
A cápsula será colocada em órbita usando um super-canhão especialmente modificado para a missão. O porquinho já se encontra no seu interior.

Aproxima-se o grande momento. Um oficial verifica se tudo se encontra nas suas devidas condições antes da autorização para partir.

Nesta fase não existe ainda o processo de contagem decrescente a que estamos habituados. O operador do canhão deve esperar que o oficial responsável dê o sinal com o seu revólver.

Um único tiro é disparado para o ar, sinal de que o lançamento pode finalmente ser feito. Tudo corre bem, a cápsula sobe em direcção ao céu.

Representantes governamentais observam o momento em que a cápsula regressa à superfície terrestre. Terá o porquinho sobrevivido à viagem?

Sucesso! A cápsula aterra sem problemas e o porquinho encontra-se são e salvo, tornando-se o primeiro representante soviético no Espaço.

Os operadores do canhão posam com o porquinho, felizes pelo sucesso da missão e por o animal ter sobrevivido. Novos cálculos e um canhão de maiores dimensões serão necessários até conseguirem colocar um ser humano na Lua.
First on the Moon é um documentário, sim, mas ficcional. O género de filme a que pertence é conhecido pela designação mock-documentary. O realizador Aleksey Fedorchenko afirmou que o elemento de ironia no filme é pequeno, «para aí uns cinco por cento. O resto é uma espécie de homenagem à geração dos nossos pais e avós, à sua honestidade, a sua fé genuína num ideal».
Este estilo documentário a fingir tão bem feito que até parece real é muito usado na América e na Inglaterra, mas não na Rússia. First on the Moon teve um orçamento de 1 milhão de dólares, relativamente grande para um filme russo. A audiência do Festival Internacional de Cinema de Veneza abandonou a sala sem esperar pelos créditos finais com a lista dos actores porque estava convencida de ter assistido a um verdadeiro documentário.
Fedorchenko gosta de provocar «mistificações» entre o público, como se desejasse recuperar os primeiros e ingénuos anos do cinema mudo. Invoca – com evidente gozo – o que se passou na primeira exibição, em 1896, do filme dos Irmãos Lumiére, L’Arrivée d’un train en la Gare de la Ciotat: perante o plano de um comboio aproximando-se a alta velocidade, o público saltou em pânico das cadeiras da sala com medo de ser atropelado. Fonte: Kinocultura: The Redemption of Lunar Reality: Aleksei Fedorchenko’s First on the Moon (Pervye na lune), 2005
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5 comentários
Interessante. Tenho que ver se o sintonizo no canal bittorrent. um dia destes.
Creio que o termo mais usual é mesmo "mockumentary".
No mínimo, notava-se um excesso de qualidade nos screencaps pouco compatível com um velho filme Soviético de ’38, mas a ideia é de facto muito boa. Sempre gostei desta space-age, chamemos-lhe steampunk, com canhões a disparar naves e etc.
Pedro: o termo mais usual é mock-documentary.
E sim, eu também gosto de canhões que disparam naves em vez de bombas, sem dúvida.
Hoje, de um centro canhoneiro Suíço, foi mandado para o espaço um "porco orelhudo" que durante mais de 1 mês andará grunhindo entre as estrelas.
Deverá ter-se em atenção não confundir o barulho de um trovão com o ruido desesperado do dito animal.
Já que se fala em moku-documentary ou mokumentary (por acaso concordo com o Pedro C. S.).
Existe um espetacular que uma vez (pelo menos) passou na SIC Radical intitulado de Muffin Man. Trata-se de um futuro "alternativo" da humanidade quando o Homo Sapiens é substituido pelo Homo Muffin. Nessa época quase todos os seres humanos são horrivelmente gordos alguns não conseguem sair da cama, mas todos chegam ao ponto de não poderem procriar, pois o tamanho dos pénis dos homens da altura não têm tamanho suficiente para o serviço.
O (moku) documentário é visto pelos olhos de extra terrestres que estudam uma Terra já sem habitantes (humanos pelo menos). Onde colocam teorias sobre porque raio muitas Homo Sapiens têm bolsas de silicone ou de água e sal na região do peito.
Tenho pena de não ter visto todo o "documentário".