
O cartoonista brasileiro Carlos Latuff (nasceu no Rio de Janeiro a 30 de Novembro de 1968, ver página no DeviantART) é uma figura polémica. Alvo de contestação no seu próprio país devido às opções políticas nos seus cartoons, recebeu ameaças de morte numa página da Net associada ao Likud, partido de direita israelita.
Latuff participou no concurso de cartoons sobre o Holocausto da Casa da Caricatura do Irão – a iniciativa iraniana surgiu como resposta à polémica dos cartoons de Maomé publicados na imprensa europeia. O brasileiro conquistou o segundo lugar com o retrato de um palestiniano diante do muro erguido por Israel com o uniforme de prisioneiro dos campos de concentração nazis: em vez da estrela de David no peito, aparece o Crescente Vermelho.
Latuff sempre esteve associado a jornais panfletários de esquerda, mas foi uma viagem aos territórios ocupados da Cisjordânia em 1999 que o tornou simpatizante da causa palestiniana.
Ter sido o único brasileiro a participar num concurso promovido pelo presidente do Irão (um anti-semita sinistro) não foi grande motivo de orgulho para muitos dos seus concidadãos (ler Vergonha Nacional: Carlos Latuff).
De Israel, as reacções ao trabalho do cartoonista não são amigáveis: acusam-no de fazer propaganda anti-semita recorrendo a estereótipos do estilo nazi.
A sua série mais famosa é composta por um conjunto de cartoons chamado We Are All Palestinians, na qual os povos oprimidos da História (os judeus no Gueto de Varsóvia, os negros na África do Sul, os negros e índios nos Estados Unidos) são comparados aos palestinianos. Noutra série, esta mais benigna – Forgiveness – são retratadas situações de reconciliação entre Judeus e Palestinianos.
Latuff – o apelido vem-lhe do avô, que era libanês – fala sobre todas estas questões numa entrevista dada a Marta Eduarda Mattar, da Revista do Terceiro Setor.





























