
O Goodbye Bush deste anúncio em rodapé publicado por um jornal australiano justifica-se porque a Veet é uma empresa que comercializa produtos de depilação… ‘Bush‘, que significa mata ou arbusto, também é um nome popularmente usado para definir determinadas zonas onde existem pêlos em excesso.
Não sei se a decisão de colocar o anúncio naquela página foi tomada pela empresa, que decidiu assim aproveitar a eleição de Obama e a enorme simpatia que o mundo tem por Bush para promover ceras e cremes depilatórios. Pode até ser resultado de «humor editorial» ou ter caído ali por mero acaso, mas seja como for é um brilhante exemplo do chamado product placement.






























2 comentários
É por estas e por outras que adoro markting
Genial…
…não tem nada a ver, mas esta situação reporta-me para o nosso panorama jornalístico e o poder de manipulação e sectarismo de alguns (quase todos) jornais. Veja-se o caso do regionalista Jornal de Notícias: A capa do dia seguinte ao Benfica-Braga, resultava numa enorma foto do jogo e um garrafal título onde, mais coisa menos coisa, se dizia que “Benfica vence com golo irregular“. Como contra-ponto, na capa da edição seguinte ao dia do jogo Braga-FC Porto, apesar do concensual roubo de que o Braga voltou a ser alvo, em que a porta da vitória foi aberta com um escandaloso fora-de-jogo de 1 metro, o mesmo Jornal de Notícias premeia-nos com um título, mais coisa menos coisa, “FC Porto vence Braga e salta para o primeiro lugar“. Sintomático.Nada de irregularidades…
Por parte do Jornal de Notícias, que se diz o maior jornal nacional, esta clubite, quase subserviência, choca mesmo os mais distraídos, mas é o jornalismo que temos.
Não me espanta, pois, que a foto do Obama tenha sido colocada para se relacionar com o anúncio, ou vice-versa.
Os jornais, com ou sem product placement, são manipuladores por excelência.
Quanto ao Obama vai gozando do estado de graça, pelo que fica bem o tom rosa do fundo do anúncio.
Fosse o Bush e aquele colinho seria alvo de imaginativos comentários.
Oxalá que que a coisa nunca fique negra para Obama porque será sinal que a esperança que nele excessivamente se depositou acabou por florescer e frutificar.
Oxalá!