Tubarões e Esquilos
Publicado por Marco Santos [3/Abril/2007]. Categoria: BlogosferaNão são só os jogadores de futebol que precisam de empresários. Os bloggers também. Os bloggers têm de se preocupar apenas com o conteúdo dos seus posts.
Ter um blogue é complicado quando faltam as palavras. Sim, existem muitos truques para disfarçar essa ausência: as fotos, as citações, os vídeos. Mas um blogue sem palavras está condenado ao esquecimento porque não mostra nada que o diferencie dos outros, ou seja, não existe uma primeira pessoa do singular.
Como pode um blogger lidar com tais problemas e, ao mesmo tempo, preocupar-se com os truques e optimizações necessários para atrair o Google, os clientes do Google, os links e a publicidade?
Quando se queixa da falta de dinheiro, o blogger candidato a profissional tem um problema - mas este não é nada comparado com a falta de palavras.
É para resolver esta questão que entra a figura do blogger/empresário. Este trataria de toda a burocracia, isto é, dos tais truques e optimizações, e o blogger ficaria livre para tratar daquilo que interessa, ou seja, transformar em conteúdo as motivações que o fizeram querer abrir um blogue. Este é um dos princípios de funcionamento da primeira/segunda/terceira/whatever rede portuguesa de blogues, o Tubarão Esquilo.
Um blogger, contudo, não necessita de se envolver numa rede e sujeitar-se a uma Central Escrutinadora. Outro tipo de associação poderia ser feita num simples blogue a dois onde cada um desempenharia uma função com o objectivo de impulsionar o projecto: um preocupar-se-ia com o conteúdo, o outro espalhá-lo-ia e promovê-lo-ia. O objectivo seria tornar o blogue lucrativo, não de promover o ego do blogger.
O blogger está condenado a preocupar-se com o conteúdo do que escreve, desprezando tudo o resto. Ou então, se é esperto e temerário, faz as duas coisas ao mesmo tempo, isto é, mantém o blogue e procura descobrir todos os meios de atrair mais publicidade.
O problema neste último caso é que aprender esses truques todos dá muito trabalho. Às tantas, de tão envolvido está nesse processo de aprendizagem e partilha, o blogger já só consegue escrever com um mínimo de profundidade sobre o mesmo assunto, ou seja, como ganhar dinheiro com o blogue. Fará então um blogue muito interessante para todos os outros bloggers, mas de pouco interesse para os leitores que não pensem em abrir um ou, se consideram essa hipótese, não pretendem ganhar dinheiro.
Esses leitores tenderão então a procurar blogues feitos a pensar em todos aqueles que se interessam por outros assuntos que não a blogosfera em si.
Determinar que tipo de leitores existem poderia ser um trabalho interessante a fazer. Qual a percentagem de leitores de blogues que tem também um blogue? Qual a percentagem de leitores que não tem? Quem tem mais peso? De que forma a circunstância de se ter um blogue influencia o interesse por outros blogues? Os blogues podem sobreviver apenas se estiverem fechados sobre si próprios, ou seja, dependentes de uma comunidade de bloggers que também é leitora (ou cliente)? Podem alcançar uma independência semelhante aos media tradicionais os quais, como se sabe, não são apenas lidos por jornalistas?



























pode (ou não!) estar a usar
Data: 3/Abril/2007 | Hora: 13:17
Ora aí está… a principal dificuldade é descobrir os segredos para aumentar as visitas/comentários nos nossos blogs.
É sem dúvida o mais complicado… descobrir o tema ideal.. e por aí fora.
pode (ou não!) estar a usar
Data: 3/Abril/2007 | Hora: 18:18
Hum… Leitor ou cliente. Interessante pensamento! Quando entro numa livraria sou um cliente, quando abro o livro que comprei, sou um leitor. Nos blogs é o mesmo: Cliente/Leitor ou Leitor/Clente! O paradoxo é que sou ambas as coisas numa só. A Internet ainda não é gratuíta, alguém paga para eu ler de graça nos blogs. :confused_wp:
pode (ou não!) estar a usar
Data: 8/Abril/2007 | Hora: 20:07
Eu gosto de blogs onde a publicidade exista, ok, mas não daqueles que mais parecem macacão de piloto de fórmula 1…Óbvio que eu não me sinto aí confortável, se é que me entenderam…