18/Maio/2008
Como ser melhor na cama (e melhor no blogue)
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Marcadores: A Arte de Blogar, Provocações
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Qualquer um com alguma experiência na arte de blogar escreve um post partilhando o que aprendeu. Foi o que fiz. Talvez retome esta temática mais vezes, desde que sinta que tenho alguma coisa de importante para dizer.
- A monotonia enjoa e isso tanto se aplica ao sexo como à escrita dos posts. Vamos supor que nos últimos quinze meses em que fizeste amor adoptaste a posição de missionário. Se a tua companheira te sugerir, por palavras ou gestos ou sorrisos, uma posição diferente, coitada, certamente não responderás «Desculpa, querida, mas esta é a única posição em que me ajeito, se queres experimentar outras tens de fazer tu sozinha».
Tal seria lamentável, dada a diversidade de posições conhecidas: Posição de Rotativo, A Colher, A Vinha, O Mergulho, Estrela-do-Mar, Leque, O Desabrochar da Flor, O Tigre Agachado, A Flor de Lótus, O Pião, Mãos ao Alto, O Elevador, O Laço, A Marioneta, O Carrinho de Mão, O Posto de Abastecimento, A Cadeira de Baloiço, A Amazona, O Empresário, a velha e fiável Canzana, e aquela com que um nerd estará mais familiarizado, a posição Mãos Livres à Secretária, também conhecida por Posição Rui Cruz. - Nos blogues é a mesma coisa: há que diversificar o ângulo de entrada. Se sobre determinado assunto 35 mil bloggers escreverem um post à canzana, ou seja, com a mesma perspectiva, o mesmo ângulo, então para quê juntar o teu nome à matilha? É difícil de admitir, eu sei, mas a verdade é que o mundo está cheio de artigos sobre o iPhone e é duvidoso que sinta falta do teu. Não te esqueças que a blogosfera é uma conversa em vários sentidos, de blogger para blogger, de blogger para leitor e de leitor para blogger: não perderás visitantes porque não escreveste um artigo igual ao blogger teu vizinho porque, na perspectiva do teu visitante, um blogue não anula outro, enriquece a sua experiência global de navegação.
Se mesmo assim tens realmente vontade de escrever sobre o assunto, e está obviamente no teu direito, então procura fazer com que a abordagem seja diferente de todas as outras. Isso consegue-se geralmente com investigação, trabalho, sentido empreendedor e reflexão. Nunca receies expor o teu carácter seja qual for o assunto, mas sobretudo se for o iPhone.
- Não interessa o tamanho do teu teclado, mas aquilo que podes fazer com as teclas.
- Se a companheira te surpreender com um jantar romântico à luz das velas, é de esperar que te saibas comportar à altura: apreciarás cada milímetro quadrado da refeição que ela tão afectuosamente preparou, conversarás com calma e carinho, mostrando que saboreias a comida e o momento. Perante uma ocasião tão especial, seria rude e indelicado simplesmente lançar a rapariga sobre a mesa e saltar-lhe para as costas com a subtileza de um urso desfazendo-se em baba. De resto, correrias o risco de provocar um acidente, pois devemos admitir como plausível a possibilidade de uma vela te cair em cima e incendiar-te os pêlos do cu, o que bem vistas as coisas seria castigo exemplar para tanta falta de sensibilidade.
- Escrever um post requer igualmente tacto. Se por exemplo o Bill Gates for atropelado por um camião carregado de caixas com DVDs do Windows Vista Ultimate, não irás começar o teu artigo a dizer «Eu sempre disse que o Vista era um sistema operativo demasiado pesado» ou qualquer outra piadita fácil.
Dado que o interesse por alguém cresce de forma exponencial com a sua morte, aproveitarás para prestar um serviço aos teus visitantes escrevendo, com toda a seriedade, uma resenha biográfica. Tal não significa que te está vedado o direito a ser crítico em relação às opções que o hipotético Bill morto, Bill posto tomou enquanto estava vivo, mas a diferença é que essas críticas estarão enquadradas pelos factos que reuniste, dando-lhes assim mais força, consistência e credibilidade. O estilo de escrita poderá até ser muito semelhante a um tipo de prosa que de certeza te é familiar: a prosa jornalística.
- É verdade, quase me esquecia: um post sabe sempre melhor se for feito com amor.
























É muito fácil eu visitar blogs de gurus internacionais, traduzir, e ter um grande blog português. Difícil vai ser provar aptidão para produzir conteúdos originais. É mais trabalhoso, mas o mérito está todo aqui.
Sinceramente, detesto carneirada. E estou farto de tropeçar em conteúdo duplicado, a maioria das vezes bilingue.
Engraçado seria se o Bill Gates fosse atropelado por um camião cheio de CDs do GNU/Hurd. Isso é que tinha piada!
Ah, e com o Richard Stallman a conduzir o camião (isto, se ele tiver carta).
@Daniel
Eu tenho vário conteúdos duplicados. Melhor, não são duplicados, mas fazem menção a algo que vi, gostei e partilhei. O texto é da minha autoria, mas a informação é baseada de um ou mais locais.
Para mim, ter um blog é poder partilhar algo de que gostei, dar a minha opinião sobre determinado tema e espalhar a palavra do software livre. E também pode servir para outras coisas. O meu blog acaba por ser uma tela em branco, onde "desenho" aquilo que me apetece num dado momento – mesmo que seja só para dizer que estou com gazes.
@Bruno
Destaco alguns excertos do teu comentário:
« (…) Melhor, não são duplicados (…) O texto é da minha autoria (…) O meu blog acaba por ser uma tela em branco, onde "desenho" (…) »
Está mais que visto que não me dirigia a ti. Ah! E mesmo que não acreditasse em ti, eu sou teu leitor, portanto confirmo aquilo que dizes.
@Daniel
Não estou a dizer que isso era para mim. Talvez tenha interpretado mal, mas fiquei com a ideia que o teu comentário era um pouco amplo e eu só lhe queria dar o remate final (só falta o fado e fátima :mrgreen:).
Hum… Com um pouco de esforço se toda a gente começasse a levar a sério isso, que era o que devia acontecer, eu até que não estava lá muito mal
PS.: Vi$ta? Eu? Isso é que era bom… Ilusão de óptica mais nada…
@Bruno
Lembro-me perfeitamente que quando andava na 1ª Classe, o livro de exercícios tinha a letra que estudávamos na altura a tracejado, para que pudéssemos ganhar a habilidade de a desenhar. Com isto quero dizer que não me lembrei de ninguém especificamente, mas quem se sente tocado, já terá a faculdade desenvolvida para que faça as letras sem o tracejado por baixo, de outro modo terá sempre a possibilidade de comprar um caderno de linha dupla.
Tu é que és enjoativo!
E falta o link, LINK PARA MIM!
Rui
Rui Cruz, os links não se pedincham nem se exigem: conquistam-se. Dá-te por satisfeito por eu permitir o link na tua assinatura.