
Eles consideram que o casamento entre pessoas do mesmo sexo poderá provocar a extinção dos avós.
«Os avós vão acabar?», pergunta um dos cartazes da manifestação cívica de 20 de Fevereiro. Na base desta pergunta está a ideia de que os gays não são pessoas, mas aberrações sem pai nem mãe – como tal, se os deixarmos à solta estaremos a contribuir para o extermínio dos avós.
Os avós são dinossáurios que o meteorito da paneleirice poderá varrer da face da Terra.
Este problema tem realmente uma dimensão cósmica porque os maricas são seres mutantes vindos de um planeta distante e chegaram com intenções de subjugar o heterossexualismo deste planeta.
Irmãos, não vos deixeis vergar à tirania da verga desencaminhada! O nosso é um planeta, portanto é macho; acasalou-se com uma Lua, que é fêmea. Não se acasalou com Marte, que também é um planeta e é muito macho, acasalou com uma Lua.
Os desígnios divinos são insondáveis mas só até certo ponto – há coisas que são evidentes para quem observe o Universo com um telescópio moral. Júpiter é um infiel cheio de gases que acredita na poligamia e até tem um harém, mas ao menos é um harém de luas. Tem desculpa. Ai do cometa que se aproximar!
Não queremos cá poucas-vergonhas cósmicas no nosso Sistema Solar e não será a Terra o primeiro planeta homossexual do Universo.
Portanto se até a ordem cósmica da vida conspira contra os gays, por que não haveremos de dar as mãos (sem exageros, claro) e defender o destino da pobre avozinha condenada à inexistência, manifestando-nos no dia 20 de Fevereiro, na nossa humilde, pequena e normal Lisboa?
Porque o caso é grave. Se não os escondermos numa redoma opaca, num Distrito 9 erguido pela moralidade dos hipocritamente castos, correremos o risco de os homens deixarem de gostar de mulheres e as mulheres deixarem de gostar de homens. Irmãos, salvai a avozinha da extinção em massa!
Com os paneleiros casados e prontos a adoptar crianças, acabam-se logo os bolinhos caseiros. Nunca mais teremos um botão que se aguente na camisa. Pensem nisso.
18 comentários
Marco, apesar da tristeza que sinto relativamente à hipocrisia da moralidade actual que está por trás desta manifestação este texto está hilariante!
A minha avó mandou dizer que não se importava com os maricas.
Assim como assim, chegados a certa idade, parece que não há grande diferença: As “pilinhas” e os “pipis” só servem mesmo pra fazer xixi!!
Marco, acredita que pensei que a imagem fosse a gozar.
De espantar que não apareça também o zézinho…
Marco, esta reportagem deve ser vista por todos “Orgulhosamente S.Ó.S.“. A mim causou-me enorme revolta. Teresa e Helena são o exemplo do poder destrutivo de uma sociedade ainda muito homofóbica. Esta lei corrige uma questão de direitos, mas nada pode fazer quanto à mentalidade da sociedade. Enquanto assim for, casais do mesmo sexo continuarão a ser escorraçados, ofendidos, agredidos e humilhados. Absolutamente lamentável que assim seja.
Nestas questões, só não entendo o que é que essas pessoas que criticam têm a ver com a vida das outras pessoas.
Desde que ninguem me peça nada, e que as pessoas sejam felizes que raio importa se se casam duas mulheres, dois homens, um gato e um pónei, uma gazela e um leaõ?!
E depois têm medo que filhos de casais homosexuais se tornem todos homo. Tal como os filhos de heterosexuais são todos hetero… ?
Mais vale ficarem a ver o goucha na tvi, ou outra programa igualmente intelectual… ah, não, esse tambem tem estilo um bocado para o larilas…
jds, acho que é mesmo homo assumido.
quanto ao post marco, prepara-te porque acho que este vai ser um daqueles que vai gerar muita discussão.
eu não sou contra nem a favor, gosto de mulher o resto até pode comer chouriços aos empurrões, azar o deles e sorte minha, mais mulher sobram.
pá… num “district 9″ já nós vivemos há muitíssimo tempo… a laicidade do estado só existe no papel, e ainda assim tenho as minhas dúvidas!
E eu que já vinha para aqui gabar o Marco por ter criado uma imagem cómica deste gabarito, clico na primeira ligação e não é que o raio do cartaz não é a gozar e existe mesmo?! Ora bolas, com esta é que me lixaram.
eu nem sei se hei de rir ou de chorar.. em portugal eu e o meu namorado eramos amigos de um homossexual assumido e ca em frança somos amigos de duas lesbicas, que ate ja tem uma filha e estao a pensar ter outra. e esses seres de outro planeta nunca nos raptaram pa nos fazer uma lavagem ao cerebro e nos fazer gostar de pessoas do nosso sexo…
isto é mesmo ao nivel dos nazis…
Fico satisfeita por constatar que o autor deste anémico blogue continua a fazer-nos rir…
Neste contexto pergunto-me: o que fazer com esses planetas que cometeram a veleidade de possuir mais do que uma lua?E esses sistemas sitemas bi-solares que proliferam, insistentemente, por esse universo fora?
Não queria parecer extremista, mas proponho um referendo, no sentido de se aprovar a criação de um buraco negro, de proporções épicas, nas cabecinhas de todos os participantes da manifestação de dia 20 de Fevereiro. Ai esses buracos negros já existem? Então desculpem, foi engano.
E não me posso conter, finalizo, explicitamente com um clássico: “Ó estrela, queres cometa!?”
Pois… mais vale entregar as criancinhas ao cuidado dos senhores padres. Ao menos são enrabadas santamente!
Aqui no Brasil também temos pessoas zelosas, que insistem em nos afastar dessas aberrações. Um dos nossos digníssimos senadores disse que o casamento entre pessoas do mesmo sexo cria um império homossexual
Eis um link para uma reportagem, leia por sua conta e risco, eu perdi o apetite de tanto nojo.
Ridicularizar quem pensa de maneira diferente é típico de um extrema-esquerda que pensa que ser culto é defender tudo e mais alguma coisa usando a desculpa da discriminação. Gozar com a opinião legítima dos outros é feio.
Não foi eu que escrevi mas assino por baixo:
http://o-comentarista.blogspot.com/2010/02/salvem-os-nossos-gays-das-avozinhas.html
Mas não é obvio?
Se um maricas não puder casar com outro maricas casa com uma senhora e têm muitos filhinhos, que por sua vez terão muito avós, e todos ficam felizes menos o outro mariconso que já não casa com este e vai para padre ou assim.
Agora se os maricotes casam uns com os outros, as senhoras ficam solteiras, e os avós-que-eram-para-ser já não são, e só resta ás senhoras, em vez de ficarem solteiras passarem a ser fufas e casarem umas com as outras, e os avós aínda ficam mais tristes porque é uma pouca vergonha ter uma filha freira, perdão, fufa.
Se os mariconsos e as fufas desenvergonhadas não puderem casar entre si é facil constatar que não se juntam nem se unem-de-facto nem nada disso, casam com um elemento do sexo oposto e fazem muitos filhos e escrevem no diário, querido diário, eu queria casar com o Joaquim, mas como não há casamento entre pessoas do mesmo sexo tive de casar com a Juliana e fazer-lhe estes filhinhos todos…
Quem escreveu isto de casar com a Juliana em vez do Joaquim foi o Alberto, se fosse a Leopoldina tinha escrito que queria casar com a Popota mas como não podia casou com o Goucha.
(este exemplo saiu meio torto)
Isto dos casamentos entre maricas do mesmo sexo é muito complicado, mais vale uma pessoa não se ralar e cada um casa com quem quer e ninguem tem nada com isso.
Os que são contra o casamento homossexual eram contra os descobrimentos; foram contra a república, foram contra a televisão, a coca-cola e as calças de ganga. Coisas grandes, coisas pequenas, não faz diferença: são contra porque querem sentir-se especiais e como qualquer criança de dois anos, quando outro da mesma idade tem mais atenção, segue-se uma birra.
Mas, Marco, olha que uma Lua não passa de UM satélite natural. No fundo, um transsexual!
Escândalo! Metam a Lua num hospício, já!
http://www.youtube.com/watch?v=EqIIeGmhL2Q&feature=player_embedded
Pelos vistos não se passou muita coisa em 50 anos….