9/Julho/2010

Corrente de covers

The Voice ProjectThe Voice ProjectThe Voice Project

Comecei por seguir um link enviado por Tom Waits no Twitter. Peter Gabriel tinha feito uma cover de uma das canções do grande trovador copofónico, In the Neighborhood.

E assim tomei conhecimento do The Voice Project, uma espécie de meme, uma corrente musical de covers entre artistas de todo o mundo. Funciona da seguinte forma: o artista A faz uma cover de uma música do artista B; o artista B aceita o desafio e faz uma cover de uma música do artista C – e assim sucessivamente. Todas estas covers ficam então registadas em vídeo no sítio do The Voice Project. Dezenas de músicos já contribuíram.

The Voice Project é um movimento pacifista inspirado por um conjunto de mulheres provenientes de um país devastado pela guerra, o Uganda. Estas mulheres – muitas foram violadas, outras perderam filhos, raptados por senhores da guerra – reuniram-se e cantaram músicas de paz e reconciliação, pedindo aos soldados para largar as armas e regressar a casa.

Estas canções das corajosas mulheres do Uganda constituem o primeiro elo desta cadeia musical. Com a participação destes artistas, o The Voice Project conta conseguir mais apoios, subsídios e doações para as organizações que no terreno ajudam e protegem as vítimas da guerra. Este projecto de artistas num mundo dominado pelo dinheiro e a ganância pode ser acompanhado aqui.

Marco Santos | Música | 3 comentários »
8/Julho/2010

Como fazer o download das rádios

O João perguntou na caixa de comentários como se fazia o download desta «maravilhosa» playlist. A  palavra «maravilhosa» despertou os meus instintos mais generosos, pelo que reuni forças para elaborar um post bastante exaustivo sobre o assunto. Dado que já não é a primeira vez que me fazem esta pergunta, juntei o útil ao maravilhoso.

A todos os interessados pela boa música, eis um guia ilustrado e definitivo sobre o assunto. Foi difícil, fartei-me de suar, fiquei com calos nos dedos, mas aqui está. Aproveitem, geeks, que eu não duro sempre!


Maravilhoso guia

1. Carregar onde diz «Continuar a ler» (é um link para o post completo).


Maravilhoso guia

2. Carregar no botão Play. A rádio começa a tocar e, à direita, surge o link para descarregar a emissão.


Maravilhoso guia

3. É recomendável fazer o download do ficheiro .cue associado («Salvar como…») e usar um player com a categoria de um Foobar2000, conforme fiz notar neste post.

8/Julho/2010

O Mundial está a acabar, o que é uma pena

Larissa Riquelme

Este é um post mais geek: reparem na bolsinha onde a modelo Larissa Riquelme guarda o telemóvel: uma solução inovadora, prática e muito ecológica.

Marco Santos | Futeboladas | 8 comentários »
8/Julho/2010

A Playboy entre a oração e a erecção

Capa da Playboy portuguesa

Ao que tudo indica, esta capa da edição portuguesa da Playboy ditará o fim da revista em Portugal: a casa-mãe não gostou.

Jesus Cristo nasceu na Terra e escolheu sacrificar-se por nós, morrendo para salvar a Humanidade dos seus pecados. Quem passou pelo tormento da cruz e cometeu a proeza de ressuscitar três dias depois não se deixa chocar ou impressionar facilmente com miudezas terrestres, muito menos uma sessão de fotografias da Playboy portuguesa. Brincar com Cristo é óptimo para gerar falatório, como qualquer estudante de Marketing e Publicidade sabe. Não havendo dinheiro para despir celebridades, arranja-se uma que chame a atenção pela forma como está vestida.

A Playboy americana, que despe mulheres em nome da Declaração Universal dos Direitos do Punheteiro mas não gosta de misturar assuntos sérios no mesmo plano de realidade – dinheiro e religião –, desaprovou a ideia. «Devido a esta e a outras questões com os editores portugueses, estamos em vias de rescindir o nosso acordo», afirmou ao sítio de mexericos Gawker a vice-presidente do departamento de relações públicas da Playboy Entertainment, Theresa Hennessy.

A Playboy americana considerou que meter um Cristo ali no meio transmitia ao leitor a desagradável sensação de estar a ser observado enquanto peca.

A capa é uma homenagem a outro grande pecador, José Saramago – «O Evangelho Segundo Jesus Cristo» – e as fotos dizem-nos que Cristo, na sua bondade e sabedoria, não faz distinções entre mulheres putas e virtuosas, heterossexuais e lésbicas, com ou sem mamas de silicone, com ou sem camadas de Photoshop, emancipadas, guerreiras ou submissas, para ele tanto faz.

Fotos da Playboy portuguesaA sessão de fotos não potencia um profeta lutador, dinâmico e interventivo: alguém acredita que este Cristo da Playboy seria capaz de arrasar os vendilhões do templo? Este Cristo veio directamente de um salão do cabeleireiro. Meteram-lhe aquela faixa à volta da túnica e só falta realmente estar lá escrito Miss Jesus Cristo 2010.

Cristo está ali entre as mulheres nuas, mas realmente para ele tanto faz. Não há uma relação directa entre a simbologia da sua figura e o cenário em que é colocado. Mesmo quando abre os braços naquela santa pose que todos conhecemos dos livros de catequese não parece realmente Cristo, mas um chulo com problemas de identidade que durante toda a vida quis ser polícia sinaleiro. «Chica, tu viras à direita com aquele cliente ali… E vamos a despachar, que eu não quero engarrafamentos.» Até a estátua do Cristo-Rei tem mais vivacidade.

Na foto com as meninas na cozinha, o profeta ergue os braços porque está a pedir às raparigas para lhe passarem os pratos: hoje é o dia dele lavar a loiça.

Na outra foto com as meninas lésbicas, Cristo lembra aqueles tarados que se escondiam nas rochas do São Pedro do Estoril da minha infância a observar as miúdas em topless – um voyeur.

Aliás, a sua atitude é de tal forma passiva e estática que uma pessoa fica a pensar que ele lhes estará dizer qualquer coisa como «Irmãs, quando acabarem de se comer uma à outra sentamo-nos os três ali no sofá porque há uma passagem da Bíblia que eu quero que vocês oiçam. Não se incomodem, eu fico aqui especado a olhar enquanto vocês desfrutam daqueles orgasmos múltiplos que o meu Pai vos deu».

Marco Santos | Cromos | 22 comentários »
8/Julho/2010

Rádio Bitaites [28]

Desocupado como estou, resolvi consultar na Wikipédia os géneros musicais de cada um dos nomes usados nesta emissão. O resultado é o seguinte: Jazz, Drum and bass, Hip Hop, Orchestral, Alternative Rock, Electronic, Folk Rock, Indie Rock, Country, Alternative Country, Acoustic ethnic-jazz (nunca tinha ouvido falar!), Trip hop, Post-rock, Dream pop (seja o que for que esta signifique), Post bop (é um subgénero do jazz) e Experimental music.
De loucos, não é? Bem, espero que esta nova emissão contribua para diversificar o vosso gosto e ajude a desmoronar essas barreiras artificiais entre músicos e músicas.

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Marco Santos | Rádios | 8 comentários »
2/Julho/2010

Sem o Citador não sei o que seria deste post XX

Kate Beckinsale

Sou a favor do costume de se beijar as mãos de uma mulher quando somos apresentados. Afinal, é preciso começar por algum lado.

- Sacha Guitry

Marco Santos | Wallpapers | 2 comentários »
2/Julho/2010

Rádio Bitaites [27]

Se não gostam de jazz, escusam de ouvir esta. Os que gostam ou têm curiosidade, têm aqui uma boa oportunidade para conhecer este maravilhoso e riquíssimo mundo. Todas as faixas são calmas e melodiosas, mais «fáceis», se preferirem, porque o que me interessa aqui é aproximar-vos do jazz e não afastar-vos.

Existem duas covers curiosas nesta emissão: a de Karma Police, tocado por Christopher O’Riley, pianista clássico «obcecado por Radiohead»; de Comfortably Numb, dos Pink Floyd, na interpretação dos meninos traquinas do jazz, The Bad Plus, acompanhados pela vocalista indie Wendy Lewis. Boas audições!

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Marco Santos | Rádios | 11 comentários »
2/Julho/2010

Rádio Foobar

Os utilizadores de Linux e Mac saberão desenrascar-se, mas para a maioria que usa Windows é importante relembrar que existe um player fantástico chamado foobar2000. Como não me interessa ter players bonitos (a música ouve-se, certo?), este pequeno canivete suíço do áudio é a minha escolha de sempre. Mesmo quando estou em Linux, uso-o através do Wine.

Tenho notado que muitos fazem o download da rádio, mas não do ficheiro .cue associado. Errado! Duplamente errado! O ficheiro .cue tem toda a informação sobre as faixas, o seu tempo de duração e – mais importante – atenua a discrepância de volume entre os temas através de um processo chamado ReplayGain.

Foobar

Basta usar o botão direito do rato sobre o ficheiro .cue, escolher Enqueue in foobar2000 e o gigantesco ficheiro MP3 sem qualquer informação é mostrado na janela principal do player numa sucessão de faixas – como se fosse um disco normal.

Foobar

Se a opção Enqueue in foobar2000 não vos aparece no menu do Windows, terão apenas de navegar pelo menu File, Preferences; no explorador do foobar2000, à esquerda, seleccionar Shell Integration. Se quiserem voltar a ouvir sem precisar de estar sempre a ir buscar o ficheiro .cue, basta salvar como uma playlist normal. No Windows, eu tenho uma playlist só com estas rádios. Mais simples do que isto…

Abaixo os player amaricados tipo Winamp e Windows Media Player. O Foobar é o melhor!

Marco Santos | Cenas Geek | 19 comentários »
30/Junho/2010

Post nº 2906

Ilustração de Pawel Hynek

Autor: Pawel Hynek

Marco Santos | Outras Artes | 4 comentários »



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