dele que vem cá!")
Com isto, não quero dizer que a frase de Blatter não mereça ser discutida. Creio não poder ignorar o facto de, como bem recorda o Sérgio, estes jogadores de futebol terem um processo de naturalização muito facilitado, quando comparado com um imigrante comum. No limite, pode haver, sim, um futuro "tráfico" de nacionalidades, em que nações mais ricas mas com poucas tradições desportivas aliciam atletas de outros países para se naturalizarem. Penso que pelo menos um dos países do petróleo (Emirates Árabes? Arábia Saudita?) já o está a fazer. E o inverso também pode ser verdade: jogadores que não têm entrada nas selecções dos seus países podem mercenarizar-se, naturalizando-se por quem pagar mais.
(Há um jogador nascido brasileiro na selecção japonesa? E não havia outro ontem na Turquia?)
Em relação à existência de um patriotismo bacoco que, como sugere o Marco, leva alguns opositores do Acordo a oporem-se também a naturalizados na selecção, não tenho nada a acrescentar – concordo completamente. Para esses patriotas, a oposição ao Acordo, aos naturalizados na selecção e à imigração são simples palavras de ordem para gritar – provavelmente, eles próprios não compreendem aquilo de que falam. Mas não caiamos na tentação de limitar por associação a questão Acordo a esta poeira. É redutor para a sua discussão (e eu ainda não perdi a esperança de comentar o texto aqui publicado há alguns dias).
Sinceramente, acho esta discussão inútil. Se eles se naturalizaram portugueses, têm todo o direito de serem chamados à selecção nacional. Ponto! Que raio interessa se eles nasceram no Brasil ou no cu do mundo?
Merda de xenofobia!
Xenofobia?
Pobre da gente que se deixa enganar por quem apenas o dinheiro interessa
Se eles são tão portugueses, para que é que andam com as bandeiras brasileiras atrás?
Mais uma vez, vejo a necessidade de chamar a atenção para que nem todos os que estão contra a naturalização de jogadores para jogarem na selecção, sejam acusados de alguma maneira de xenofobia!
é claro que o comentário do Bruno Miguel foi triste :X
O problema de se levar estas coisas tão a peito tem a ver com a importância desmesurada que se dá ao futebol. A prova é que não vejo ninguém a revoltar-se com o facto de um nigeriano, Francis Obikwelu, representar Portugal – é atletismo, poucos ligam, só o futebol é que parece ser maior que a própria vida.
O R3volution diz que quer jogadores na selecção made in Portugal. Eu concordo com ele! O que nos separa é a concepção que temos do que é ser made in Portugal neste contexto desportivo.
Tanto o Deco como o Pepe são made in Portugal porque aquilo que eles são como jogadores e desportistas é obra de Portugal. Para representar a nossa selecção, isso basta-me. O caso do Pepe, então, parece ser o de alguém que é mais papista que o Papa: já era ele defesa-central no Real Madrid (um dos melhores clubes do mundo) e disse alto e bom som que preferia representar Portugal porque, como é óbvio, tudo aquilo que ele é como jogador deve-o ao nosso país. Além disso, talvez por ser casado com uma portuguesa, desenvolveu realmente um sentimento especial pelo país, isso nota-se a léguas, não é marketing. Agora digam-me lá se ele disse isso por dinheiro ou porque não tinha lugar no Brasil!
Mas como o futebol pelos vistos é mesmo maior que a própria vida, não basta ter nascido desportivamente em Portugal.
Quanto à xenofobia, não acuso ninguém de ser xenófobo; faço um alerta para aquilo que eu acho que são raciocínios perigosos que podem conduzir a manifestações xenófobas. É que são precisamente esse tipo de raciocínios que são aproveitados pelos porcos neonazis para passar as suas mensagens. Cartazes como aquele do Marquês de Pombal são um apelo à nossa má-consciência.
Só quero que pensem um bocadinho nisso, mais nada.
Isso não é verdade. Liedson disse a um jornalista (quando se começou a falar nessa hipótese) que, se houvesse interesse nele, aceitaria jogar pela selecção «com muito gosto». Eu li essa entrevista e lembro-me perfeitamente, salvo erro no Record.
Quem chama isto de xenofobia são os mesmo que dizem que quem não torce pela selecção não é Português… podem fugir ao fisco, podem não votar (nem que seja em branco), podem cagar de alto para as vitórias do Hóquei em Patins, Atletismo, etc. mas gostar da selecção é que mostra patriotismo!
Eu não gosto desta selecção, feita de cunhas, amizades e outras coisas que cheiram mal e já cheiram assim desde que o Scolari chegou (a culpa não é só dele). Infelizmente sou demasiadamente Português para desejar a derrota a Portugal.
Comparar o caso do Deco e Pepe com o do Bosingwa, Nani e Petit é infeliz porque ou são filhos de Portugueses ou moram cá há anos, agora até fiquei a pensar quantos amigos devem ter no Congo, Vabo Verde e França respectivamente.
A mim não me choca que um puto Brasileiro, Ucraniano, Romeno, Angolano ou Chinês daqui a uns anos jogue na nossa Selecção principal, se eles vivem cá há muito tempo é natural que sintam este país como o seu. Têm cá os amigos, família, casa, etc…
Agora sermos a selecção de reservas do Brasil é que não.
Não tenho nada contra o Pepe e Deco, até sou Portista e tenho muito orgulho deles terem jogado no meu clube e de se terem dado a conhecer ao mundo no fabuloso Estádio do Dragão. Só não gosto é de misturar as coisas.
Quando fui campeão Europeu de clubes uma das coisas que mais orgulho me deu foi de ter no 11 principal uns 8 jogadores Portugueses e treinador também Português.
O pior de tudo é que não temos necessidade nenhuma de andar a naturalizar jogadores… temos excelentes jogadores tanto para defesa central como para o meio campo, se calhar um nº 10 como o Deco não temos, mas é uma posição que não é obrigatório existir.
Agora… xenofobia??
PNR
dasssssss
O Deco e o Pepe não tem lugar na selecção do brasil?
Nós não andamos a naturalizar jogadores. eles cumprem os requisitos e podem pedir a nacionalidade. Se pedem, e é aceite, passam a ser tão portugueses como eu. Ficava chateado era se me chamassem a mim em vez do pepe (e sim, festejei o golo do pepe com um prazer mto grande – e a partir daí, sim, passei a torcer pela equipa que representa a Federação Portuguesa de Futebol). Isso era um erro de lesa-pátria, apesar de eu ter nascido na freguesia mais central de uma grande cidade de portugal.
Faço das minhas palavras do Ricardo.
Pois realmente retiro o que disse, após andar a pesquisar só vi mesmo o que disseste Marco. Mas tinha mesmo na ideia que o tinha visto numa entrevista a dizer que sonhava era jogar na selecção canarinha.
Ó pá,o racismo não se manifestou só,(apesar de), por serem brasileiros.O racismo manifestou-se por terem sido do Porto.Percebes,ou queres que te faça um desenho detalhado do teu habitat.
Afinal sempre viste o jogo e deixas-te a bicicleta na garagem..
Tiago
Pois não resisti. O facto de ter um pneu em baixo também não ajudou.
E não estás longe da verdade. Liedson disse que o sonho dele sempre fora jogar pelo Brasil, mas que tinha muito gosto em representar Portugal quando completasse os anos necessários no nosso país para se naturalizar.
Se não gostam de xenofobia, podem chamar-lhe bairrismo.
@Ricardo
Deixa as analogias sem nexo.
Todo o dia só ouço falar de futebol.
É na rádio, na TV, são os jornais generalistas e da especialidade, são os amigos, inimigos e até no Bitaites!
Só volto a falar de futebol na Feira do Comer de Guimarães.
Ah! É como diz o Sérgio!
A mim o que me faz REALMENTE comichão é como esses rapazes obtiveram nacionalidade a uma velocidade estonteante! Enquanto os outros cem mil de que falas… e muitos mais, de outras origens, passam meses em filas, a preencher papéis e a levar negas!
Hipocrisia ao seu mais belo nível.
Eu acho que a questao nao e’ obviamente legal, eles tem todo o direito de representar a seleccao pois tem passaporte portugues. A questao e’ "moral" ou etica, no sentido em que, para mim, o Deco e’ de facto mercenario, ou talvez uma palavra menos forte, oportunista. Naturalizou-se e quis jogar pela seleccao em 2003/2004 quando se falava em transferencia para grandes clubes da Europa. Sabia que o Euro o valorizaria, nao estava a ser chamado para a seleccao do Brasil e nao tinha garantias que isso alguma vez iria acontecer. Agora anda a festejar os titulos do Barcelona e nao sabe o hino… Sinceramente, isto e’ moral e eticamente reprovavel.
Pepe, pelo contrario, passa de facto o Natal em Portugal, sabe o hino, levou a bandeira portuguesa para os festejos do Real Madrid. Para mim, sente muito mais o pais e e’ isso que eu gosto de ver em quem representa a nossa seleccao.
Talvez esteja a ser muito lirico e purista, mas e’ a minha opiniao.
Sou contra a xenofobia, a favor da identificacao de quem tem passaporte portugues com Portugal, muito especialmente, aos jogadores da seleccao. Depois de verem o amor que emigrantes e portugueses sentem pelo seu pa’is, o minimo que se lhes pede e’ que sintam o mesmo pela camisola que defendem. Nao seja so mais um jogo, mais "um dia de trabalho".
Desculpem o comentario longo,
Cumprimentos
Correccao ao meu post: Deco anda a festejar os titulos do Barcelona com a bandeira do Brasil. Faz mais sentido assim
Este é um tema que notoriamente cria opiniões divergentes e convergentes. É uma afirmação à la Palice mas nem seria de esperar o contrário.
Por mim, e porque se falou nele, sou contra o acordo ortográfico nos moldes em que está concebido.
Quanto à questão da selecção, por princípio também não concordo com as adopções. Não concordo enquanto se pretende manter o conceito de "selecção nacional". Que se defina como equipa de Portugal, aí concordo. Pode ser uma subtileza, mas não é. Actualmente o mal é geral e são já inúmeras as "selecções nacionais" que têm ao seu serviço brasileiros. Quase sempre brasileiros. Ou seja, a filosofia importadora dos clubes passou para as "selecções". Estas precisam de se reforçar e os "brasileiros" dão-se bem com este "status quo", principalmente se isso corresponder a uma melhoria do seu estatuto desportivo e social e outras regalias. Depois, notoriamente, muitos dos brasileiros que militam nas "selecções" tomaram essa opção porque jamais ou dificilmente o seriam no escrete. Sejamos claros.
Agora que temos que conviver com esta nova realidade, quanto a isso não restam dúvidas.
Quanto aos países que adoptam esta abertura (e uns justificam-se pelos outros) não passam de hipócritas porquanto as suas políticas de naturalização não são tão abrangentes e interesseiras no que diz respeito aos cidadãos anónimos.
Viva a equipa de Portugal!
Quando li este post, vim só aqui colocar um comentário de apoio ao que dizes, convencido que estando onde está, não chegaria aos olhos daqueles que criticas. Mas a ver pelos comentários, parece que chegou.
O problema deste tipo de posts é que os visados não compreendem que é deles que se fala. E assim fui surpreendido quando aqui cheguei com os comentários racistas como os do Shrimps e do R3volution.
Eu como brasileiro natural de Belo Horizonte que sou, português crescido e meio educado em Lisboa que também sou, fico sempre deslocado quando assuntos como estes surgem na imprensa nacional. Mas quando surge num blog como este, sinto-me "convocado" a falar. Nasci num país que recebeu mais de 1.000.000 de portugueses no último século, 800.000 italianos, 250.000 japoneses… Não porque os brasileiros são bonzinhos, ou só querem saber de samba e futebol. Um país tão grande, novo e criado pela própria imigração, não poderia sequer pensar de outra maneira.
A situação da nacionalização só para vestir a camisola nacional não é longe a mais correcta. Quanto a cantar o hino, acho que nem o Pepe, nem a outra metade de Portugal sabe.
Não se pode descobrir, viver, explorar, desenvolver, emigrar, reinar, difundir e por fim tornar-se um pais irmão durante 500 anos sem esperar que coisas tão mínimas e fúteis como estas sejam algo realmente importante para um português nascido e criado na Mouraria? Falo pelo Brasil, mas se aplica a todos os outros países de língua portuguesa.
Da minha lista de amigos portugueses, são poucos os que concordam com o Deco ou Pepe na selecção. E antes o problema
era o Felipão, Daniela Mercury ou a Tieta na televisão.
Eu simplismente não consigo compreender o problema. Então se for nascido em Angola e criado em Chelas, tudo bem? E qual é a idade certa para se considerar? Meu cunhado de 15 anos e a 30 gerações é português, fala mais à "black" do que os amigos, filhos de angolanos. O Obikwelu nem sequer falava ou morava em Portugal quando ganhou os 100m em 2002. O nosso querido Eusébio, mundialmente conhecido e respeitado?
Não há bom nacionalismo. Há quase sempre uma boa desculpa para se sentir superior a outros povos, e algumas vezes um saudosismo muito tacanho de épocas em que a pólvora é que fazia a diferença. Eu continuo com Portugal, com os Portugueses, gosto de sardinha assada e dos santos populares. Também gosto de uma boa churrascada com uma Skol gelada no Brasil. Acho que consigo viver bem assim.
Bem… poderei ser suspeito ao dizer isto mas… o grande problema de muita gente, quando o Deco chegou à selecção e quando se começou a falar do Pepe para a selecção, não foi bem o facto de serem brasileiros…deixemos as hipocrisias de lado… o grande problema de muita gente era a camisola que vestiam nos seus clubes…e no caso do Deco, era o lugar para o qual ele ia fazer "concorrência"…
Pergunto porquê só vemos isto no futebol??? o desporto português está pejado de exemplos de atletas naturalizados, desde o atletismo ao andebol ao basquetebol ou à bisca-lambida!!!!!
dão exemplos com Bosingwa e Nani ou Manuel Fernandes ou Miguel… não sendo brasileiros não chocaram ninguém?? Não é o caso, o facto é que estes jogadores cresceram nos relvados portugueses…e este "cresceram" é literal, desde crianças q jogam em Portugal, tiveram a sua formação cá, passaram pelas camadas mais jovens da selecção nacional e atingiram o topo… A selecção nacional é para os portugueses??? Certo, correctíssimo, aceito e defendo a 1000% !!! Mas por acaso há algum jogador na selecção nacional que não seja português???
da última vez que verifiquei, não!
Oh Sr.Marco Lopes, é grave o que diz.
Racistas as minhas opiniões ??
Para si, um enorme Bom dia ;P
Peço imensa desculpa, estava convencido que o ódio contra um povo como o que demonstras no 1º comentário contra os Brasileiros era racismo…
Mas afinal o "Dicionário do Jovem Defensor da Pureza da Raça" diz que não, que essa é só a atitude correcta para apuramento e defesa da orgulhosa raça Portuguesa.
Como disse o Rui num comentário lá mais acima, deixem-me só ir ali buscar um bigode nazi para ficar bem na fotografia.
ódio?
Meu amigo, eu nesse comentário estou apenas a referir-me a futebol e por isso já odeio brasileiros?
Pense lá um pouco antes de falar, já quase que me inscreve no pnr. dasse!
P.S- Tenho amigos brasileiros, pretos, ciganos e até agora nenhum me acusou de ódio…(mesmo que partilhe a minha opinião sobre o pepe ou o deco, que foi dos comentários mais racistas que já se viu "ironia aqui senhor Marco Lopes" )
A única ironia aqui é vires tentar "limpar" o que disseste quando acabas o primeiro comentário com um "(…)se medidas não forem tomadas arriscamo-nos no futuro a ter um campeonato do mundo disputado só por brasileiros".
Por mim ficamos por aqui, porque nenhum de nós conseguira mudar a opinião do outro, e nem tampouco aspiro a isso. Eu festejo os golos da minha seleção, tu festejas os dos "puros sangues portugueses". Eu vou continuar a achar bem que quem quiser ser nacionalizado, o seja, quer em Portugal como noutro país qualquer, e a partir desse momento, para mim são tão Portugueses como eu ou como o Presidente da República. Tu vais continuar a achar que a tua posição anti-brasileiros é correcta e razoável e eu vou continuar a achar que não é
Por todos esses motivos e mais alguns não creio que valha a pena continuar a discussão.
O meu senhor isso são palavras do Joseph Blatter!
E eu concordo com elas, mas isso demonstra ódio?
Muito fraquinho o senhor
Puros sangue? O quê ??
Destorce mesmo tudo para ganhar uma troca de ideias?
Falácias ad hominem nos seus comentários são bastantes…
Muito infeliz nesses comentários.
Eusébio, esse rapazinho nascido em pleno Bairro Alto…
PS: As declarações infelizes e, com certeza, imponderadas do Cavaco Silva, não devem ter contribuído em nada para apaziguar esta questão (que, ninguém duvide, vai muito para além do futebol)…
Sr. Marco Lopes, tenha cuidadinho com a sua língua comprida e distorcedora das palavras dos outros, ok? Não tenho problemas de convivência com pessoas sejam elas de onde forem, para mais até lhe digo que trabalho com pessoas de muitas nacionalidades, e se é coisa que não me podem acusar é de racismo ou xenofobia ou o que quer que seja.
Afirmei e torno a afirmar que sou contra a utilização de jogadores numa manobra de oportunismo.
O Robert Pires joga pela França ou por Portugal?
Penso que nasceu em Portugal de pais portugueses e foi viver para França (mesmo que estes factos não esteja correctos, imaginem que sim).
Segundo alguns não joga por Portugal porque não fala português nem sabe o hino e não joga por França porque não é filho de franceses nem nasceu em França.
Ele representa o quê? Um sem-pátria?
Estes são os problemas da globalização: já não há só preto e branco, mas uma data de cinzentos.
Com isto não digo que qualquer um possa representar Portugal, mas também não podemos excluir qualquer pessoa que o queira de o fazer.
Os casos do Deco e do Pepe são diferentes: O Deco tinha afirmado um ano antes que queria representar o Brasil. O Pepe decidiu jogar mesmo depois de ter tudo acertado com o Real Madrid (o que representa quase uma entrada directa para o Brasil). Por mim, o Pepe jogava e o Deco não (mesmo apesar de precisarmos mais do Deco do que do Pepe).
Mas depois de um Euro2004 em que vi o Deco jogar a defesa lateral e a dar tudo o que tinha, acho que nem a ele tenho direito de negar a presença na selecção. Principalmente depois de um Mundial de 2002 em que no último jogo do grupo aqueles enormes Portugueses que até sabem o hino e tudo perderam tempo a discutir prémios de jogo para passarem num grupo que incluía EUA, Polónia e Coreia do Sul.
Já agora, sabem onde eu aprendi o hino? Na Internet, porque decidi pesquisar. É que na escola aprendi o hino francês e inglês, mas esqueceram-se de me ensinar o português. Até esse ponto eu poderia ser francês ou inglês, mas português é que não era de certeza.
Há coisas fantásticas, não há?
Viva!
Pelos comentários, que aqui vi quem é contra o Pepe e o Deco na selecção é racista/xenófobo!
Para os que não sabem, o que torna Portugal diferente do Brasil, da Espanha, da França, etc, e que faz com que Portugal seja Portugal e não apenas um pedaço de terra onde vivem 10 milhoes de pessoas é a sua cultura, a cultura de Portugal (não estou a falar de comer bacalhau, gostar de fado ou cantar o hino)! Não interessa, se uma pessoa nasce no Brasil, no Congo, no meio da selva ou do deserto! A cultura de Portugal e as suas tradições podem ter influências brasileiras, mas entre ser influenciado ou ter cultura brasileira vai uma distância muito grande!
Neste momento, acho que o Pepe merece ser convocado e estar na selecção e o Deco não! O Pepe tem-se esforçado por aprender a nossa cultura, o Deco não.
O Deco pode ser o melhor do mundo, e ter a cidadania mas nunca será português! Mas isto não é apenas o caso do Deco e do Pepe… há muitos brasileiros em Portugal que "só querem saber de samba e churrascos e olham com desprezo para os nossos santos populares e sardinhas assadas", mas também há outros que complementam a sua cultura com a de Portugal. E já agora, referi brasileiros, mas também se passa com outras culturas, inclusivé com Portugueses. Já estive fora do país com portugueses e basicamente também muitas vezes criamos um "circulo fechado" em que basicamente os portugueses só lidam com portugueses! Penso que é algo que todas as comunidades fazem automaticamente ficando como "extensões" do país, num sitio em que a cultura da "extensão" é diferente da cultura local e como tal não faz sentido aos locais.
Agora será que é bom que o Deco jogue por Portugal? Sim e não. Sim, pq ele é bom jogador. Mau porque com ele (IMHO não com o Pepe) há uma descaracterização da selecção. Será que vou festejar os golos de Deco? Claro que vou!
Para concluir, acho que nos devemos preocupar mais com o país e menos com sobre se o Deco ou o Pepe devem estar na selecção.
Btw, sou contra este acordo ortográfico… Mas isso fica para outra altura!