
Toda a gente sabe o que aconteceu entre 1939 e 1945: a ruína da Europa e, sob os seus escombros, o domínio mundial de duas novas super-potências. A Segunda Guerra Mundial provocou o colapso e divisão da Alemanha, a catástrofe atómica no Japão, o enfraquecimento da Inglaterra e da França, a morte e devastação no mundo.
Mas há muitos que preferem especular sobre o que teria acontecido caso o desfecho da História não tivesse sido aquele que conhecemos.
Se os japoneses tivessem vencido a decisiva batalha de Midway contra os americanos, poderiam ter invadido e até conquistado o Hawaii. Com os porta-aviões destruídos, os EUA teriam ficado temporariamente fora de combate no Pacífico. O Japão teria aproveitado para dominar os vastos recursos do sudeste da Ásia, conquistando a Austrália e invadindo a própria Índia. Quando os americanos tivessem recuperado da derrota em Midway, o Japão já estaria demasiado forte.
Que teria acontecido se os nazis tivessem derrotado os ingleses logo após a queda da França, em 1940? Se, por exemplo, a evacuação de Dunquerque tivesse sido impedida pelas divisões de tanques panzer e centenas de milhares de soldados ingleses e franceses não tivessem sido salvos? Se a Luftwaffe tivesse dizimado a RAF, conquistando a supremacia aérea na Europa? Com a Inglaterra vencida e todos os recursos militares colocados apenas na frente leste, a União Soviética poderia ter sido forçada a capitular. Que teria acontecido?
Um autor, James P. Duffy, tem uma resposta muito simples: depois de vencer na Europa, a próxima operação de Hitler teria sido a invasão dos Estados Unidos. O livro onde esta tese é defendida – Target: America, Hitler’s Plan to Attack the United States – não se baseia apenas em especulações, mas em dezenas de documentos dispersos apreendidos aos nazis onde determinados pormenores dessa operação são discutidos.
Numa primeira fase, uma frota de submarinos encarregar-se-ia de impor um bloqueio total aos Estados Unidos, semelhante ao que já fora feito à Grã-Bretanha – mas numa escala muito maior.
Numa fase posterior, milhares de bombardeiros transatlânticos varreriam as cidades americanas – este tipo de super-aviões eram parte do ‘arsenal de armas secretas’ através das quais Hitler tencionava mudar o curso da guerra; segundo James P. Duffy, a Alemanha construiu pelo menos uma dúzia de protótipos; relatórios contendo informações técnicas sobre estes aviões foram compilados já em 1942. O uso de mísseis e bombas V1 e V2 melhoradas estavam também previstos na batalha ‘psicológica’ anterior à invasão de infantaria. As V1 e V2 foram efectivamente produzidas a tempo de ser utilizadas pela Alemanha contra a Inglaterra a partir de 1944.
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9 comentários
“A data é recordada nos Estados Unidos como ‘um dia infame’ porque se tratou de um ataque ‘à traição’, sem uma prévia declaração de guerra.”
LOL
E os radares americanos também estavam desligados se calhar…? Registos militares e alguns oficiais militares da marinha americana vieram já a publico mostrar que foram detectados os movimentos militares dos Japoneses no pacifico meses antes do ataque, os serviços secretos da marinha estavam a par e o secretário da defesa bem como o presidente Roosevelt estavam a par disso e sabiam que o ataque a Pearl Harbour poderia ser uma hipótese. Isto ainda na semana passada deu no canal de história.
Os americanos desejaram ser atacados para terem motivo para lançar a guerra contra o Japão, ao longo da historia do séc. XX os americanos criaram várias false flags, só não vê isso quem não quer.
Vejam o zeitgeist depois façam uma pesquisa online e cheguem às vossas conclusões.
Marco, excelente artigo.
A par disso, todavia, são muitas interrogações, muitos “ses” e muita especulação de James Duffy.
Ao longo da História podem ser feitos milhares destes exercícios e outras tantas respostas especulativas. As coisas são como são: Seguem um curso natural e esse é que pervalece. Não há “ses” nem meios “ses”.
Vejamos: O que teria acontecido a Portugal se Castela tivesse ganho Aljubarrota? O que teria acontecido se Átila não tivesse invadido Roma? O que teria acontecido se os mísseis em Cuba tivessem sido disparados? O que teria acontecido se a mãezinha de Hitler o tivesse abortado? O que teria acontecido se aquela bola que bateu no poste tivesse entrado? Ou, mais prosaicamente, como diz o povo: “se a minha avó tivesse “tomates” seria meu avõ”.
Abraço.
Marco,
Só para te dizer que é um prazer ler estes artigos. Obrigado.
Muito obrigado, Alex e Senhor Teknomática
NavySeal… Ok. Mas o post não ia por aí.
Marco
Foi só para mostrar uma outra face, nada contra o post.
Navyseal:
rapaz, acho que a única maneira de ver o Zeitgeist é a rir, pq é tão rebuscado que só dá vontade de rir!
Claro que dá vontade de rir. A quem tem um sentido de humor distorcido.
Se achas os assuntos lá expostos rebuscados, toma cuidado pois podes ainda podes ter um esgotamento nervoso com as anedotas do Rocha.
Aconselho-te vivamente a fazer uma pesquisa numa hemeroteca ou a comprar jornais com jornalistas a sério pois são cada vez mais escassos.
Peço desculpa ter-te tomado o teu precioso tempo. Provavelmente deverás querer voltar à tua caça ao Gambuzino e não tens tempo para coisas como PENSAR.
Sabes porque é que Platão é tão famoso como o Cristiano Ronaldo e nunca foi jogador de futebol?
Porque nasceu antes de Cristo, nunca viu televisão e nunca precisou de Aviões para chegar ao seu destino.
Cara como se os Estados unidos não soubessem que os japoneses estavam prestes a atacar a base naval de Pearl Harbor.
Isso foi tudo um jogo da CIA para entrar na guerra porque o governo americano não queria a participação do EUA na guerra, pois não havia motivos.
Então o serviço secreto fez com que aqueles navios (que por sinal já estavam “velhos”) para que houvesse motivos para entrar na 2ª guerra!
Pense bem
Guilherme B. essa foi a pior teoria da conspiração que já ouvi, primeiro porque os americanos na segunda guerra mundial ao contrário da primeira, não estavam quer preparados quer dispostos a entrar na guerra.
Depois o ataque a Pearl Harbor foi destrutivo pois abateu os principais (e melhores) navios da armada americana, e o número de soldados mortos também é a considerar.
Por fim a CIA só foi criada no Pós-Guerra, nomeadamente em 1947, seis anos depois do ataque, que eu saiba eles não têm máquinas do tempo