Detesto a burocracia espirituosa das efemérides. O Dia da Mulher é o tipo de coisa que só um gajo se lembraria – uma forma de dizer que todos os outros dias do ano continuam a pertencer ao Homem. E eu cá não me queixo.
Para que servem estas comemorações, afinal? 24 horas podem dar para escrever textos giros e recheados de boas intenções, mas nem sequer chegam para o básico: mudar mentalidades.
E se querem saber… Hoje é o dia em que o Benfica joga com o PSG.






























6 comentários
até ao último fim-de-semana tinha uma postura algo semelhante. passámos os últimos anos a esquecer o 25 de abril e a cagar para as datas que foram realmente importantes para implantar aquilo que hoje valorizamos na nossa sociedade. o que é que temos hoje? saudosismo fascista a dar vivas a salazar nas ruas. no iraque de hoje voltaram as burkas; até a besta do saddam não proibia as mulheres de andar de cabeça destapada. os retrocessos são mais fáceis quando a geração responsável pela defesa dos valores progressistas não teve de os conquistar pela luta porque os tem como adquiridos. as mentalidades mudam-se falando nas coisas abertamente, avivando a memória dos antigos e enriquecendo a cultura cívica dos novos.
Não entendo os comentários do masturbador desportivo.
Mas entendo o sincronismo do arquivador com o benfa: 2-1
Marco, pá, quero lá saber do dia delas! Explica-me como ripar neste século legendas dum DVD! Seriamente! E não me mandes para as calendas do Google! E ainda te pago extra se me disseres o que são neurónios!
Entendo, e até subscrevo, o teu comentário, Marco. Irrita-me a hipocrisia dos “dias de”, tresanda a politicamente-correctice. Mas tenho que convir que, às vezes, o propósito é provocar, pelo menos num dia do ano, um debate, uma discussão pública. E, às vezes estes dias são importantes também pelo que espoletam: http://hrw.org/english/docs/2006/03/09/iran12832.htm
e levar no pelo
)))
Fluvial: como ripar legendas de um DVD