Desesperem, poetas. A ciência acabou de descobrir o que é o amor. A Professora Helen E. Fisher, membro do Center for Human Evolutionary Studies do Departamento de Antropologia da Universidade de Rutgers escreveu um livro – Why We Love: The Nature and Chemistry of Romantic Love – onde faz a dissecação do amor, esse sentimento que o filósofo e escritor da Roma Antiga Seneca dizia não poder ser definido, mas apenas sentido.
Uma conclusão que se pode tirar ao ler as explicações da Professora Fisher é que o amor é mesmo uma coisa muito complicada.

O livro da Professora Helen E. Fisher é esclarecedor: o interesse sexual é potenciado pela dopamina, uma hormona dos neurónios produzida pelo hipotálamo e que provoca a libertação de testosterona. É essa a razão porque cerca de 99 por cento dos homens que observam esta fotografia não consegue ver a taça. Por outro lado, os visitantes do sexo feminino poderão considerar, como fez o escritor Guy de Maupassant, que o rabo das mulheres é tão monótono como o espírito dos homens.
- Pá, aquela miúda deixa-me… Deixa-me…
- Não fiques assim. O que está a provocar a gaguez e essa cara de parvo é um fenómeno natural. O teu desejo sexual está a ser potenciado pela dopamina, uma hormona dos neurónios produzida pelo hipotálamo e que provoca a libertação de testosterona, hormona que desperta o desejo sexual.
- Pá, desculpa, mas o que eu sinto não é apenas isso. É mais, é…
- Meu, é o amor. Não é nada de transcendente. Uma sensação de união reforçada pela presença de ocitocina, que é sintetizada no hipotálamo e secretada no sangue pela pituitária.
- Eu sinceramente acho que prefiro a explicação dos poetas.
- O amor não é o lamento moribundo de um violino longínquo, pá, é o rangido triunfante das molas da cama. Sidney Joseph Perelman, escritor americano. Serve-te?
- Olha aí vem ela! Sabes o que eu sinto quando a vejo? Explico-te já, é uma coisa que li do Saint-Exupéry: Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direcção. É isso que sinto, pá. Não é sexo por sexo, estás a ver, não quero estar apenas em cima dela, também quero estar ao lado dela.
- O amor é engraçado. Começa com grandes palavras, continua com palavrinhas, termina com palavrões.
- Que estás para aí tu a dizer?
- Não fui eu, foi um poeta. Édouard Paillero. Não preferes poetas?
- Ela está a olhar para mim, pá. Disfarça! Disfarça. Vou ali falar com ela. Não te importas, pois não? Hoje ou nunca! Carpe Diem, como no filme do Clube dos Poetas Mortos, tás a ver? Deseja-me sorte.
- Boa sorte. Mas, olha, não te esqueças da ocitocina!
- Da quê?
- É a tal substância de que te falei! Tanto em homens como em mulheres aumenta durante o sexo e explode durante o orgasmo. E tem influência na união do casal. Se vais em frente com isso, ao menos que saibas muito bem o que estás a fazer.

Príncipe Carlos e Camila Parker-Bowles: a prova de que o amor é cego





























