

No hospital com Rihanna, a primeira a mobilizar os nova-iorquinos para a causa de Jasmina
A comunidade afro-americana foi mobilizada, uma vez que era mais provável encontrar-se alguém compatível entre gente de sangue africano. «É uma hipótese de uma num milhão», afirmava a mãe. Jasmina fora adoptada, não tinha irmãos, o que tornava o processo de descobrir um doador ainda mais difícil. «Precisamos mesmo que a comunidade afro-americana dê um passo em frente».
Várias sessões de angariação de doadores foram organizadas. Centenas e centenas de pessoas compareceram. Durante muito tempo, nenhum doador compatível surgiu.
Finalmente, em Junho, descobriu-se um – «quase perfeito», acreditaram os médicos. O transplante da medula óssea foi feito no Hospital Memorial Sloan Kettering e todos os que se tinham empenhado em contar a história ao mundo esperavam pelo final feliz.
Em Setembro, os médicos informaram a mãe de que a leucemia regressara – o transplante não fora suficiente e viera piorar a situação: as células da medula óssea transplantada começaram a atacar as células do organismo da criança.


Nova-iorquinos na esperança de serem doadores compatíveis e, em Dezembro, na Casa Branca com Obama
Em Dezembro, Jasmina fez um pedido: conhecer Barack Obama pessoalmente. O presidente americano concordou, mas o encontro teve de ser adiado porque, ao chegar a Washington, a criança estava demasiado doente para se dirigir à Casa Branca. Finalmente, recuperou e conseguiu estar dez minutos a sós com Obama.
Ainda viveu o Natal. A 25 de Janeiro deste ano, Jasmina deu entrada no hospital com febre e dificuldades respiratórias.
Os médicos diagnosticaram-lhe pneumonia. Na noite seguinte, a 26, a situação piorou porque os antibióticos não produziram qualquer efeito e os pulmões começaram a encher-se de fluidos.
Perto das onze da noite de uma quarta-feira, 27 de Janeiro, morria a criança que encheu páginas de jornais e mobilizou milhares de nova-iorquinos de todas as raças para a salvar.
As suas palavras, dirigidas à mãe em Setembro, quando recebeu a notícia de que a leucemia regressara: «Não chores, mãe. Pensa em coisas maravilhosas».
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