→ 02/02/2007 @11:53

Beleza é processamento

Rostos matematicamente perfeitosPoetas? Pff. Esqueçam.

A verdadeira beleza reside na rapidez de processamento dos nossos cérebros. Se as proporções do rosto forem matematicamente medianas, a informação transmitida é mais rápida de processar pelos outros, sendo assim considerada mais atraente.

Estas são as conclusões de um estudo publicado pelo jornal Psychological Science. Os investigadores – Piotr Winkielman, da Universidade da Califórnia, e Jamin Halberstadt, da Universidade de Otago, Nova Zelândia – afirmam que uma carinha mediana (em termos matemáticos, claro) está mais perto do nosso protótipo mental de um rosto.

Por outras palavras: quanto mais o teu rosto for parecido com… bem, com um rosto, mais atraente se torna. Esta não é uma grande notícia para todos aqueles que se acham umas carinhas larocas. O mundo é dos medianos, pá. Toma lá e embrulha, ó preciosidade.
Se quiserem ler o original em inglês onde fui gamar este post, força. Eu vou continuar por aqui a divagar, se não se importam.
Esta questão da proporcionalidade aliada à beleza é tão antiga que se eu quisesse fazer um post sobre o assunto estava tramado: não fazia mais nada nas próximas semanas. Mas razão tinha o escritor italiano Agnolo Firenzuola quando escreveu, no seu Discorsi delle bellezze delle donne, que «a fronte há-de ser ampla, ou seja, larga, alta, cândida e serena… A altura há-de ser tanta quanto a metade de sua largura: assim, esta deve ser duas vezes tão larga quanto a sua altura, de modo que da largura pode-se deduzir o comprimento, e do comprimento, a largura.»
Queria apenas acrescentar que nunca na vida tinha ouvido falar deste Agnolo Firenzuola, mas descobri-o porque fui ao Citador procurar umas palavras apropriadas de forma a tornar este post mais intelectual, respeitável e… um bocadinho mais laroca. Yep, eu sou do contra.