Arranjei a solução perfeita para incentivar o país à leitura: criar um subsídio a quem lê nos transportes públicos.
Se um gajo estiver a ler António Lobo Antunes no comboio, só paga dez por cento do bilhete. Quem quiser um desconto de 80 por cento nos passes sociais tem de ler o conjunto completo das obras de Agustina Bessa Luís. Se conseguir ler Saramago sem tropeçar nas vírgulas tem direito a descontos especiais no Metropolitano. Se for capaz de declamar um soneto de Camões num autocarro pode até viajar de borla durante duas semanas.
Claro que para esta medida resultar os picas têm de ser professores universitários licenciados em Língua Portuguesa – só assim se avalia correctamente os passageiros. Se um passageiro for apanhado a ler os artigos do José Castelo Branco no 24horas, pimba! Paga logo multa. É como se estivesse a viajar sem bilhete.
Que implementem estas regras rapidamente, e com firmeza. A sério. Sem medo. Como diz um amigo meu quando chega atrasado, «o homem põe e o comboio dispõe».
Subscrever o blogue
Mais vistos ultimamente






























8 comentários
Eu já acho optimo o facto de haverem Metro’s e Destakes no metro e comboio, é mesmo bom para não ir o caminho todo a anhar. Só tenho pena que não haja nenhum jornal no Seixal para ir no barco a ler
Mas levar um livrinho nosso de vez em quando também é muito bom, a quantidade de livros diferentes que já vi o pessoal a ler, os famosos do Dan Brown e outros muito aborrecidos por senhores mais velhos :X tenho de começar a levar um livrito mas não será nem de um nem de outro, Juliette Marillier é que rula
Não lhes chames “picas” que eles não gostam…revisor ou profissional de furos faz favor
É uma bela solução.
Mas… e depois? Com tanta leitura em papel como haveria tempo para ler no ecrãn do PC? (os posts do Bitaites?, por exemplo).
lol
Não faz mal serem professores universitários ou licenciados em língua(s) portuguesa(s).
Com a quantidade de professores desempregados que por aí andam, rapidamente se enchiam os quadros de “profissionais de furos”. Assim já não seriam “picas” de certeza! Já “teriam” mais formação para terem um “super-título” tipo adotourado.
Subscrevo pá…
E quem for apanhado a ler o livrinho da Carolina? Pois é, o homem põe, deus dispõe e a mulher descompõe!
Ná, prefiro ouvir Chopin a tocar violino se viajar do lado de Alvalade.
Se em 2.circular-sul, Zeca Afonso num concerto para lampiões no Seixal.
DVD cheiinho de MP3 com canções de “protesto” aos benfas, se apanhar o “centímetro” para o Dragão.
Se no resto do País, gostaria de ler o processo do contentor “Cais de Santos”.
Como coisa de um comboio que partiss