2/Fevereiro/2010

Sumol, Ice Tea de limão e o sabor do vampiro

Em conversa comigo sobre as nomeações dos Óscares, a minha cinéfila filhota de 13 anos disse o seguinte: «Eu gosto do Avatar como gosto de Sumol de laranja – enfim, bebe-se mas não é para repetir. O Sacanas Sem Lei já gosto como Ice Tea de limão, quero sempre mais um bocadinho.»

Em relação ao Robert Pattison, «gosto dele como gosto de lasanha: fico sempre a chorar por mais.»

A minha filha é fixe. Eu detesto lasanha. E estou a ficar. Velho.

Marco Santos | Pessoal | 7 comentários »
2/Fevereiro/2010

Grandes capas de discos [3]

Rick James

Marco Santos | Humor | 18 comentários »
2/Fevereiro/2010

Entretanto, no planeta Terra

Crianças trabalhadoras na Índia

Trabalham numa planície de lixo imundo, sob o nevoeiro e o frio, mas ainda são capazes de reagir à presença do fotógrafo com um sorriso: crianças trabalhadoras numa manhã gelada dos subúrbios de Amritsar, na Índia. [Foto: AP/Altaf Qadri]

Marco Santos | Instantes | 5 comentários »
1/Fevereiro/2010

Uma tragédia de proporções crespológicas

«O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa.

Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil («um louco») a necessitar de («ir para o manicómio»). Fui descrito como «um profissional impreparado». Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal.

Definiram-me como «um problema» que teria que ter «solução». Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o.»

A tragédia

As linhas aqui em cima são parte de uma crónica de Mário Crespo chamada O Fim da Linha.

Mário Crespo confirmou, fonte fidedigna, mas o Jornal de Notícias decidiu não publicar a crónica. Até que alguém me prove o contrário é uma decisão editorial face ao delírio, mas isto foi o suficiente para que estalasse a revolta. Foi censura, estão a silenciar o Crespo, diziam, ao mesmo tempo que a sua censurada crónica fazia o pleno nos blogues, redes sociais e nos sites dos outros jornais. Basta um clique para furar o bloqueio ao nosso paladino.

Quem já leu a crónica do Crespo que ponha um dedo no ar. Agora molhe o dedinho na boca, coloque-o no ar outra vez e sinta os ventos da censura.

É um verdadeiro ciclone de proporções crespológicas.

Como no Twitter já se chegou a sugerir convocar uma manifestação para defender a liberdade de imprensa, concluo que a capacidade crítica destes defensores da liberdade de imprensa consiste em aceitar o que o mártir Crespo afirma, não questionando absolutamente nada. Por isso, para não dizerem que sou do contra ou sou pago pelo Sócrates, aqui me junto à trupe dos justiceiros e digo Ave, Crespo, em tuas isentas e bem educadas mãos deposito o futuro da minha liberdade e da minha capacidade de julgamento. E se alguma vez o Sócrates se passar e te chamar louco porque escreveste uma crónica no Jornal de Notícias chamando-o de palhaço, conta comigo para defender o teu direito ao insulto gratuito.

Continua a fazer-nos acreditar que as conspirações para silenciar jornalistas são feitas em mesas de restaurante e em voz alta, para a fonte ouvir bem e denunciar melhor; que em dia de Orçamento de Estado o mais importante foi discutir-te; e continua a mandar crónicas para um site do PSD, que é assim que os jornalistas verdadeiramente independentes fazem.

Marco Santos | Cromos | 42 comentários »
1/Fevereiro/2010

Coisas que eu aprendi sobre web design

Vida GuerraVida Guerra

Um artigo publicado neste site, dedicado ao significado das cores, ensina-nos que o vermelho sugere «energia, força, paixão, estimula o metabolismo, aumenta o ritmo respiratório, a transpiração, o apetite e eleva a pressão sanguínea.»


Qualquer visitante do Bitaites sabe que eu perco muito tempo com o design do blogue. Comecei por modificar um tema já existente; finalmente, peguei num tema em branco só com o código PHP e classes vazias de CSS e criei o meu próprio tema – bom ou mau, é meu. Tem a vantagem de não existir em mais lado nenhum e ajuda a reforçar a identidade de um blogue.

Aprendi algumas coisas básicas que qualquer web designer já está farto de saber – não faz mal, este não é um post para os prós, é para amadores como eu. Um conjunto de dicas que poderão ajudar a desenhar um blogue que cumpra os mínimos olímpicos em termos gráficos.

A ordem dos pontos é subjectiva: fui escrevendo à medida que me ia recordando.


E agora, assoado o nariz de cera, as coisas propriamente ditas

1. Internet Explorer: não podes vencê-lo, mas ninguém te obriga a juntares-te a ele.

2. Design é 10 por cento de beleza e 90 por cento de organização. Uma casa com móveis muito bonitos e de grande qualidade não causa grande impressão ao teu hóspede se guardares as meias no frigorífico e a cerveja no cesto da roupa suja.

3. Faz-te bem perder uma hora com pormenores insignificantes que só tu reparas. Aprendes bastante com todas as mariquices que procurares implementar no teu blogue usando apenas o código.

4. A sidebar não é uma arrecadação onde penduras toda a merda que encontras. A não ser que seja um blogue de astronomia, duvido que o teu visitante esteja interessado em ver as fases da Lua. E antes de meteres mais um relógio todo catita em flash, pondera na possibilidade de o teu visitante também ter um relógio no ambiente de trabalho ou mesmo no pulso. Não faças da sidebar um arranha-céus de irrelevâncias. E que interessa mais um gadget a mostrar o livro que estás a ler? Se lês, então escreve sobre o que lês, afinal tens um blogue ou uma montra?

5. Ainda a propósito de mariquices: agora que já te divertiste a experimentar uma data delas, dá mais um passo na direcção certa e livra-te de quase todas. Deixa só ficar as que forem realmente úteis à navegação do teu blogue.

6. É verdade, cá vai mais uma regra óbvia: o design de um blogue deve estar ao serviço do conteúdo, não o contrário.

7. Só porque gostas muito de duas cores não quer dizer que combinem bem uma com a outra. Abdica de uma e experimenta várias tonalidades com a tua outra cor preferida.

8. A relação entre os elementos do design é mais importante do que os elementos vistos individualmente. É esta a razão pela qual tive de abdicar da minha Scarlett Johansson das fontes, a Georgia: safa-se nas citações e em legendas, mas ao ser usada nos blocos de texto não combina bem com os restantes elementos.

9. Never underestimate the power of the White Force.

10. É uma tentação justificar o texto – eu que o diga! Qual é o segredo para inverter a tendência que temos em achar que texto justificado fica mais bonito? Resposta: redireccionar o olhar. Observa um texto justificado: em vez de dirigires o teu olhar para a forma como está todo alinhado de um lado e do outro, concentra-te nos buracos que surgem no interior do bloco de texto. A pouco e pouco, deixarás de os poder suportar e alinharás o texto à esquerda. E tem em atenção que largar o texto justificado é como deixar de fumar: é possível que tenhas uma recaída. Se isso acontecer, insiste. Esfrega os olhos e tenta outra vez.

11. Quanto menos fontes, melhor. Uma, duas, três, no máximo dos máximos e tendo sempre em conta que a escolha dos tamanhos deve obedecer a uma hierarquia: a mesma fonte para o texto, a mesma para os títulos, escolha de tamanhos consoante a importância de cada elemento na estrutura do blogue, por aí fora. Usar múltiplas fontes de post para post destrói completamente a consistência gráfica do teu projecto. Dá-lhe um ar amador. Tal como o texto justificado, prejudica a leitura do conteúdo.

12. A propósito: na net, os parágrafos são teus amigos. Lençóis de texto dão sono.

13. Sempre que metes música a tocar de forma automática no blogue, um gatinho muito querido e inocente morre na China. Lembra-te disto, por favor.

14. Seguiste estas regras, trabalhaste no duro, consultaste os melhores sites, fizeste um tema todo teu e todo fixe, e sentes-te capaz de escrever um post como este? Excelente! Agora só falta aprenderes o mais importante: não ficaste a perceber um boi de design, pá, apenas ficaste com mais meios para disfarçar a sua ausência.

15. É provável que as tuas preciosas conclusões sejam desmentidas na zona de comentários sem dó nem piedade por quem tem mais olhinho para isto do que tu. Prepara-te assim para a eventualidade de não teres razão. Perde o teu orgulho, ganha o teu blogue. Já me aconteceu algumas vezes. Bem, muitas. Foda-se, demasiadas.

Marco Santos | Cenas Geek | 25 comentários »
31/Janeiro/2010

Cabine telefónica transformada em biblioteca

Uma cabine telefónica especial

O título conta a história quase toda, mas eis os pormenores: zangados pelo encerramento da biblioteca local, os habitantes de uma aldeia em Somerset, Inglaterra, aproveitaram uma velha cabine telefónica e transformaram-na no que é agora reconhecida como a biblioteca mais pequena do mundo.

A cabine foi comprada pela própria comunidade à companhia telefónica por uma quantia simbólica: uma libra. Funciona 365 dias por ano, 24 horas por dia. Tem cerca de 100 itens, entre livros, CDs e DVDs. O funcionamento é simples: quem vai lá buscar um livro (ou CD ou DVD) deixa algo semelhante em troca – e assim sucessivamente. Os que não têm saída vão para instituições de caridade e periodicamente os habitantes renovam a partilha com novos livros.

Claro que só foi possível ter colocado a ideia em prática e infringir escandalosamente os direitos de autor porque o Tozé Brito não vive lá.

A ideia de reconverter cabines telefónicas fora de uso em algo completamente diferente teve tanto sucesso que a companhia telefónica já recebeu 770 propostas de diversas comunidades. Algumas cabines já foram transformadas em instalações de Arte, chuveiros e mesmo casas-de-banho públicas. É uma história verídica, sacada daqui.

Marco Santos | Instantes | 5 comentários »
31/Janeiro/2010

Parece-me um retrato perfeito do Silvio

Silvio Berlusconi

Foto: Claudio Onorati
Marco Santos | Cromos | 2 comentários »
31/Janeiro/2010

E já lá vão cinco anos de blogue

Manda BitaitesHá exactamente cinco anos dava início ao Bitaites com um alojamento no blogspot e sem saber muito bem o que haveria de fazer a seguir. Três horas e algumas conversas depois, já tinha decidido mudar para Wordpress e ter servidor próprio na WebHS, onde me mantenho até hoje. A 1 de Fevereiro de 2005, escrevia o primeiro post.

O que eu então não sabia sobre blogues e blogosfera dava para encher cinco camiões TIR. O que eu agora não sei sobre blogues e blogosfera dá para encher mais cinco camiões TIR. A constante aprendizagem a todos os níveis é um dos principais encantos desta aventura – no que me diz respeito, o Bitaites ainda mal começou. Continuar a ler




Ainda mexe

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