→ 25/02/2007 @3:24

Poeta Sabonete

Se não podia ser a tua plasticina, mulher, ao menos pudesse ter sido o sabonete. Teria deslizado pelo teu corpo enquanto tomavas banho.

Preferia ter sido plasticina para que pudesses moldar o meu desejo às tuas mãos de escultora sexual, mas não quiseste, tinhas acabado de chegar da manicura e não querias essa porcaria entre as unhas, está bem, eu compreendi.

Por isso quis ser um sabonete. Queria ser o teu cheiroso. Mas tu, ninfa gélida, gargalhaste. Enfureceste a minha pobre alma de poeta. Pisaste-me. Escorregaste na banheira. Partiste uma perna. Que culpa tenho eu se desprezas o imenso poder da metáfora? Não se deve colocar o pé em cima de um poeta enquanto ele se declara sabonete!

7 comentários

  • 1
    Rui
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    25 de Fevereiro de 2007 - 11:04 | Link permamente

    Hmmm… inspirações poéticas às 3 da manhã? :twisted_wp:

    Bom post.

  • 2
    Luis Pestana
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    25 de Fevereiro de 2007 - 13:16 | Link permamente

    Muito bom, muito bom… bons cogumelos;)

  • 3
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    25 de Fevereiro de 2007 - 16:11 | Link permamente

    Que cómico xD

  • 4
    Susana
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    25 de Fevereiro de 2007 - 20:48 | Link permamente

    Andas inspirado para o nonsense ultimamente. :) Andas a rever os Monty Python?

  • 5
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    26 de Fevereiro de 2007 - 01:31 | Link permamente

    medo, muito medo…
    hehehehe

  • 6
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    1 de Março de 2007 - 23:39 | Link permamente

    É a febre, coitado, e a gripe-estado-comum….fumando 5 carteiras por dia…e falando mal de Casablanca, olha se pode…
    Tem mais é que virar sabão português…Ó Nazi!…

  • 7
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    6 de Abril de 2007 - 22:38 | Link permamente

    Como é que é mesmo?
    “O poeta é um fingidor
    finge tão completamente
    que até parece dor
    a dor que deveras sente!…”
    Marco, vire sabonete líquido, meu amigo…