Se não podia ser a tua plasticina, mulher, ao menos pudesse ter sido o sabonete. Teria deslizado pelo teu corpo enquanto tomavas banho.
Preferia ter sido plasticina para que pudesses moldar o meu desejo às tuas mãos de escultora sexual, mas não quiseste, tinhas acabado de chegar da manicura e não querias essa porcaria entre as unhas, está bem, eu compreendi.
Por isso quis ser um sabonete. Queria ser o teu cheiroso. Mas tu, ninfa gélida, gargalhaste. Enfureceste a minha pobre alma de poeta. Pisaste-me. Escorregaste na banheira. Partiste uma perna. Que culpa tenho eu se desprezas o imenso poder da metáfora? Não se deve colocar o pé em cima de um poeta enquanto ele se declara sabonete!






























7 comentários
Hmmm… inspirações poéticas às 3 da manhã? :twisted_wp:
Bom post.
Muito bom, muito bom… bons cogumelos;)
Que cómico xD
Andas inspirado para o nonsense ultimamente.
Andas a rever os Monty Python?
medo, muito medo…
hehehehe
É a febre, coitado, e a gripe-estado-comum….fumando 5 carteiras por dia…e falando mal de Casablanca, olha se pode…
Tem mais é que virar sabão português…Ó Nazi!…
Como é que é mesmo?
“O poeta é um fingidor
finge tão completamente
que até parece dor
a dor que deveras sente!…”
Marco, vire sabonete líquido, meu amigo…