Eu sofro de dislexia messengeriana.
Quanto mais animada está a conversa, mais trapalhão na escrita tenho tendência a ser. Esta situação equivale a uma conversa de café onde todos começam a falar mais depressa e mais alto. No meu caso, que faço os possíveis por escrever sem erros, equivale a falar mais depressa, mais alto e a lançar perdigotos sobre o rosto das pessoas.
Claro que os espertalhaços que falam comigo no Messenger (sabendo que detesto dar erros de português e que estou sempre a corrigir-me e a ser corrigido), não perdem oportunidade de me chamar a atenção para a minha dislexia: «Que raio, estás mesmo um velho caquéctico». O pior que pode acontecer é eu querer responder à letra e tentar fazê-lo tão depressa que volto a escrever uma calinada. Isso já equivale a falar depressa, falar alto, lançar perdigotos, levantar-me, tropeçar e deixar cair a bebida em cima de toda a gente. Bom, deixem lá, isto agora sou eu a exagerar. Mas a verdade é que os tipos acabam por ter assunto para os próximos dois minutos das três semanas seguintes.
Moral da história: nestas coisas das conversas, nada como ter calma e pensar bem antes de falar (ou escrever). Já agora, antes de comentar.
E como eu gostaria que o meu trabalho me permitisse fazer mais do que escrever estes posts mais ou menos inconsequentes…





























