





Estas fotos de animais encurralados e massacrados pelo Homem deixam qualquer amante da Natureza agoniado. Foi o que aconteceu comigo quando as vi pela primeira vez. Estas imagens documentam a matança anual que se verifica nas Ilhas Faroé, um protectorado da Dinamarca, mas não contam a história toda.
Embora tenha sido avisado por um leitor do Bitaites (obrigado, Paulo), bastou uma pesquisa de cinco minutos no Google para verificar que a Internet está cheia de páginas indignadas, escritas num tipo de linguagem demasiado exclamativa, semelhante às correntes de causas que abundam nos emails. O conteúdo desses posts é mais ou menos o mesmo: os dinamarqueses são uns selvagens e é preciso fazer qualquer coisa para acabar com estas matanças, por isso passem palavra.
Inicialmente desconfiado, ainda pensei que esta seria mais uma história semelhante à do cãozinho morto de Guillermo Habacuc Vargas, mas estava enganado: as fotos são verdadeiras e a matança ocorre de facto todos os anos.
Este post pretende fornecer às pessoas alguns factos importantes para a compreensão do que se passa nas Ilhas Faroé – como todos sabem, a Web é uma auto-estrada da informação repleta de vias sacras onde, de um momento para o outro, qualquer pessoa, região, povo ou país pode ser crucificado.
Se os animais fossem mortos por desporto – como acontece na nossa Europa civilizada – teríamos todas as razões para nos sentirmos indignados e passar para a condenação imediata.
Convém por isso conhecer os factos antes de formar uma opinião: se forem parar a um desses blogues que denunciam este massacre dinamarquês, chamando a atenção para a barbárie cometida contra golfinhos inteligentes, meigos, curiosos e sociáveis tenham em atenção o seguinte:
Não são «golfinhos». Os animais caçados nas Ilhas Faroé são baleias-piloto, ao contrário do que normalmente referem os textos que acompanham estas fotos; isto revela que os autores destas páginas se limitaram a passar mensagem sem verificar um facto tão óbvio. [Rectificação: as baleias-piloto não são propriamente golfinhos do Aquaparque, mas fazem parte da família dos Delphinidae. Aqui quem errou fui eu, as minhas desculpas; obrigado ao Marco Barreto pela correcção.]
É Dinamarca, mas não são bem dinamarqueses. As Ilhas Faroé, embora sejam um protectorado do Reino da Dinamarca, possuem uma importante autonomia desde 1948. As ilhas nem sequer aderiram à União Europeia. O grau dessa autonomia pode ser avaliado se tivermos em conta que os habitantes tomam as suas próprias decisões no que diz respeito à Indústria, Agricultura, Meio Ambiente, pesca e, como se vê, a caça de baleias – esta informação é confirmada pela própria Embaixada da Dinamarca em Portugal, forçada a comentar o assunto devido ao número de protestos existentes. Há muito que os cerca de 47 mil habitantes das ilhas discutem a possibilidade de darem o último passo e se tornarem completamente independentes do reino.
Por que razão o fazem? É frequente dizer-se que a matança das baleias-piloto é feita por tradição. Sabemos que se verifica desde 1584 e, todos os anos, cerca de 950 animais são mortos. Uma tradição não começa do nada como se fosse magia, pelo que é preciso ter em conta que este evento é mais importante para a comunidade do que poderíamos pensar inicialmente: os animais são mortos de forma violenta e, aos nossos olhos, selvática, mas a carne da baleia é depois distribuída equitativamente, e de borla, a toda a população. Não se trata de um evento que ao longo dos anos tem assumido um cariz mais comercial, como as nossas civilizadas touradas.
Devido ao facto de a carne ser livremente distribuída, os jovens vêm neste evento uma forma de provar que já podem ser úteis para a comunidade – daí denunciar-se, erradamente, a futilidade desta matança por ser apenas um ritual para a passagem adulta.
Grande parte da alimentação nas ilhas provém da carne, mas é escassa. O clima austero das ilhas, localizadas no Atlântico Norte entre a Escócia e a Islândia, não permite o cultivo de cereais e vegetais, pelo que os habitantes, sobretudo durante o Inverno, estão reduzidos ao consumo de aves marinhas, peixes e carne de baleia.
Se depender da vontade dos médicos, contudo, esta tradição terá de ser abandonada: o mesmo texto da Embaixada da Dinamarca alerta que a sociedade faroense considera uma eventual paralisação da caça, tendo em conta advertências médicas em relação à alimentação de carne e gordura de baleia, devido à contaminação química. Baleias com dentição, como as baleias-piloto, estão no alto da cadeia alimentar marítima, e estão, portanto, mais propensas que a maioria dos outros organismos marinhos a acumular substâncias tóxicas do oceano. «A energia utilizada nos protestos contra a caça nas Ilhas Faroé seria mais sensata se direccionada ao aumento da poluição nos oceanos que ameaça a vida de todos», remata o texto.
Que está a ser feito para acabar com a matança? Aparentemente nada de relevante como, por exemplo, pressionar a União Europeia a criar formas de os ajudar a arranjar alternativas alimentares que deixem as nossas consciências ecológicas mais descansadas. Organizações de defesa do Ambiente e dos Animais, como a Greenpeace ou a PETA, não parecem ter qualquer tipo de actividade ou documento publicado online sobre as Ilhas Faroé. [Actualização: a PETA mantém um formulário de contacto através do qual é possível enviar um protesto ao governo dinamarquês, obrigado ao Paulo pela dica].
Apenas uma organização tem feito acções no terreno em defesa das baleias-piloto das Ilhas Faroé: a Sea Shepherd Conservation Society, com campanhas montadas em 1985, 1986 e 2000. A Sea Shepherd afirma também ter convencido 20 mil lojas de duas redes de supermercados na Alemanha a boicotar produtos de pesca das Ilhas Faraó – uma boa notícia para os animais, sem dúvida, mas não para a economia local.
Adenda 1 Embora tenha consultado inúmeros sítios e chegado sozinho à maioria dos factos aqui apresentados (é fácil: basta googlar antes de se deixar levar pela indignação), a descoberta de um post sobre os massacres no blogue Projeto Adão acabou por servir de confirmação – o trabalho de sapa já tinha sido feito ali, e bem feito, pelo que se quiserem ler mais sobre o assunto, basta consultar esse blogue.
Adenda 2 Eu já tenho calo suficiente para saber que, mais tarde ou mais cedo, alguém lerá este texto em diagonal e ficará muito zangado por eu não alinhar na indignação condenatória do costume.
Menino da cidade como sou, não preciso de me preocupar com a maneira como vivem e morrem as vacas, os frangos e os porcos que de vez em quando vêm parar ao meu prato – neste caso, é mais confortável para mim fazer julgamentos morais sobre os habitantes das Ilhas Faroé, pois embora estes justifiquem o massacre com as necessidades alimentares da população, organizam a matança à vista de todos. Não se escondem, pelo que a ausência de sentimento de culpa deveria fazer-nos pensar antes de condenar.
À distância, observando apenas estas fotos, é fácil apontar-lhes o dedo e chamar-lhes bárbaros. Nós também matamos para comer, mas essa matança é feita de forma mais limpa e, sobretudo, longe dos nossos olhares. Esta diferença é crucial, pois embora o resultado seja o mesmo – o animal é morto – os nossos métodos industriais fazem-nos sentir mais civilizados.
Quero que saibam que não vale a pena perder tempo a insultar-me, pois senti o mesmo que qualquer pessoa ao ver estas fotos: horrorizado, revoltado, a minha simpatia logo dirigida aos pobres animais. Isso não quer dizer que esteja disposto a condenar milhares de pessoas à barbárie só por haver quem prefira espalhar indignações em vez de espalhar informações.






























38 comentários
Sou forçada a dizer: “Obrigada!”
É que eu ainda sou pior que o Marco! Assim que vi os 327 mails sobre os pobres “golfinhos”, chutei aquilo tudo para canto. E que me desculpem todos os ambientalistas, mas eu sou menina do campo (uma verdadeira saloia), e isto não me choca assim tanto…
Mas agora fiquei esclarecida. E muito pior (no ponto de vista dos “chocados”), não vale mesmo a pena dar muita importância ao caso!
Chocadas ficariam muitas pessoas se soubessem de que forma a carne que comem é tratada durante a vida.
Relativamente à matança das baleias, faço minhas as palavras da bíblia:
“Não julgueis, pois, para não serdes julgados …”(Mateus, VII: 1-2).
Marco
este texto ilustra a qualidade que em ti mais aprecio enquanto blogger, e que vem certamente do jornalismo, e que é a procura e divulgação de informação fundamentada e verdadeira.
Também tinha recebido o mail, e também achei que talvez a coisa não fosse tão simples, mas não me dei ao trabalho de investigar. Ainda bem que o fizeste.
Também recebi este mail e fiquei indignada.
Assim sendo, fico mais descansada, também achei um exagero e fiquei mesmo chocada com a situação. Prova de que não podemos acreditar em tudo o que lemos.
“20 mil lojas de duas redes de supermercados na Alemanha a boicotar produtos de pesca das Ilhas Faraó“
Essa advertência médica me soou estranha. Dizem que a carne de baleia faz mal, contudo a tradição existe há quase quinhentos anos. Me pareceu mais como uma forma de amenizar a situação, como se tapando o sol com uma peneira.
Ademais, esse tipo de atitude faz parte da natureza humana. Onde nós vamos, levamos violência e derramamento de sangue, e isso não é necessariamente ruim. De qualquer forma, sou avesso qualquer tipo de crueldade, contra humanos ou animais. Se tradição causa sofrimento excessivo, mesmo que útil deve ser repensada.
Este povo já ouviu falar da Almadrava?
“E sobre tudo isto um grito, um grito de triunfo, o grito de matança que explode numa alegria feroz, a alegria primitiva: – Eh! Eh!… num quadro imutável, todo vermelho e negro…. Cheira a açougue. A água tinge-se de sangue, a água pegajosa encharca os barcos. Misturam-se as cores e as peles escorregadias…. A carnificina enfarta e enjoa…. há laivos nódoas de sangue na tinta azul do mar…. Imensa tela a tons violentos, com uma agitação frenética no primeiro plano.”
http://blog-de-historia.blogspot.com/2008/05/almadrava.html
A minha avó quando fazia o bom do arroz de cabidela pegava numa faca e zás no pescoço da galinha. O que eu gosto de arroz de cabidela…A minha mãe como boa filha que é, aprendeu a arte de cortar o pescoço da galinha de maneira a aproveitar o máximo possível do sangue.
Mais uma vez, o que eu gosto de arroz de cabidela…e nunca tive pena da galinha.
L. Vasques isso é a minha pancada pelo Antigo Egipto. Já corrigi, obrigado por me avisares
Uma pequena correcção: “Não são golfinhos” Na verdade as baleias piloto, como são vulgarmente conhecidas (abundantes na minha terra onde são chamadas de boca-de-panela) são da família dos Delphinidae, são um dos maiores membros da família dos golfinhos, mas são efectivamente golfinhos.
De qualquer forma essas chacinas estão a ter consequências nefastas na própria população das ilhas devido à elevada concentração de mercúrio existente na carne dos cetáceos, como podes ler aqui
As grindabod das ilhas Faroé chocam-me realmente, não tanto pelo acto em si, mas por saber que estes animais têm uma inteligência invulgar e confiam nos humanos
Este episódio deita por terra (neste caso) a expressão de que “uma imagem vale mais que mil palavras”e estas fotos omitem a verdadeira motivação dessa população que se não lesse o texto na integra iria pensar o mesmo que os ignorantes
Só me fica a dúvida se esta “matança” não afectará de forma drástica a população de baleias-piloto nos mares do Norte,visto que somos exímios em extinguir Espécies…não sei se é o caso…
Marco,foste um verdadeiro repórter de investigação virtual,a informação é o nosso maior poder… fiquei devidamente informado
…mais uma coisa…NÃO vás bater à porta da TVI …okey?
Ou será que já viram a nossa associação com tubarões, golfinhos e atobás para dizimar o maior cardume de sardinhas do planeta, milhões delas, que transformam aquilo numa sardinhada natural que faz a ponte antiga de Portimão transformar-se num restaurante fast food?
http://www.youtube.com/watch?v=YLUr5TGvCpA
A vida é assim mesmo. Nós é que gostamos de fingir que somos civilizados de vez em quando. É politicamente correto…
já tinha recebido por diversas vezes o email com a imagens mas nunca me deu para confirmar se realmente eram golfinhos por exemplo, preguiçoso é o que eu sou.
um muito obrigado pelo esclarecimento Marco.
O Marco Barreto tem razão, lá porque se chamam baleias não quer dizem que o sejam… são mesmo golfinhos (tal como as orcas, ou baleias assassinas, também o são), como podem ver na wikipédia (http://en.wikipedia.org/wiki/Pilot_whale), mas também penso que não é isso que muda o essencial da história.
De @Marco Barreto:
Então, basicamente,também são vitimas do “descuido” humano e não uns bárbaros impiedosos :
@Marco
Neste mundo só há desinformação…
Luna, e eu pensava que os teus preferidos eram aqueles em que eu falo da Scarlett Johansson
Marco Barreto, estás cheio de razão. Mas chamar-lhe “golfinhos” não é o mesmo que chamar-lhes correctamente baleias-piloto. Encaramos os golfinhos de uma forma mais carinhosa, o que só ajuda a manipular as pessoas.
Mas, como digo, tens toda a razão e ainda bem que comentaste.Já alterei o post!
Epá, mesmo a calhar. Recebi um mail a denunciar isso há uns dois dias. Fiquei um bocado à nora, mas sinceramente, isso resvalou na minha carapaça da indiferença quando me pus a pensar que não poderia salvar o Mundo de todas as coisas más que nele acontecem diariamente. Daí nem me ter preocupado na com a investigação que deveria fazer. Mas já vi que essa já foi feita, e obrigado. Mesmo.
Vou já enviar o link deste post a quem me mandou o mail, a ver se abre os olhos, e que tente fazer um rastreio das cenas que faz forward para toda a lista de contactos.
Mais uma vez, muito obrigado Marco!
P.S.- Pintelhice –> “(…)Alemanha a boicotar produtos de pesca das Ilhas Faraó – uma boa notícia para os animais, sem dúvida, mas não para a economia local.”
Mestre Slip, já corrigi essa, é influência do Antigo Egipto.
Milhares de anos depois, eles ainda andam por aí.
1) Ok, não são golfinhos, são primos
2) Ok, não é a Dinamarca, são as Ilhas faroé
3) OK, não o fazem porque são criminosos, fazem-no para comer.
Obrigada pelo excelente trabalho, Marco ( sem qualquer ironia).
Mas tens que concordar, e concordas, que as imagens são dantescas e que existe uma grande diferença entre eu ir comprar um frango ao talho ou fazer com que a morte de animais, mesmo para comer, seja associado a uma festa local. Eu como carne mas nunca participaria numa matança de primos de golfinhos, assim como não participo na festa da terrinha da matança do porco e abomino as touradas de morte, cuja carne também é dividida pela população local. Se a diferença está no ser mais limpo? Não, não está. A diferença está que esta baleia, este porco e este touro estão a ser mortos ao som de festa. E isto para mim é um pouco medieval.
Cada coisa no seu lugar e dentro do seu contexto. Só isso.
(declaração de interesses: se eu recebi qualquer email, fiz como faço a todos os outros do género, apaguei-o, logo nunca assinei nada, nunca reencaminhei nada nem enfiei qualquer carapuça em relação a pseudo-histerias sobre estes assuntos. vi este tema a primeira vez aqui e escrevi a minha opinião, agradecida, sem qualquer ironia, pelo excelente trabalho de informação a que já nos habituaste, Marco)
Sabina, eu se estivesse lá nem seria capaz de ver aquilo. Só de pensar no sofrimento dos animais dá-me a volta ao estômago.
Mas se eu vivesse lá, fosse um deles e a minha comunidade precisasse daquela carne para sobreviver há 500 anos e não tivesse meios ou tecnologia para fazer as coisas de uma forma mais aceitável, sentiria a mesma coisa?
A minha intenção foi mesmo contar a história completa, e não apenas as que as fotos nos mostram.
PS. – E contribuir para quebrar essas malditas correntes da Net e emails que tudo denunciam e nada informam…
Eu acho que estas baleias sofrem tanto como um javali morto numa caçada ou um cabrito morto à martelada. Se achamos aceitável entre nós que se cacem javalis ás centenas porque razão não podem estes caçar as suas baleias? Porque “faz impressão”? Ficamos um pouco hipócritas na fotografia…
Marco, eu não sei porque é preciso ir tão longe. A matança de um porco é das coisas mais selváticas e impressionantes que existem. A carne é toda aproveitada, é certo, mas os guinchos do porco dificilmente nos saiem da cabeça. E não existem Email a dizer que devemos salvar todos os porquinhos Babe deste país.
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@Edgar, eu sou um grande apreciador da sardinha assada, como explico aqui Poisson du Saint-Populaire au Pain Alentejaine, e daí, apesar de nunca ir a Portimão, pergunto: mas o que se passa com o Festival da Sardinha naquela que deveria ser a capital do Algarve?
É por essa razão que eu leio sempre o Bitaites. Tenho a certeza que o seu autor faz a pesquisa necessária antes de colocar seja o que for aqui no blog, deviam haver mais assim.
Fico contente por ter feito esta pesquisa Marco, porque nesta corrente eu acreditei. E eu abomino correntes…
Quanto à matança de animais, bem é o eterno dilema. Eu considero a mesma coisa matar uma baleia e uma galinha, utilizando os exemplos já referidos. Ambos são vida e não sei bem até que ponto a podemos manipular para nosso proveito quando hoje em dia existem outras formas de nos alimentarmos de uma forma saudável e “ecológica”. Porém, eu própria ainda sou omnívora…
P.S. E eu não uso o IE! lol É o Avant Browser.
Bom trabalho de investigação!
Quando vi as fotos no email fiquei indignado e não coloquei num canto como alguns , fui ao site da PETA e eles inclusive estão a disponibilizar envios de emails ao Primeiro ministro da Dinamarca para acabar com aquilo.Pareceu-me um assunto com veracidade e mereceu logo a minha preocupação. Mostrei ao Marco para ele denunciar, se assim o entendesse.
Não és tu que tens que me agradecer Marco , mas sim eu a ti pela investigação que fizeste!
Abraço
É realmente triste, mesmo depois de ouvirmos tantas vezes essas instituições, por exemplo a PETA, entre outras, e o homem ainda ser capaz de fazer isto. Acho que existem tradições e tradições, tal e qual como a das touradas, é um completa estupidez. O homem demonstra capacidade para mais, e este tipo de manifestos torna-o ridículo. É uma pena.
Apesar de todas as explicações, não gostei nada de ver as imagens e acho que é uma barbárie de todo o tamanho.
Aprecio muito o blog.
@Edgard, e ainda falando de sardinhas
«As sardinhas que chegam aos pratos dos portugueses saem dos mares sem deixar um rasto de destruição (…) Depois de verificar que assim era, e que os pescadores portugueses não estavam a capturar mais do que podiam, nem a matar espécies apanhadas na armadilha, o Marine Stewdarship Council deu já indicações que a pesca de sardinha em Portugal irá ser certificada como sustentável.» (link)
para as pessoas que nao ficaram muito chocadas talves este video vos ajude mudar de ideias. nao podemos ficar indiferentes.
http://www.peta.org/feat/ChineseFurFarms/index.asp
poisé …
@Mário Costa , esse vídeo deu cabo de mim….
Quanto mais conheço o HOMEM, mais gosto dos animais….
Também fiquei indignado a primeira vez que vi as fotos enviadas por um mail há meio mesito, mas também achei suspeito e fui pesquisar mais sobre o assunto, principalmente porque o mail vinha com uma daquelas “petições” em cadeia que não existem em mails ( penso eu ). Estou farto deste tipo de spam… Acho que tive a mesma opinião do Marco Santos e escrevi um post sobre o tema também, mais um pouco do mesmo, é a minha opinião.
link: http://sassaman.wordpress.com/2009/10/12/as-amigas-baleias-das-ilhas-faroe-dinamarca
Continua com a boa qualidade de posts…. o/
@bluewater68
Só temos então que cuidar é para não engolir a etiqueta…
Mas, dos portuguêses falei de uma pesca do Atum em específico, que é sempre uma carnificina. Das sardinhas falava da África do Sul.
Gostei de ver esta noticia no 24 Horas de Hoje!
cumps
Cida Silva
Eu gostaria de saber de que Paìs vcs são, por estão defendendo tanto, os email correntes a respeito de uma morte brutal como dizem e apontam.?Qual é o objetivo final? acabar com E-mail corentes ou defender o ponto de vista no qual e pesquisou? Criaram um blog para que? Por não usa este mesmo para combater a matança de maneira barbara de animais grandes como estes, que só morem quando muito ferido, por que seu ponto vital está longe do alcance do homem. Então acredita que seres humanos com mais sensibilida que outros, amaria ver , tanto sanguem poluindo o mar e ainda sabendo que um animal deste demora para morrer, acha mesmo que não choca ver os videos com animais indefesos se batendo e sagrando e tingindo todo mar de vermelho , acha mesmo que ficariam calados?
Aproposito, a tecnologia axiste para suavizar a dor dos animais que ironicamente vira alimento de um outro animal, o pior da especie o” ser humano”. Até os animais iracionais atingem o ponto vital da sua presa, matando as quase que instantaeneamente para depois alimentar sua fome, mas nós “animais” pior do que os inracionais não fazemos isso, por que somos o pior de toda criação que Deus fez e segundo a biblia se arependeu de tê-los feito. Não importa se são Golfinhos ou não é cruel desumanos.
Fico indignada tambem!!!
Acho que é dar tempo ao tempo, se á alguns seculos (e talvez nem tanto) matavam-se e torturavam-se pessoas de formas inimagináveis e se viam os animais como meras “bestas”. Com a evolução dos conhecimentos sobre a vida animal sabemos hoje que os animais são muito mais parecidos connosco do que muitas vezes se julgava, sofrem, brincam, demonstram sentimentos. E destes modo pouco a pouco (infelizmente mais lentamente do que o desejavel) vão sendo criadas leis para o bem estar animal.
E não é a mesma coisa a minha avozinha matar uma galinha para fazer o almoço para a familia e um troll qualquer fabricar de forma intensiva milhares de galinhas para as massas.
Como alguem ja disse:
“O ser Humano é uma besta, mas nem as bestas se comportam como os seres Humanos”