Eu sou um cabeça no ar, mas esta ainda não me tinha acontecido: estava eu de manhã a sair do comboio no Cais do Sodré quando choquei contra outra pessoa. Pedi-lhe desculpa e disse-lhe que não o tinha visto, o que era verdade. Foi então que reparei que o homem que abalroara tinha uma bengala na mão e era mesmo cego. Pior do que um cabeça no ar, só um cabeça no ar ensonado.
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7 comentários
:lol_wp:
Depois dos “piolhos do cú”, mais esta?
Já não acredito em TI, pá! :rolleyes_wp:
Que maldade
Eh, eh, um cego a esbarrar noutro cego. Deixe lá amigo Marco, nos meus já distantes anos do liceu, várias vezes dei por mim a sair de casa dos meus pais com uma meia de cada cor, chinelos, sem pasta… E, já casado, cruzei-me na rua com a minha “mais-que-tudo”… sem a ver! Não é por se ser distraído, ou cegueta, que vem mal ao mundo, por vezes até dá jeito, digo eu!
Sempre achei esquesita a espressão “mais que tudo”
@ Luís Pestana
Provavelmente não reparou que a EXPRESSÃO está escrita entre aspas. Deste modo, não se torna tão ESQUISITA! (ah, o bom Português!)
Imagina se ao esbarrar com alguém exclamasses: Olá, és cego ó pá?
Ao fundo a bengala branca e os óculos escuros a rir da tua cara…