Se a raça humana se extinguisse hoje, só dois milhões de anos depois os vestígios da sua passagem pela Terra desapareceriam por completo. O lixo nuclear que produzimos seria o último a decompor-se. E alguns elementos químicos demorariam ainda cerca de 200 mil anos a desaparecer.
O gráfico que a BBC elaborou afirma que o desaparecimento da raça humana seria benéfico para a Terra e todas as outras espécies. As que se encontram em vias de extinção iniciariam o seu processo de recuperação imediatamente a seguir. A luz artificial cessaria 24 a 48 horas depois, limpando os céus nocturnos da poluição visual das grandes cidades. Três meses depois, a poluição atmosférica já estaria reduzida.

Só ao fim de 1000 anos os edifícios de betão teriam colapsado, engolidos pela Natureza, mas bastariam de 100 a 200 anos para que outras construções (pontes, casas e ruas) cessassem de perturbar a nova paisagem.
50 mil anos depois, o legado cultural, psicológico, social, tecnológico, político e económico da Humanidade estaria reduzido a artefactos arquitectónicos.
Carl Sagan sempre teve razão: a nossa vida é um pequeno ponto azul-claro.





























