Estava eu a fazer a barba quando comecei a pensar nos mistérios da física quântica. O mais extraordinário disto é que nem me cortei.
Quantos tipos conhecem vocês que não se cortam enquanto fazem a barba pensando em átomos assombrados? Pensando melhor, quantos tipos conhecem vocês que se ponham a pensar nos livros que leram sobre física quântica enquanto estão a fazer a barba?
Eu sou um cabeça no ar, é verdade, mas estas coisas aconteceram-me agora porque estou mortinho por escrever um post sobre os mistérios quânticos e a dificuldade do tema anda a travar-me os dedos. Mal começo a escrever, bloqueiam-me todas as aulas de Física e Matemática às quais devia estar a prestar atenção e não estava porque, por essa altura, já tinha começado a fazer a barba e o rabo da Joana era muito mais interessante que a constante de Planck.
A recordação do belo rabinho da Joana conduz-me a uma apaixonante especulação de natureza quântica: que teria acontecido se eu tivesse feito o que o meu instinto me ordenava e lhe tivesse apalpado uma das nádegas? Teria tido a Joana uma atitude perversamente cristã, ou seja, oferecido a outra? Ou teria ela esmagado os meus ímpetos sexuais com uma galheta nas trombas?
Segundo o Princípio da Incerteza de Heisenberg, os dois estados de Joana coexistem: tanto pode gostar como dar-me uma galheta. Só após a intervenção do observador é que se sabe. Um electrão comporta-se como uma partícula ou uma onda – mas só sabemos do seu estado real quando o observamos. E mesmo quando o observamos não podemos fazê-lo com resultados que o nosso senso comum possa interpretar: ou lhe calculamos a posição ou o movimento. Não podemos medir ambos os estados ao mesmo tempo.
O electrão encontra-se num estado fantasmagórico que só é quebrado pela intervenção do observador. Por outras palavras: as descobertas da física quântica parecem demonstrar que existe uma relação qualquer entre a matéria e a consciência. Se esta merda não dá cabo da cabeça de um gajo então não sei o que é que dá. Sim, o rabo da Joana. Mas isso é outra história.
Infelizmente, tais fenómenos só ocorrem a nível atómico. Ao nosso nível – aquele onde as leis de Newton funcionam e onde tudo é preciso e determinado – por mais que a minha consciência forçasse a nádega esquerda de Joana a aceitar a minha mão direita, o mais certo era que a força da gravidade actuasse sem dó nem piedade sob a forma de uma bofetada.
Agora que penso nisso, sempre é melhor pensar em física quântica enquanto faço a barba do que recordar o rabo da Joana.
Nunca mais vi a rapariga, mas a constante de Planck, e tudo o que se seguiu depois, continua a dar a volta à cabeça de muita gente. O físico dinamarquês Niels Bohr chegou mesmo a dizer que só quem não compreende as implicações das descobertas quânticas não fica chocado.
Eu estou chocado, acreditem, pois nunca saberei o que aconteceria se tivesse realmente apalpado a Joana.
Brincadeiras à parte, estou a devorar livros. As implicações das descobertas da física quântica são tão extraordinárias e intrigantes que não descanso enquanto não digerir toda a informação que estou a recolher para depois transformá-la num post que possa ser lido sem problemas. Ou então talvez nunca venha a escrevê-lo por não ter conseguido perceber o suficiente. Só nunca descreverei em pormenor a Joana: física quântica ainda se partilha, agora aquele corpinho não. Esse fica só para mim.
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3 comentários
Muito bom
Está aqui um video que ajuda a explicar a mecanica aquantica, ou então não! http://youtube.com/watch?v=lytd7B0WRM8
E já agora fica aqui mais um link que tem um pouco a ver com a mecanica aquantica, é a teoria do tudo! http://www.pbs.org/wgbh/nova/elegant/program.html