
Traçar as origens da língua portuguesa implica ter em conta um grande número de variedades de natureza geográfica, social, etária, profissional e situacional. Mas como eu não estou com vontade de me armar ao pingarelho, resumo a questão afirmando que a nossa língua pertence ao chamado grupo das línguas românicas, ou neolatinas, e teve a sua origem no latim falado, trazido para a Península Ibérica por volta do século II a.C., como consequência das conquistas políticas e militares do Império Romano.
O Latim, já agora, e não querendo impressionar demasiado essas vossas crédulas almas, nasceu na Itália Antiga. A notável organização dos romanos e o domínio cultural exercido por Roma trataram do resto, expandindo a língua por quase todo o mundo conhecido.
Factos históricos ocorridos com o declínio romano repercutiram-se na formação da Língua Portuguesa: a invasão de bárbaros guedelhudos germanos, a constituição dos impérios bárbaros, como o visigótico, o domínio de árabes barbudos na Península, a luta da reconquista cristã, a formação do reino de Portugal e, por fim, a expansão ultramarina e a barba mais aparadinha.
A imagem em cima representa um período conhecido como Romanço – ocorrido entre os séculos V até aos dias de hoje – e que se caracteriza por uma enorme diferenciação do latim numa multiplicidade de falares, ou desenrascares (para utilizar um termo mais erudito). Dentre esses desenrascares intermédios, é o Romanço Lusitânico, bastante inovador, que acabará por dar origem à língua que conhecemos.
As duas grandes variações actualmente existentes são o pitês (exemplos desse linguajar são inúmeros) e o estenografês, reminiscente do estilo telegráfico do século XIX e que se caracteriza pela inexistência de pontuação e palavras completas, apenas abreviaturas e uma psicótica insistência na letra k.






























Um comentário
gostei do caxorro
;D
haushushaus
teresantehh
:twisted_wp: