Migrar um Sistema Operativo (SO), por exemplo de Windows para Linux ou vice-versa, é das tarefas informáticas mais desafiantes que podemos imaginar.
É o mesmo que se propor a um engenheiro civil mudar as fundações e o 1º andar de uma casa mas deixar o 2º andar e o sótão.
O assunto foi capa da Linux Journal do mês passado, com a imagem de um macaco em frente de um monitor. Provavelmente, por ser essa a imagem que os informáticos têm do utilizador final.
Ao fim de alguns anos a fazer migrações de Linux para Windows em servidores e desktops, descobri quatro regras elementares aplicáveis a diferentes contextos.
- A primeira regra é que não vale a pena mudar quando não existem problemas. Se a aplicação ainda corre em MS-DOS mas tem tudo o que precisa para o negócio, não mude. Se está contente com o SO e este não apresenta problemas de segurança, mantenha-o.
- A segunda regra é que “querer não é poder” mas com “poder podemos querer”. Isto é, é necessária força interna para impor na organização as mudanças. Seja numa PME com 10 desktops ou num Ministério com 10.000. Se não existe força interna para impor a mudança então ela não vai acontecer.
- Terceiro, a duração do projecto é directamente proporcional ao número de máquinas a migrar. Se migrar um datacenter com 5 servidores pode demorar uma semana, migrar 14.000 desktops pode e deve demorar 5 anos. As grandes migrações são projectos de longa duração em que o 1º e 2º ano são mais para se definirem políticas de procurement de aplicações multi-plataforma e desenvolvimento de competências internas do que para esgrimir números.
- Quarta e última regra. Não existem migrações perfeitas. Existem particularidades que não funcionarão tão bem como anteriormente. Admita-o. Se a impressora não for suportada, troque-a. Se a aplicação não funcionar, mude-a. Utilizar um emulador como o Wine provavelmente resolverá um problema mas criará outro.
É importante que o utilizador sinta confiança no novo sistema pelo que, mesmo que o considere um símio, conquiste-o. Dê-lhe informação, faça-o sentir acompanhado. É ele que é a engrenagem delicada do processo de mudança.
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5 comentários
tendo em consideração o 1º ponto vou ficar quietinho(win-XP)
mais um erro do mesmo tipo: fiz uma pesquisa “lá em cima” e lá aparece o “mexicano” com uma das suas frase: “Escrito por el buscador”
Mais uma vez parabéns por este template
Obrigado, Ben. :biggrin_wp: Já corrigi essa também. Seguem-se… :rolleyes_wp:
Concordo com Benjamim…
encaixo-me no primeiro ponto…tenho problemas às vezes no xp mas nada que não se resolva com relativa facilidade/rapidez. Estou demasiadamente familiarizado com xp para mudar.
No entanto, sinto-me tentado a experimentar o tão falado Ubuntu, gostaria de aprender a trabalhar neste SO mas tenho dúvidas de como o poderei fazer em segurança e mais, tenho dúvidas de que o Ubuntu me vá conquistar… enquanto isso, continuo com o xp com base na argumentação do primeiro ponto do post.
cumprimentos
Para quem gosta de PCs, mudar de Windows para Linux, é um excelente desafio(no bom sentido).
Eu tinha o WXP. Servia para aquilo que precisa e não tinha problemas.
Mas dá aquela ‘pica’ aprender coisas novas, andar às turras com o novo SO (Ubuntu, linux). Parece que temos de aprender tudo de novo.
Agora não vivo sem o meu Ubuntu!